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Dilemas e Saudades
22/02/2018

Categoria: Contos

Eu não me arrependo. (+16)

Toda vez é assim. A gente se despede com um beijo no rosto e meu sorriso amargo já denuncia o meu mal estar. Me sinto mal por ter exagerado na dose. Me sinto mal por ter me embriagado. Chego em casa cheirando à Invictus, com a camisa escandalosamente amarrotada e com seu gosto entranhado nas camadas mais profundas da minha pele. Seus vestígios se escondem em minha roupa íntima, nos vãos escuros das minhas curvas, e em cada parte do meu peito estilhaçado. O nosso amor é substância inflamável. Queima. Explode por dentro. E, de repente, tudo o que tenho é meu coração em cacos e fragmentos de você por todo canto: nos nós do meu cabelo úmido, nas marcas ocultas das suas mordidas e nas minhas pernas, ainda bambas. Me sinto fraca. Embriagada, mais uma vez, por seu amor. Leia mais

27/01/2018

Categoria: Contos

Desventura.

Sempre que eu quero escrever um texto sobre o Amor, eu penso em você. E, incrivelmente, os textos que eu considero mais bonitos, foram aqueles que eu não apenas pensei, mas escrevi na intenção de te mostrar. Sempre que posso, fecho os olhos e me imagino te falando cada confissão que está prestes a desaguar no papel. Ao te conceber em minha frente, um turbilhão de sensações me atinge e as frases certas vêm. Às vezes, elas deslizam da minha mente feito plumas. Às vezes, disparam frenéticas, como metralhadoras ansiosas por uma melhor tradução. Leia mais

13/01/2018

Categoria: Contos

Nosso jogo de sedução. (+16)

Eu poderia te seduzir com um icônico batom vermelho. Com uma lingerie atrevida. Ou com uma performance espetacular na cama. Eu poderia te aliciar com um olhar malicioso, com um decote generoso ou com um cruzar de pernas avassalador.  Mas, o fato é que é impossível ser tão irreverente assim, todos os dias, em todas as horas, a todo o momento. Temos dias de caçador e dias em que precisamos ser, tão somente, a presa. É cansativo sustentar um papel sedutor da hora que a gente acorda à hora que vamos dormir. Seduzir, propositalmente, nos cansa, pois não deixa de ser um jogo, concorda? Então, na maioria das vezes, precisamos relaxar e esperar que o charme e a atração fiquem por conta dos pequenos detalhes implícitos. Detalhes que são bem mais fascinantes, acredite, do que qualquer batom vermelho na boca. Não que não seja interessante apimentar a relação de vez em quando, mas, o que estou ponderando aqui é que existem pormenores inconscientes, que independem de qualquer ensaio ou de qualquer atributo físico, e que atraem o outro sem que, ao menos, a gente perceba. Ou compreenda a razão. Leia mais

12/01/2018

Categoria: Escritor Parceiro

Check-in

Toda vez que você aparece, seja num oi ou numa foto, o meu tempo para. E, durante este hiato, eu lembro que não é bom se apaixonar. Afinal, saímos da nossa zona, não de conforto mas de sensatez. Fundamentamos nossas decisões sobre belos e saltitantes olhos negros que nos convidam a um vício como se nosso cérebro tivesse receptores nervosos exclusivamente dedicados a tais prazeres. Leia mais

06/01/2018

Categoria: Contos

Pensei em virar a página, mas foi melhor trocar o livro.

No nosso romance, resta apenas uma folha. Uma única folha derradeira que pode definir o que seremos adiante. Até pensei em virar a página, mas tenho medo do que pode estar escrito. Medo, não. Tenho pavor da certeza obscura que carrego. Eu tenho certeza que vou chorar decepcionada com cada palavra escolhida pelo destino. Vou me machucar profundamente, mas a dor será tão fina como um corte de papel na mão. É uma dor pequena aos olhos alheios, mas que latejará no peito de um jeito muito intenso. Já sinto uma arrepio na espinha. Será fratura exposta, com aparência de arranhão.

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05/01/2018

Categoria: Escritor Parceiro

Pensei em virar a página, mas foi melhor trocar o livro. (2ª versão)

No capítulo primeiro, éramos vistos como um modelo ideal a ser seguido. O nosso nome estava na coluna inicial da lista, sempre que o tema sugerido era: casal apaixonado. Nós causamos inveja para os que nos avistavam de longe, e os mais próximos desejavam fazer parte da narrativa. Queriam contribuir de alguma maneira, chegar junto, porque a cumplicidade existente os contaminavam. Dá orgulho de contar o nosso prefácio. Por mim, moraria nele. No entanto, ainda tem muita coisa pela frente. Vamos adiante.
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30/12/2017

Categoria: Escritor Parceiro

A beleza agrada apenas aos olhos (2ª versão)

Com a quantidade de informações exacerbadas que encontramos nas redes sociais, movidos pela pressão da mídia que nos influência significantemente, e com a necessidade que nos cerca de sermos aceitos em “grupos”, vamos pouco à pouco, cedendo às exigências impostas pelos mesmos. Não entendeu? Me acompanhe que te explico no caminho onde quero chegar com essa conversa…
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15/12/2017

Categoria: Escritor Parceiro

A prisão que liberta (2ª versão)

Por muito tempo busquei entender o motivo pelo qual a maioria das pessoas possui um receio gigantesco em mergulhar de corpo, alma e coração em relacionamentos que caminham para serem intensos. Mesmo afirmando gostar muito do outro, para elas, dar um passo a mais é como doar o fígado ainda em vida. Leia mais

12/12/2017

Categoria: Contos

A beleza agrada apenas aos olhos.

Após um maremoto inundar nossos corpos de suor e prazer, nos deitamos entrelaçados, sem nos importar com a fragilidade dos sentimentos expostos, com o caos que causamos pelo quarto, ou com o tempo que corre, injustamente rápido, do lado de fora. Querendo guardar os resquícios daquele momento, despejei beijos em sua pele salgada, causando nele, um calafrio, um sorriso ingênuo e um olhar, cada vez mais afetuoso. Eu não sabia que era possível afetá-lo dessa maneira tão profunda.  Leia mais

01/12/2017

Categoria: Contos

A prisão que liberta.

Você é livre pra partir, mas fica. Fica feito beija-flor que visita minha janela em busca de água doce pra tomar. Eu te dou água fresca todo dia, se preciso, me renovo em cada sorriso só pra sua sede de amor saciar. Você entra, se prolonga em seus abraços, faz do meu colo, travesseiro, mas eu deixo a gaiola do meu peito aberta, mesmo com a vontade imensa de te fazer prisioneiro. Você é livre pra partir, mas retorna. E se demora nos seus carinhos porque enxerga em meu ninho, o seu lar. Leia mais

30/11/2017

Categoria: Escritor Parceiro

Uma tatuagem com seu nome (2ª versão)

Já era tarde da noite quando você me notou de longe, mas não tão tarde para me sugerir um convite inesperado. Seus passos estavam apressados para alcançar os meus, e, no último minuto, houve um interesse um pouco sem jeito: “ei, vai pra onde? Vem comigo! Eu te levo!”.
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18/11/2017

Categoria: Contos

Uma tatuagem com seu nome.

Todo mundo vê que você tem minha cara. Todo mundo te enxerga quando olha pra mim. Os seus amigos te contam quando me encontram na rua, apesar de nunca termos assumido qualquer tipo de relacionamento pra eles. Você sabe todos os meus passos sem nem mesmo ter me visto. É incrível como eles pensam em seu nome e já associam ao meu. É como aquela brincadeira de ir falando palavras que lembram as outras. Arroz lembra feijão. O Sol lembra a Lua. João é o par de Maria. E eu? Bem, todo mundo diz que eu sou o seu. Leia mais

10/11/2017

Categoria: Escritor Parceiro

Te amar foi um erro. (2ª versão)

Queria ter o poder nas mãos de voltar no tempo, consertar as falhas causadas em um passado não distante, ajustar as dívidas que fiz por falta de experiência e, olhe, não foram poucas. Queria também descarregar o fardo pesado de culpa que me afronta diariamente pelo descuido de te amar. Isto era o que mais queria. Leia mais

Categoria: Contos

Te amar foi um erro.

É isso. Acabou.

E, na esperança de um recomeço sem fim, me reconforta pensar que tudo que eu fiz nesses últimos quatrocentos e noventa e oitos dias foi um erro.

A começar pela primeira vez em que eu sorri quando você me olhou de canto. Era pra eu ter ficado séria, desviado meu rosto do seu. Mas eu inventei de retribuir seu olhar com um bendito sorriso largo e sincero. Como se não bastasse meu sorriso, eu sustentei o seu olhar por mais de dois segundos, tempo máximo aconselhável para se encarar uma pessoa sem deixá-la em uma má situação. Você ficou sem graça e foi aí que eu me apaixonei perdidamente. Nossa! Como eu me apaixonei por seu olhar atônito naquele dia! Um sorriso, um olhar e três segundos de adrenalina foram suficientes para eu dar o primeiro passo de muitos desacertos em nome do amor – ou, seja lá que nome tenha esse sentimento intricado que me fez tropeçar, a todo o momento, nas linhas tortas do seu destino. Leia mais

01/11/2017

Categoria: Escritor Parceiro

Se você fosse meu (2ª versão)

Dentre tantas perturbações, decidi bater o martelo, o qual decretou o nosso fim. Guardei os momentos alegres num lugar especial, risquei as datas significativas do calendário, te anulei e deixei o suposto ponto final em silêncio. O sentimento “sem nome” estava à um passo de ser encerrado. Com a coragem que surgiu, sabe-se lá de onde, internalizei a ideia, e a princípio, deu muito certo.
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24/10/2017

Categoria: Poesias

Penumbra.

Hoje eu quero sexo no escuro.
Na penumbra.
No completo silêncio.
Quero te dar, como sem falta, esse presente,
De passear pelo meu corpo calmamente,
E me enxergar sem precisar de luz acesa.
Porque sexo no claro é muito bom,
Mas no escuro pode ser melhor ainda
Pois te atiçam e te aguçam outros sentidos
Que os seus olhos, pervertidos, sempre ocultam
Quero que inspire meu perfume de desejo
E que deguste o que sua boca sente falta
Quero que escute as batidas escondidas,
E que me toque, me procure e que se perca.
Hoje eu quero sexo no escuro,
Pra que sua mente se concentre em outro plano,
Pra que desvende cada curva do meu corpo
Que eu te entrego por inteiro hoje e sempre.
Hoje eu quero sexo no escuro.
Porque desejo ser caçada pelo cheiro,
E assim, sem me enxergar, que se permita
Que eu seja sua ou só minha, por inteiro.
Hoje eu quero sexo no escuro
Não por vergonha de exibir pra ti meu corpo
Mas por querer viver mais essa experiência
De te ensinar o que pra nós ainda é novo
Hoje eu quero sexo no escuro
Na penumbra
Na completa calma
Quero te dar, como sem falta, esse presente
De tatear meu corpo intensamente
Poder tocar e mergulhar em minha alma.
Eu te prometo que esse mar será revolto
E eu prevejo que esse amor vai te aquecer
Porque fetiches que acontecem na penumbra
São os que a mente menos pode esquecer.

Porque sexo no claro é muito bom,
Mas no escuro pode ser melhor ainda
Pois te atiçam e te aguçam outros sentidos
Que os seus olhos, pervertidos, sempre ocultam

_Camila Barretto.

20/10/2017

Categoria: Crônicas

Se você fosse meu.

Se você fosse meu, minhas coisas já estariam no seu carro. Sua escova de cabelo guardaria os meus fios castanhos, meu vidro de perfume estaria ao lado do seu, e meu pijama surrado moraria debaixo do seu travesseiro. Se você fosse meu, nossas fotos estariam enfeitando minha estante, a gente escolheria o nome dos nossos filhos, e você tropeçaria em meu chinelo quando acordasse de manhã. Você me ligaria com a voz de sono apenas pra me dar “bom dia” num domingo qualquer. Leia mais

12/10/2017

Categoria: Escritor Parceiro

Escolha negada (2ª versão)

Sentimentos verdadeiramente bons entre as pessoas, hoje em dia são tão difíceis de ser encontrados. Hoje é tudo tão superficial, insosso, entende?! É como um tesouro que estamos sempre à caça e quando encontramos, dá uma sensação agradável que não sei explicar. Encontrar algo fora do comum, que nos assegura, que consegue nos prender a alguém, dá vontade de cultivar ao máximo de tempo que der, estender sem prazo determinado, porque é único, é raro. Isso me motiva, impulsiona a sair de mim mesma, quebra o orgulho, a minha autossuficiência, rompe os paradigmas que tracei em outrora e me faz estar disposta a tentar outra vez. Não ter medo de arriscar e jogar todas as cartas que tenho na manga – e lá se foi a última. É assim com você. Leia mais

01/10/2017

Categoria: Escritor Parceiro

Meu jeito estranho de gostar de alguém (2ª versão).

Me despedi do que deveria, peguei as pequenas bagagens, abandonei os excessos e carreguei, de um lado, o a utopia e,  do outro, a alegria de quem partia para o destino ainda desconhecido e somente com a passagem de ida. Avistei o céu, respirei fundo, contei até dez. Em seguida, fechei os olhos e implorei para o tempo não passar. Não houve acordo. Leia mais

23/09/2017

Categoria: Crônicas

Meu jeito estranho de gostar de alguém.

Eu sou assim mesmo, não repare a bagunça. Sou meio louca, boba e dramática quando estou perto de quem amo. Não sei ser insossa. Não sou boa em disfarçar sentimentos. Se eu sentir ciúmes, posso até ficar calada, mas você saberá pelo meu jeito nervoso de mexer no cabelo. Se eu sentir desejo, vou parecer um animal selvagem seguindo os instintos. Mas se eu sentir uma paixão arrebatadora, meu corpo gritará em silêncio e contará todos os meus segredos. Eu quero o copo meio cheio e nunca meio vazio. Eu não gosto do meio termo e você bem sabe disso.  Leia mais

14/09/2017

Categoria: Escritor Parceiro

Você finge que me ama e eu finjo que acredito.

Hoje, me perguntei como a gente se perdeu. Como nos tornamos tão estranhos, vivendo tão juntos.

“Não vejo a hora de acordar do seu lado com presentes e coisas fofas pra dizer Feliz Aniversário de 20 anos de namoro.”

Mas o tempo passou e tudo mudou. Teus olhos estão sempre opacos e distantes. Leia mais

11/09/2017

Categoria: Contos

Escolha negada.

Eu queria ser sempre a mulher encantadora que arranca olhares pelos corredores, buzinas pelas ruas e suspiros derretidos nos elevadores. Eu queria ter sempre aquele brilho típico de quem é irresistível e estar sempre certa do meu vasto caminho e de todas as minhas decisões. Eu queria ser dona de uma segurança exemplar e ser capaz de me blindar de qualquer mágoa ou desilusão. Mas essa não é a realidade de quem se permite amar intensamente. O amor nos fortalece, mas também nos fragiliza.

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03/09/2017

Categoria: Contos

O nosso segredo. (+16)

Enquanto eu, com o olhar calmo, tirava minha blusa, ele lutava para se desvencilhar, rapidamente, da calça jeans. É claro que eu já sabia onde iríamos chegar no final de tudo aquilo. Eu sei que ele estava faminto pelo meu corpo, mas tudo o que eu queria era saciar nossas vontades de outro jeito.

— Espera… Hoje eu não quero fazer amor com você. — o interrompi, tentando resistir à vontade de tê-lo, mais uma vez, dentro de mim. Leia mais

Categoria: Escritor Parceiro

O nosso segredo (2ª versão).

Era um dia comum igual a todos os outros, nenhuma data especial, nem motivos para comemorar. Apenas estava cansada da rotina, do trabalho em grande escala e quis fazer diferente. Não sei o que me inspirou a fazer isso, só sei que quebrei os paradigmas: o que tanto me deixava exausta poderia ser também a justificava do meu descanso. Por que não? Resolvi ficar a sós comigo mesma. Fui ver o mar, observei por um longo tempo. A imensidão avistada estava calma e o desejo do meu coração era ser invadida pela mesma tranquilidade. Leia mais

01/09/2017

Categoria: Poesias

A cada dia que passa.

“A cada dia que passa, é cada vez melhor estar com você.”

Feito remédio prescrito,
Releio essa frase de uma em uma hora.
E, de gota em gota.
A devolvo pro pote invisível,
Que guardo pros momentos de saudade.
E quando a noite chega,
Releio essa frase de novo,
Só para ter absoluta certeza
De que ela é de verdade.

Lendo e relendo a mensagem,
Emolduro as palavras em minha mente.
Penduro tais dizeres na parede
E fico olhando extasiada
Pra essa obra divina do tempo.
Desembrulho as palavras torrentes,
Pra depois, escondê-las num lugar seguro.
E sorrio.
Sorrio pensando na gente.
Sorrio lembrando de tudo.

“A cada dia que passa, é cada vez melhor estar com você.”

Ele me mandou essa mensagem,
Horas depois de ter me deixado em casa.
O que só me fez ter certeza de que,
Assim como eu,
Ele não me esqueceu, um só instante.
Essa mensagem me fez voltar no tempo
E entender que tudo é pra sempre.
Mesmo que a gente não saiba
O que seremos logo adiante.
Ou como será daqui pra frente.

A cada dia que passa,
Somos melhores juntos.
A cada dia que passa,
Ele gosta de ser o meu bem
E eu, invariavelmente,
Gosto de estar,
Mais e mais,
E a cada dia,
Ao lado dele também.

 

Camila Barretto.

30/08/2017

Categoria: Contos

A indiferença foi a pior sentença.

Após uma discussão, no mínimo estranha, eu decidi que ia bloquear seu número só para não cair na tentação de procurá-lo de novo. Não. Não seria uma atitude impulsiva. Eu já tinha pensado muito sobre o assunto durante a noite anterior. Leia mais

29/08/2017

Categoria: Escritor Parceiro

É um doce te amar, o amargo é querer-te pra mim. (2ª versão)

“Eu sei…”
O amor em sua performance é brando, admirável, suave, encantador, lindo, dócil e todas as outras características que possam tornar a vida mais amena, alegre e colorida. Desde que o mundo é mundo, sabe-se que o amor é linguagem universal de todos os afetos, o delírio dos apaixonados, a doação pura e total pelo outro, o sentido pleno e real da existência humana. Tomar consciência dessa verdade e aplicá-la na prática do dia a dia é conhecer o melhor dos sabores, é experimentar as mais sofisticadas delícias.
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26/08/2017

Categoria: Contos

É um doce te amar, o amargo é querer-te pra mim.

Você me mudou. Algo em mim se transformou desde aquele dia em que você me ligou, disfarçando o choro e dizendo que ia ser difícil demais me esquecer. Você me mudou, justamente, na tarde em que eu te pedi um tempo, e que você, indo contra suas vontades, desapareceu sem deixar pistas no caminho. E assim, ao me ver sozinho, eu enxerguei a linha tênue que separava o verbo amar de um simples querer. Ao processar a magnitude daquilo que eu estava sentindo, que eu tive certeza: até então, eu apenas te “queria”. Mas foi o seu amor persistente e resistente ao tempo, que me fez perceber o quanto eu errei em ficar longe de você.

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24/08/2017

Categoria: Contos

O Quarto nº 13. (+18)

Era quase meio-dia quando a última aula da faculdade acabou. Ricardo* apareceu, de repente, no portão de saída, dizendo que iria me levar pra almoçar. Me deu um beijo no rosto, e disse que queria me fazer uma surpresa. Leia mais

12/08/2017

Categoria: Contos

Me vira do avesso. (+16)

“E de repente, a vida te vira do avesso e você descobre que o avesso é o seu lado certo.” (autor desconhecido)

Já tive muitas paixões nessa vida. Muitas delas, não deram em nada, só configuraram um sentimento platônico pra minha vasta coleção. Já tive paixões “meia-boca”, algumas que só duraram quinze dias e pequenos amores que se transformaram em grandes decepções. Já tive até paixão que nem era paixão de verdade; era apenas fogo de palha que se apagou no primeiro beijo. Eu, com esse jeito de levar a vida, já me deixei apaixonar diversas vezes. Mas paixões como a tua, admito, só vivi uma vez.

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11/08/2017

Categoria: Escritor Parceiro

Me vira do avesso. (2ª versão)

Demos por encerrado o que nunca imaginamos ter fim. Evidente, ninguém planeja começar uma relação com data de validade prevista, não é mesmo?! A conversa foi dura e exigia maturidade de ambas as partes, mas também não é pra menos; Fomos surpreendidos por nossos atos. Eu, pelo seu de não mais me querer, e você, pelo meu de te querer mais do que os 1392 dias que estivemos juntos.
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10/08/2017

Categoria: Contos

Guardei meu prazer pra você. (+16)

Aconteceu de novo.
Já passava da meia noite quando abri os olhos e não consegui mais pegar no sono. Mas, a visita rotineira da noite passada não foi só da saudade. Foi pior. Foi tesão misturado com a vontade pontiaguda de ser tua. No desespero de acordar de um sonho erótico, em que a gente se amava como se fosse o Fim do Mundo, meu corpo despertou, de repente, e se viu ressaqueado pela fome de devorar você. Uma fome que só você alimenta e faz crescer. Leia mais

04/08/2017

Categoria: Contos

Você é a bagunça que me deixa em ordem.

Da varanda do meu prédio, aprecio, com um largo sorriso, o vento forte que bagunça meus cabelos. Enquanto na rua, uns reclamam e outros se ajeitam, eu, simplesmente, curto o momento e agradeço essa sensação única de me sentir tocada pelo invisível. Eu gosto dessa sensação de liberdade, dos meus cabelos envolvendo o meu rosto, e da minha pele ficando arrepiada. Isso me lembra quando estamos juntos. E é exatamente assim que eu me sinto quando estou contigo: intensamente tocada, intimamente atingida, estranhamente livre e loucamente desejada. Leia mais

03/08/2017

Categoria: Escritor Parceiro

Você é a bagunça que me deixa em ordem (2ª versão)

De uns dias pra cá, resolvi concentrar as ideias e tomar consciência de que nada poderia ser tão original quanto a marca das adversidades que você fez questão de carimbar em mim. Andar na contramão era o modelo adotado pra sua vida, a aventura predileta, eu o admirava por gostar de quebrar padrões e abandonar os rótulos em um mundo onde só respira a agregação deles. Leia mais

Categoria: Escritor Parceiro

Ubíqua.

Olhe, você me perturbou o quanto pôde sem me dizer um oi, invadiu meus sonhos sem pedir licença, brincou com meus sentimentos sem me dar o “sim”. E eu fico como nessa história?

Sem você.
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21/07/2017

Categoria: Escritor Parceiro

Um jeito que é só nosso (2ª versão)

O relógio aponta para às 8h50 da noite, o meu coração bate descompassado avisando que se aproxima a sua chegada. Esborrifo o perfume, coloco o infalível batom vermelho, checo os retoques finais. Me analiso em frente ao espelho e me defino em beleza e ansiedade. No horário previsto, pontualmente, ouço a buzina do seu carro. Dá um embrulho na minha barriga, sorrio sozinha imaginando o que a noite reserva pra gente, enquanto você, insistentemente me chama. Pego a bolsa e apresso os passos para te ver. Entro no carro e noto o seu sorriso corrompido em cima de mim. Os nossos olhos iniciam um diálogo muito particular, eles entregam de bandeja aquilo que o nosso coração almeja: o desejo de desejar e de ser desejado. Leia mais

Categoria: Contos

Um jeito que é só nosso. (+16)

Procurei em outros abraços o encaixe macio dos seus braços. Em outros pescoços, seu cheiro amadeirado e sutil. Busquei em outras conversas, seu jeito atrevido de conseguir chamar minha atenção. Procurei seu riso em várias bocas, o magnetismo do seu toque em outras mãos, seu jeito de olhar em outras expressões. Procurei em vão, porque nunca encontrarei, nos outros, o que de fato, te pertence. E só você, meu bem, faz do jeito que eu gosto. Um jeito que é só nosso. Leia mais

18/07/2017

Categoria: Contos

Insônia.

Esse texto era pra ser uma mensagem que eu queria te enviar às 2 e 57 da manhã, mas desisti. Esse texto era pra te dizer que eu não sou tão durona quanto pareço ser. Eu tenho um coração sensível e eu sinto sua falta, mais do que você imagina. Mas se eu estou acordada a essa hora da madrugada, lembrando da gente e rolando pela cama, a culpa é sua, — e olha que você já sabe o quanto eu adoro dormir.  Leia mais

14/07/2017

Categoria: Contos

Jogo da maldade. (+16)

Funciona, mais ou menos, assim: eu passo a semana te mandando mensagens, com direito a nudes e alguns textos provocantes. Marco um encontro no seu apartamento, compro um bom vinho doce e visto o meu melhor vestido. Apareço toda perfumada em sua porta, dou um selinho no canto da sua boca e aperto, de leve, sua nuca. Você se arrepia. Eu continuo. Você fica louco. Eu me afasto.

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03/07/2017

Categoria: Contos

Pelo menos, bons amigos.

Tudo bem se ontem tiver sido nossa última vez?

Eu sei que já prometemos isso, eu sei que não conseguimos cumprir. Mas vamos tentar de novo? Antes que seja tarde demais, me diz que “tudo bem” se nós acabarmos assim? Eu tenho meus motivos pra escolher sua amizade e eu quero que você os conheça. Um dos motivos, inclusive, é o fato de eu não querer perder você pra sempre. Leia mais

29/06/2017

Categoria: Contos

Bipolar.

Às 6 da manhã começa minha rotina. Dentre as minhas orações do dia, peço resignação para superar, da melhor maneira possível, as oscilações de humor que me acompanharão até o momento de voltar pra casa. Te encontrar me afeta; não te ver, também. Ao mesmo tempo em que tudo é tão certo, é tão inesperado. Metade do meu humor depende das suas atitudes. A outra metade, do meu jeito inconstante de te querer; e não te ter ao meu lado. Leia mais

Categoria: Escritor Parceiro

Bipolar (2ª versão).

Terminar o que não teve início é complicado, romper os sentimentos também, mas já imaginou ter que lidar com a incerteza do outro de querer e não querer, simultaneamente? É intensamente pior. Não existe ritual a ser seguido, não repassaram a fórmula no ensino da escola, não encontrei a receita pronta, nem manuais de instruções que venham sanar esse comportamento alterado e mesquinho.  Leia mais

Categoria: Escritor Parceiro

Toque-me.

Por favor, me abraça. Esquece essa briga, essa fase, essa distância, esse tempo ruim e só me abraça.

Toque meus braços e minha mão enquanto conversamos, assim como tu fazia lá no começo, antes da vida atrapalhar nosso contato.

Me mostre seu sorriso mais sincero e infantil, um daqueles que eu vivia provocando em você com meu jeito louco.

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Categoria: Escritor Parceiro

Amor é permanência.

Pego sua mão e me aninho no teu peito. Tateio o seu rosto com o cuidado de quem toca uma estrela. Eu sinto o momento e deixo o meu universo inteiro se fundir ao teu, porque nunca tive medo de mostrá-lo a você. Você me conta aquela história que nunca contou pra ninguém e eu escuto, atenta, porque gosto de me sentir única, gosto de ser parte importante da tua história. Tu me faz rir, e os nossos sons ecoam pela casa silenciosa às 2h da manhã. Fingimos que nada no mundo poderá nos reprimir, porque gostamos de imaginar como seria uma eternidade só nossa. Leia mais

27/06/2017

Categoria: Contos

O dia do nosso primeiro beijo.

Lembra do dia do nosso primeiro beijo? Se eu fosse fazer uma lista dos melhores momentos ao seu lado, certamente, esse dia estaria entre os dez primeiros. Esse foi um dia em que eu mal consegui conter a ansiedade para te olhar de perto. Um dia em que já acordei com o coração batendo a mil e que senti meu estômago se contorcer de tanta adrenalina. Essas foram as horas em que eu experimentei todos os sintomas de uma paixão de forma exponencial. Eu não conseguia me concentrar, um só minuto, em outro assunto. Eu estava enlouquecendo. Leia mais

Categoria: Contos

Entre o inferno e o paraíso.

Depois de muitas indiretas, mensagens implícitas e olhares devoradores, eu me senti, diversas vezes, entre o inferno e o paraíso. Ao mesmo tempo em que eu me culpava pelo o que eu sentia, eu tentava deixar pistas de que eu realmente nutria um sentimento por você. Mas, os seus sinais me confundiam da cabeça aos pés, tal como diz aquela música do Djavan. Leia mais

Categoria: Contos

Você me provou o contrário.

No dia em que te enviei uma mensagem explicando que o meu convite pra almoçar era exclusivamente “coisa de amigo”, foi a primeira – e última – vez em que eu tentei agir com um pouquinho de juízo. Talvez, este tenha sido o único momento, em que eu me esforcei em estabelecer os limites racionais das minhas possibilidades. Doce engano o meu, de achar que eu poderia evitar, por muito tempo, a vontade de te querer por perto. Eu tentei construir uma muralha entre a gente. Leia mais

19/06/2017

Categoria: Contos

Sonho Acordado.

Mexi o café com a mesma apatia que há tempos me assolava. Não havia mais nós dois na estória escrita por mim mesma. Não havia mais você. A solidão que preenchia meus dias já não era tão estranha, afinal, a minha própria companhia passou a ser uma constante. Sentada na mesa mais distante, me distraía observando os pequenos detalhes, que ao seu lado, passavam tão despercebidos. Comecei a reparar no modo de sorrir de outras pessoas, antes, apagado pelo brilho do seu sorriso; e a me cruzar com olhares, que antes, eram ofuscados pelas cores dos seus olhos. Leia mais

Categoria: Escritor Parceiro

Sonho Acordado (2ª versão).

Já não preciso estar dormindo para representar mentalmente as cenas da pessoa amada, já não preciso estar em repouso absoluto, nem acompanhada de um travesseiro ou da cama confortável para a minha imaginação tomar conta de quem é, e da belezura que vem acompanhada de brinde. É vigilante, alerta, trabalhando, com muitos projetos em desenvolvimento, que te levo comigo o dia todo, todo dia, como quem leva um chaveirinho pendurado na bolsa. E no meio dessa rotina bagunçada, sonho acordada contigo. A calma da alma, a tranquilidade das minhas agitações, a solidão acompanhada da presença. Leia mais

03/06/2017

Categoria: Contos

Foi um prazer te conhecer.

Foi naquele dia chuvoso em que você me falou, pela primeira vez, seu nome, que eu tive certeza que seria difícil demais tirá-lo da mente. Quando eu me permiti olhar no fundo dos seus olhos, eu esqueci, instantaneamente, meus rasos propósitos de manter meu coração seguro. Eu emudeci diante de suas cores, eu descolori minhas antigas convicções. Mas seu olhar foi pintando cada canto vazio e escuro do meu peito, e, ao me encararem com tanta ternura, me deixaram ainda mais perdida. Aliás, foi um prazer ter me perdido, pois afinal, foi aí que eu te encontrei. Leia mais

Categoria: Escritor Parceiro

Foi um prazer te conhecer (2ª versão)

Noite fria de inverno. Acabara de chegar de mais um dia cansativo de trabalho. Nada de extraordinário, os acontecimentos seguiam o fluxo natural e simples de sua rotina. E eu, estava na tentativa de situar-me à cidade, clima e cultura inteiramente diferente da minha. Realizou-se ali, uma apresentação forçada por parte dos seus familiares. Você se encheu de vergonha. Penso que tinha vontade de sumir daquele lugar por tanta pressão feita, também senti um constrangimento alheio, confesso. Dadas as coordenadas, nos conhecemos de um jeito despretensioso e fugaz. Mal sabia eu, que estava prestes a iniciar a maior história já vivida. Leia mais

17/05/2017

Categoria: Contos

Enquanto você esteve ausente, eu segui em frente.

Oi, a quanto tempo não te vejo, hein?

Eu nem acredito que vou te dizer isso, mas enquanto você passou um tempo longe, eu estive muito bem, obrigada. Isso não significa que eu não me lembrei de você em alguns instantes. Porém, vez ou outra, enquanto você passeava em minha mente, meu coração permaneceu protegido, intacto, feito ilha deserta. É incrível poder dizer, enfim, que a saudade não privou meu sono, que a lembrança não me trouxe inspiração e que as batidas do meu peito foram, pouco a pouco, desacelerando. Leia mais

15/05/2017

Categoria: Escritor Parceiro

Eu não sei te dizer adeus.

Provavelmente no meio do percurso de te amar perdidamente, eu adoeci. Deu tempo de você partir, mas eu permaneci. Insisti em ficar num lugar que eu desconheço. Você foi embora aos poucos e levou um pedacinho de cada vez. Chegou a ser cruel não ter olhado pra trás enquanto eu desfalecia. Você me deixou com o suficiente, o básico pra viver, mas eu sempre fui intensa e não há mais você para eu me aprofundar. Leia mais

30/04/2017

Categoria: Contos

Tenho medo que você me esqueça.

No nosso pacto nunca esteve escrito que duraríamos pra sempre. Pelo contrário: eu, instável como a água, e você, volátil como o ar, somos, desde sempre, uma promessa de um laço fácil de ser desfeito. Mas, mesmo sem perspectivas de que seremos eternos, meu medo é que, com o passar dos anos, eu me torne uma lembrança banal na sua vida. Ou pior, que nem sequer, eu chegue a me tornar uma mera lembrança. Meu maior medo é não ter representado a mínima influência nas suas escolhas, ou nem ter mudado, em algum detalhe importante, a sua história.

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27/04/2017

Categoria: Contos

Proposta indecente. (+16)

Confesso, é ridículo; mas desde o início, eu sempre me senti em posição de desvantagem em relação a ele. Ou, pelo menos, quase sempre. Quase sempre, foi ele que agendou os nossos encontros. É ele que, quase sempre, está muito ocupado e demora pra responder minhas mensagens. Na maioria das vezes, é ele quem decide o melhor horário para encerrar as nossas “brincadeiras”. Exceto naqueles momentos em que eu consegui mexer com o seu psicológico e demonstrar certo desinteresse, foi ele que, quase sempre, saiu ganhando nas situações.

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20/04/2017

Categoria: Contos

Hora de Acordar.

Quando me lembro de você, sinto como se eu tivesse sonhando. Mas é um daqueles sonhos que acontecem rápido demais, que fogem do nosso domínio racional, e que, no final das contas, terminam ficando tão confusos que nem conseguimos lembrar com perfeição das partes boas na hora em que abrimos os olhos. Nesses últimos dias, enquanto eu caminhava na linha tênue entre o medo e a saudade, cheguei à parte do sonho em que fico sem respostas, sem saber o que será de nós dois, bem como, o que será daqueles sentimentos que estão se abarrotando de forma desordenada em meu coração. Eu sabia que isso ia acontecer. E sim. Eu falei sentimentos. Leia mais

19/04/2017

Categoria: Escritor Parceiro

Por que você se foi sem me dizer adeus?

Você me arrancou da sua vida e eu tive a obrigação de fazer o mesmo. Confesso que é difícil precisar quando preciso, compreender o incompreensível e achar uma resposta para aquela pergunta que continua a ecoar na minha mente: “por que você se foi sem me dizer adeus?” O vazio incalculável permanece e ele parece não estar muito interessado em ir embora. Sabe, pra mim seria muito mais reconfortante qualquer explicação simplória sobre o término da nossa paixão, mesmo que não fosse a resposta mais coerente do que, de fato, lhe causou essa partida silenciosa. Leia mais

18/04/2017

Categoria: Escritor Parceiro

Você é o meu cais no meio do meu caos.

A confusão das ideias e mistura dos sentimentos coexistentes transcendem a alegria que sua chegada origina. É como aquele navio à vista no meio do oceano, que traz em sua bagagem cheiro de novidade e carrega consigo os ventos longínquos de um lugar que parece próximo, devaneio meu. Leia mais

17/04/2017

Categoria: Crônicas

Sinto falta do que nunca tivemos.

Sabe do que eu mais sinto falta? De uma tarde na beira da praia, um cinema num domingo de chuva, eu dormir no sofá da sua sala e acordar bem no meio da sua cama. Me faz falta cozinhar as panquecas que você tanto ama e receber sua ligação no final de semana perguntando se eu cheguei bem em casa. Me faz falta te vencer no videogame e tirar um cochilo em seu colo enquanto você insiste em me paquerar. Me faz falta seu carinho sem restrições, seu selinho na despedida, você segurando a minha mão, nossos dedos a se entrelaçar. Leia mais

16/04/2017

Categoria: Crônicas

Um ano pensando em você.

Parabéns! Esse é seu saldo atual: trezentos e sessenta e cinco dias, doze meses e mais de cinquenta textos escritos em sua intenção. Uma dúzia de encontros apressados, dezenas de beijos apaixonados, diversas noites em que você visitou os meus sonhos. Centenas de mensagens apagadas e alguns abraços apertados. As horas da minha semana. Uma música pra você chamar de sua. Meu coração partido ao meio, a metade do meu coração que te pertence. Leia mais

11/04/2017

Categoria: Contos

Jeitinho lindo de me olhar.

Não é raro eu virar pro lado e pegá-lo no flagra, me olhando com aquela cara de bobo, com aquela expressão derretida de um menino que se declara à primeira namorada. Não é raro enxergar em seu olhar, um doce garotinho. Já perdi a conta das vezes em que ele me espiou curioso, analisando, talvez, quais seriam minhas manias e trejeitos. Imaginando, quem sabe, o meu jeito de agir quando estou sozinha em casa. Tem coisas que a gente já nota, logo de cara, como se fosse capaz de ler pensamentos, sabe? E eu percebo que ele me olha assim, secretamente, de um jeitinho lindo. Leia mais

10/04/2017

Categoria: Crônicas

Por que sentir saudade?

Essa noite sonhei com você.

Era final de tarde e da porta dava pra ver resquícios de um sol que acabava de se pôr. De um jeito despojado, você estava encostado numa parede de uma sala quase escura. Quando cheguei mais perto, seus braços me puxaram e envolveram meus ombros hesitantes, e eu pude sentir a palma de sua mão descendo pelas minhas costas. O seu riso de moleque arteiro logo corrompeu meu jeito de garota inocente. As pessoas passavam olhando, mas nenhum julgamento me incomodava. Apesar do medo explícito que fazia acelerar meu coração, estava mais do que evidente a nossa conexão. Meu nariz arquejava a poucos centímetros do seu rosto e seus olhos aventureiros, mergulharam de cabeça nos meus. Tenho quase certeza que depois disso nos beijamos e isso me fez esboçar um imenso sorriso. Teria certeza maior quanto aos detalhes desse beijo se tudo não tivesse passado de um sonho, em que eu acordei contra minha vontade, transbordando de angústia. E saudade. Leia mais

09/04/2017

Categoria: Escritor Parceiro

Poetas não amam.

Às vezes, tenho essa sensação de que estou interessado em pessoas que estão sofrendo por outras pessoas. Então, rola a maldita presunção de julgar quem eu gosto, e esperar que um dia, ela abra os olhos e veja que merece alguém melhor. E, enquanto penso nisso, em nenhum momento acordo pra perceber que, muito provavelmente, eu também mereça alguém que sinta por mim o que eu espero de quem não sente. Talvez, e somente talvez, a gente precise a ser ensinado a gostar das pessoas. Ou reeducado. Leia mais

08/04/2017

Categoria: Poesias

Uma vida.

Simplesmente, lamento ter me apaixonado de verdade.
Desde sempre, desde o primeiro dia.
Eu lamento.
Agora eu preciso de um tempo distante para me desapaixonar por tudo.
Por seus abraços, por seus olhares, por suas lembranças.
Quem sabe, eu careça de uns meses bem longe.
Mas talvez, nem seja bastante esse tempo.
É que às vezes, é preciso uma vida inteira pra seguir em frente.
Uma vida inteira pra se desapaixonar. Por outra vida.

06/04/2017

Categoria: Crônicas

Bem vindo ao meu porão.

Dentro de cada pessoa existe um porão secreto, onde sempre vão se encontrar caixas de medos, poeiras de vícios e o escuro da culpa. Todo coração tem um quarto bagunçado, onde habitam os erros de um passado, nem sempre tão distante. E não adianta me convencer do contrário. Leia mais

Categoria: Escritor Parceiro

O que sobra é só saudade.

É de manhã e se acordo contigo, tenho a sensação de serem duas manhãs. Uma pra mim que, diferente, me apresenta o dia, e a outra tua, somente tua e eu querendo vivê-la ao teu lado. Há uma forma, peso, espessura que sinto sustentar meus desejos, todos de mãos dadas cercando você e o que penso sobre ti. Pra aguentar esse chão de pedra, essa nuvem negra, esse clima sufocante, penso em tudo e tudo me leva ao teu encontro. Leia mais

05/04/2017

Categoria: Crônicas

Deixa eu criar expectativas, deixa eu sonhar com os pés no chão.

“Aprenda a não precisar de ninguém”,
“Melhor ser surpreendido do que ser decepcionado”,
“Crie poucas expectativas e espere menos das pessoas.”

Essas frases que circulam diariamente nos feeds de notícia e atualizações de status me dão medo e até certa aflição. Essas frases que são repetidas constantemente pela geração do “tanto faz”, são representadas com frieza, dia após dia, nos palcos da vida e dos relacionamentos interpessoais. É claro que seguindo à risca a receita que essas frases propõem, as pessoas tendem a se decepcionar muito menos. Mas isso, paradoxalmente e por si só, já é decepcionante.

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30/03/2017

Categoria: Escritor Parceiro

Um belo dia, acaba.

Ninguém sabe dizer exatamente quando é que a coisa começa a desandar, porque parece que é bem mais fácil admitir que acabou quando um dos dois lados finalmente decreta de forma clara o término de uma história. Na verdade, a coisa não funciona bem assim, o relacionamento vai acabando pouco a pouco, muito antes do fim. Vai acabando dia após dia, quando aquele beijo de boa noite parece não ter mais tanta importância, quando os corpos não mais se procuram embaixo no cobertor no meio de  uma madrugada fria e quando a gente acorda o primeiro pensamento não é mais aquela pessoa, aí sim, é o começo do fim. Leia mais

29/03/2017

Categoria: Crônicas

Deixa eu te pedir um favor?

Deixa eu te pedir um favor? Não vem me fazer de boba. Me deixa quietinha em meu canto. Continua fingindo que eu não existo, continua sem mandar mensagem alguma. Não confunde minha cabeça aparecendo depois, de surpresa. Eu não quero você, de repente, pra bagunçar os meus planos. Faz a gentileza de sair do meu peito e devolve a chave que eu te dei um dia. E não se atreva em querer entrar depois que eu trancar meu coração. Leia mais

28/03/2017

Categoria: Crônicas

Desejo inocente.

Hoje, de um jeito diferente, quero matar um inocente desejo. Deita em meu colo, se aninha em minhas pernas, fica quietinho. Relaxa seu corpo, sua mente, seu coração. Fecha os olhos. Esqueça o barulho da vida lá fora, e permita, aos poucos, a chegada do nosso silêncio. Deixa eu ter a sensação, mesmo que efêmera, de que você me pertence por inteiro. Quero apreciar a vista daqui do alto, guardar essa imagem bonita na lembrança, fazer desse momento o meu cartão-postal. Quero, agora, transformar os meus olhos num mirante. Leia mais

27/03/2017

Categoria: Contos

Conto erótico: o desejo insaciável de uma mulher apaixonada (+18)

A porta mal se fechou, e nós já estávamos grudados num beijo fogoso de quem não se via há milhares de anos. Me deixando sem qualquer reação, ele me empurrou contra a parede, friccionando seu corpo no meu. Num rápido movimento, minhas costas atingiram os interruptores, fazendo com que as luzes daquele quarto piscassem, freneticamente, como num galpão abandonado. Considerei aquela alternância entre luz e escuridão, algo extremamente excitante.  Leia mais

24/03/2017

Categoria: Escritor Parceiro

Me ame ou deixe-me ir.

Tive um choque de realidade. Percebi que não adianta mais mentir pra mim mesma e negar essa verdade absoluta: eu amo você. Mais do que queria. Mais do que devia. Eu tentei te esquecer. Tentei te encontrar em outra pessoa. Tentei fingir que não me sinto assim. Tentei fingir que nosso “romance” de um dia no inverno não aconteceu. Mas aconteceu e não posso mais negar. Não posso mais fugir da verdade. Leia mais

23/03/2017

Categoria: Crônicas

Ele é bonito em pequenos detalhes.

Ele seduz sem sentir e não sabe disfarçar o que sente. Quando ele fica sem graça, aperta os olhos e sorri meio de canto, e usa uma tática infalível de mudar de assunto toda vez que quer fugir da discussão. Enquanto eu sou silêncio e poesia, ele é piada engraçada, ele é assunto que não acaba mais.    Leia mais

18/03/2017

Categoria: Contos

Será que tudo foi coisa da minha imaginação?

Sexta-feira. Meio-dia. Era pra ser só mais uma espera na fila de um restaurante, mas eu olhei pro lado e presenciei algo que ainda não estava pronta: ele estava saindo com outra. A tratando com carinho. Planejando, quem sabe, o próximo encontro em qualquer motelzinho de esquina.

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10/03/2017

Categoria: Escritor Parceiro

Sobre as frustrações.

Ser humano pressupõe propósito, pois o temos em praticamente tudo o que fazemos; quando não, é o instinto que atua. Assim sendo, as frustrações derivam de nossos propósitos na vida, o que inclui expectativas. Desde que criamos (ou descobrimos) a noção do tempo, começamos a planejar o porvir, que pode não vir inclusive. As expectativas são criação nossa; podemos viver com ou sem elas, mas elas são inerentes a nossa natureza humana, complexa e criativa. Leia mais

Categoria: Crônicas

Nesse meio tempo.

Na primeira vez em que ele voltou atrás de um encontro que havíamos marcado, eu presumi que eu nunca iria estar, de fato, dentro dos seus planos. O que doeu mais naquele dia, talvez, foi a sensação de que ele havia esquecido do nosso compromisso. Após ter sido tomada por um azedo sentimento de desengano, me senti frustrada: por ter sido capaz de cancelar qualquer coisa só para estar com ele; por ter contado os dias para vê-lo de novo. E o mais importante: por tê-lo colocado como uma prioridade em meus planos. Algo que, evidentemente, ele não havia feito por mim. Leia mais

08/03/2017

Categoria: Escritor Parceiro

Memória.

Guarda a gente na memória,
cuida da nossa história,
mantém ela em segredo,
de quando a gente tinha medo,
de como tinha que esconder de todo mundo,
e como ficava tudo bem num segundo. Leia mais

07/03/2017

Categoria: Crônicas

Eu não fui fácil, fui sincera.

Quando se trata da nossa história complicada, posso até me arrepender de algumas coisas que não fiz: de não ter te visto mais vezes, de não ter te roubado um beijo na chuva, ou de, em alguns momentos de dúvida, não ter segurado sua mão. Coisas que, na verdade, não dependiam só de mim. Mas nunca, – felizmente, nunca – me arrependerei por ter jogado limpo com o meu e com o seu coração. Eu nunca ficarei com dúvidas se, de fato, fui totalmente sincera com minhas vontades e sentimentos. Se você me queria, e eu queria você, por que me fazer de difícil? Pra você, eu me entreguei facilmente, ponto e fim. Leia mais

02/03/2017

Categoria: Crônicas

Eu não quero te cobrar nada.

— Eu não quero te ter de forma exclusiva. Eu só preciso, de alguma forma, ter você. – sussurrei pra ele, enquanto procurávamos um lugar vazio pra sentar. Meu olhar trepidava em chamas.

Com um sorriso contido, a pele levemente arrepiada, ele me olhou nos olhos, tentando, acima de tudo, se manter no controle da situação. Leia mais

23/02/2017

Categoria: Contos

Amor sem gentileza (+16).

Dessa vez, você não me deixou marcas aparentes, mas meu corpo ainda está sob os efeitos incômodos do nosso último encontro. Dessa vez, não houve o carimbo dos seus beijos estampando, como num borrão vermelho, os arredores da minha nuca e dos meus seios. Mas, apesar de não ter na minha pele nenhum registro após sua partida, ainda lembro-me dos seus dedos me puxando firmemente pela cintura, ainda sinto seus beijos quentes na minha boca, os quais foram, deliciosamente, depositados enquanto você me possuía sem quaisquer sutilezas. Leia mais

08/02/2017

Categoria: Escritor Parceiro

O jogo.

Estou jogando um jogo
Um jogo contra eu mesma
Meus oponentes são meus próprios desejos
São as coisas que eu mais almejo

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02/02/2017

Categoria: Contos

Mensagens subliminares.

E, de repente, meu celular vibrou, fazendo meu coração acelerar feito um carro de Fórmula 1. Peguei o aparelho em uma fração de segundo, só pra ver de quem era a mensagem dessa vez. Meus olhos, esperançosos, desejaram ler seu nome. Meus olhos, satisfeitos, festejaram a vitória. Era você, e seu característico “bom dia” sem muitas palavras: Leia mais

27/01/2017

Categoria: Crônicas

Nossas histórias serão eternas.

Quando gosto muito de alguém, eu amo dar presentes. Gosto de fazer surpresas, de me fazer presente de maneira singular. Me recordo como se fosse hoje, dos primeiros dias em que tudo começou – e, lógico, fiquei encantada por você. Fui numa feirinha mais próxima e vi algo que você poderia gostar. Assim, já na primeira semana, em que eu mal tinha aprendido seu nome, eu comprei algo pra você não esquecer de mim. Naquela embalagem que eu te entreguei com as mãos trêmulas e um sorriso no rosto, eu enrolei de presente o primeiro pedacinho do meu coração, sabia?

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Categoria: Escritor Parceiro

Por completo. (+16)

O ritmo com que nossas respirações faziam bater peito contra peito fazia parecer que havíamos corrido em alguma maratona, mas o único caminho que havíamos percorrido era um o corpo do outro. A luz fraca do ambiente deixava ainda mais sensual teu rosto corado e suado. Meus beijos novamente começaram a descer pela linha do teu pescoço e seus olhos se fecharam para as sensações emanarem à flor da pele. Leia mais

24/01/2017

Categoria: Crônicas

Streap-tease (+16)

Você já sabe o dia, a hora e o lugar. O que você ainda não sabe é o que eu vou provocar em você nesse dia. Já ensaiei os passos, escolhi o fundo musical. Você viajará para outra dimensão e eu vou fazer algo que eu nunca fiz. Ao som de Love on the Brain eu vou te enlouquecer, te seduzir. Dessa vez, será algo totalmente intencional. A um metro e meio de distância, você vai me admirar dançando de costas, de frente, devagarzinho… até o chão. Sim, olhe bem pra mim. Leia mais

20/01/2017

Categoria: Escritor Parceiro

Sintonia.

Pode ser que a gente não dure. Pode ser que não tenhamos tempo demais, ou que você seja só uma história para os meus netos, ao invés de ser o avô. Mas sei que igual a ti, é raro. Nossa sintonia, conexão, a conversa corriqueira que parece interessante demais. A vontade de te ver que nunca cessa, o beijo sempre intenso e em paz.

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Categoria: Contos

Querer você é estar a um palmo do precipício.

Ele aproveitou que estávamos a sós, para checar de perto o meu estado. Parece que o meu sorriso amarelo não o convenceu no nosso último encontro acidental. Aliás, não convenceu nem a ele, nem a mim, nem ao grupo de amigos que nos observou, trocando olhares melancólicos, na ocasião.

— Quero saber se você está bem. – ele inquiriu, me observando com aqueles olhinhos brilhantes do gato do Shrek. Leia mais

19/01/2017

Categoria: Crônicas

O amor inconstante de um geminiano.

Apesar de ter um ímã para amores impossíveis, nunca tive paciência para amores inconstantes. Nunca tive calma com gente que não sabe o que quer. Desde muito cedo, sempre fui muito direta naquilo que eu sinto. Por isso, se quero de verdade, admito. Se não quero mais nada, assumo. Eu não fico nessa brincadeira de sumir pra ganhar tempo, porque pra mim, sentimento é coisa séria, é caso urgente. Leia mais

18/01/2017

Categoria: Crônicas

O motivo do nosso término foi a nossa paixão.

Em uma noite dessas, já no final do expediente, um amigo confidente me perguntou: — Por que vocês não estão mais juntos?

Por um momento, pensei em dizer o velho clichê de que não éramos tão compatíveis. Pensei ainda, em elencar todas as nossas possíveis dificuldades, mas percebi que esta seria uma explicação longa demais. Pode parecer esquisito, mas a resposta que eu encontrei foi: — O motivo do nosso término foi a nossa paixão. Infelizmente, eu e ele estávamos apaixonados. Leia mais

Categoria: Escritor Parceiro

Aqueles dois.

Eles eram um casal incomum. Na verdade, acho que nem sequer chegavam a ser um casal. Às vezes eram como namorados, às vezes mais pareciam dois amigos. Outras tantas eram como amantes ou parceiros de crime. Eram muitas vezes todas essas coisas juntas, outras eram quase nada. Às vezes, eram como velhos conhecidos, outras pareciam não saber nada um do outro. Aqueles dois eram um mistério. Tão diferentes e tão iguais ao mesmo tempo.

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17/01/2017

Categoria: Contos

Seu eterno Romeu.

A bateria do celular já estava acabando, mas eu precisava dizer pra ela como eu estava me sentindo. O tempo que ela tinha me pedido pra pensar, pra mim, já tinha sido suficiente, e por isso, insisti em perguntá-la:

— Tem certeza que você quer mesmo ficar longe de mim? Leia mais

Categoria: Contos

Meu eterno Romeu.

Ouvir sua voz, mesmo que através do celular, entrecortava meu peito. Eu tinha que fazer o certo. Eu precisava ser forte.

— Tem certeza que você quer mesmo ficar longe de mim? – disse ele com uma voz rouca, o que me fez rebobinar nosso filme em minha cabeça. Suspirei, mordendo o lábio inferior. Eu não podia deixar aquela maldita lágrima cair. Leia mais

15/01/2017

Categoria: Escritor Parceiro

Monotonia

Hoje o telefone tocou. Hoje eu assisti dois episódios da minha série preferida e achei um porre. Hoje teve cara de segunda-feira, e o meu rosto ficou sem maquiagem. O cabelo ficou bagunçado. Hoje eu enchi meu dia com várias coisas, mas acabei não fazendo nada. O dia foi cinza. O vento entrou e saiu, a porta bateu. O copo de vinho esvaziou tantas vezes, até que o gargalo da garrafa foi considerado mais fácil. O relógio girou inúmeras vezes, e eu permaneci no mesmo lugar. O dia foi chato, mas eu deixei. Leia mais

Categoria: Escritor Parceiro

Sim, nós brigamos, mas sabe de uma coisa?

Sim, nós brigamos, mas sabe de uma coisa?

O pior de tudo não foram os erros, foi a indiferença. Nós sempre fomos assim. Fogo contra fogo, fúria sobre fúria e isso não é algo ruim sabe? Sempre gostei de nossas brigas, porque era o momento em que me sentia mais conectada a você. Nunca tivemos medo de dizer um ao outro o que realmente sentíamos e isso me deixava, além de revigorada pela adrenalina, ansiando por nossa reconciliação. Mas dessa vez foi diferente. Leia mais

Categoria: Crônicas

Quando você se apaixonar por outra.

Vai ser estranho quando não tiver mais jeito, quando essa brincadeira de adulto não tiver mais graça alguma. Vai ser estranho quando você for embora de verdade, trocar as chaves do seu coração e decidir não me deixar mais entrar – nem mesmo, pela porta dos fundos. Vai demorar pra cair a ficha quando você não me quiser mais, e quando sua ausência esporádica, se tornar, de fato, permanente. Leia mais

14/01/2017

Categoria: Crônicas

Nenhuma mensagem bonita substitui o valor de um encontro.

Escrevi uma mensagem bonita para explicar o quanto eu estava apaixonada por ele, mas precisava esquecê-lo. Escrevi uma mensagem porque temia olhá-lo nos olhos e morria de medo de evidenciar minhas emoções. Paguei o preço por ter tentando esconder minha fragilidade. Enviei um belo de um texto para explicar como eu me sentia, mas diante de um dilema tão complexo, ele não compreendeu porque escrevi oitocentas palavras se era para “dispensá-lo” no fim. Ele absorveu a frieza de uma conversa à distância, tanto que pensou que bastava eu ter dito: “suma da minha vida”.  Leia mais

05/01/2017

Categoria: Escritor Parceiro

Encontro.

Só acaba
Quando não couber
Nenhuma faísca no olho
Nenhum abraço no corpo

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Categoria: Gostos Peculiares

Não quero seguidores, quero pessoas pra sonhar comigo.

As palavras têm poder. Já ouviram falar isso? Têm o poder de aproximar as pessoas. Têm o poder de transformar nossa mente, de mudar nossos planos, de nos encorajar a ser melhores. Parece muito, mas as palavras têm sim, o poder de mudar nossas vidas.

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04/01/2017

Categoria: Contos

Alguém me contou: a história de Nathália*.

“Era 31 de dezembro de 2015. Nem parece que se passou tanto tempo. Naquela noite, eu estava deslumbrante. Logo eu, tão acostumada com meu papel de menina, naquele fim de ano, me olhei no espelho e me senti uma mulher irresistível. Havia um rasgo insinuante na minha saia longa, que ora deixava minhas pernas à mostra, ora as escondia. Havia o vermelho provocante da minha roupa, das minhas unhas recém-pintadas, da minha boca. Havia meu perfume doce que se espalhava em meus cabelos longos e afirmava a minha personalidade. A menina inocente, definitivamente, havia mudado no dia 30 daquele mês.

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Categoria: Escritor Parceiro

Sobre a beleza da mulher.

Beleza mesmo é simpatia, porque ninguém se apaixona por seios. No máximo, aperta, lambe, chupa, mas sentir saudade, passar noites pensando, ninguém faz isso por seios. Beleza mesmo é doçura e personalidade, que ninguém perde a cabeça por causa de coxas grossas, ninguém fica desconcertado e sem palavras só por uma cruzada de pernas.

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02/01/2017

Categoria: Escritor Parceiro

Saudade, eu sei, é uma droga.

É complicado sentir essa saudade gigante e incabível, é difícil te dar tchau por não saber quando vou te rever, e é por isso que aperto o abraço, é por isso que adio o máximo possível a despedida, e sempre tento marcar outra coisa, te avisar de outra data, porque eu não quero – não posso – ficar longe de ti.

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01/01/2017

Categoria: Gostos Peculiares

Top 06: Escritores que conquistaram meu coração em 2016.

Muita gente me pergunta de onde vem tanta inspiração pras coisas que eu escrevo. Não sei vocês, mas eu confesso que revelar esse tipo de coisa é meio que contar o ingrediente secreto de uma receita de família 🙂 Mas, sendo bem genérica, posso dizer que metade da minha inspiração vem de dentro de mim, dos meus anseios e sonhos reais, dos meus desejos e medos, por vezes, imaginários. Porém, é inegável que uma boa parte dos nossos insites depende de fatores externos.

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30/12/2016

Categoria: Crônicas

Sou o incêndio que você ama. (+16)

Por dentro,
sou explosão de desejo.
Saudade corrosiva.
Vontade de te jogar na parede
e dominar seus instintos. Leia mais

29/12/2016

Categoria: Gostos Peculiares

Top 10: Minhas melhores descobertas musicais em 2016.

Busco música para me inspirar, para descansar, para respirar. Por isso, uma das coisas que mais adoro fazer é sair por aí caçando novas músicas de cantores ou de bandas não muito conhecidas ou divulgadas pela mídia. Diferente do que ocorreu nos anos em que eu era mais nova, nesses últimos tempos, andei valorizando muito mais os artistas nacionais, e, só por isso, eles foram meus principais “achados” nesse ano, principalmente no campo dos novos MPB. Vou compartilhá-los com vocês aqui 😉 Leia mais

28/12/2016

Categoria: Escritor Parceiro

Eu poderia.

Eu poderia escrever sobre a primeira vez que eu te vi, sobre o dia em que te conheci ou sobre o nosso primeiro beijo. Quem sabe até sobre todas as coisas que fizeram eu me apaixonar por você, que não sei ao certo descrever. Poderia dizer que o som da sua risada faz meu coração se acalmar. Poderia dizer que eu queria que aquele filme nunca tivesse acabado só pra te ter um pouco mais no meu colo ou que tentei disfarçar uma lágrima quando pela primeira vez você disse “eu te amo” no cinema. Poderia dizer também que até hoje não sei se o mocinho morreu ou não no final porque só conseguia prestar atenção em você. Leia mais

21/12/2016

Categoria: Contos

Amizade Colorida: meu futuro melhor amigo.

Apesar de estar triste pela certeza de que passaríamos todos aqueles dias distantes, ao mesmo tempo, eu estava saboreando uma felicidade rara, pois, foi uma das poucas vezes em que senti no abraço dele, a verdadeira promessa de vê-lo de novo, tão logo possível fosse. E o que seriam vinte dias diante dos meses que passei suportando sua ausência sem qualquer expectativa?  Leia mais

20/12/2016

Categoria: Contos

Nossas impossíveis férias de verão.

Propositalmente, cheguei dois minutos atrasada. Posterguei minha chegada só para ver a reação dele ao me ver passar pela porta, só para sentir o seu nível de expectativa aumentar com o desenvolver de cada passo meu. Cheguei ao local combinado e lá estava ele: de costas, postura distraída, fingindo grande tranquilidade, quando, na verdade, dava pra perceber pela sua frenética batida de pés, a angústia para me ver de novo. Logo. Com urgência.

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Categoria: Escritor Parceiro

Quem sabe assim/ Felizes pelo resto do dia/ Tá tudo bem.

“Pra tu me odiar, vou dizer coisas absurdas, opiniões fora de contexto, preconceitos e toda a sorte de insinuações ridículas. Que é pra você me odiar. Quem sabe assim, pelo menos uma vez, você tem um sentimento intenso por mim”.

Vini Severo (Escritor Parceiro)

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Categoria: Escritor Parceiro

Como se nunca tivesse existido.

Olhando para aquelas frases, aquelas fotos, percebeu que aquela vida não fazia mais parte dela. Ela não era mais a mesma e nem queria ser. Ansiava pelo futuro e tudo aquilo que ele poderia trazer consigo, e jurou para si mesma que deixaria de sentir saudades de algo que nunca existiu. Ou melhor, que existiu apenas de um lado, o dela e na cabeça dela. Mas como conseguiria seguir em frente com toda aquela bagagem, com todo aquele peso do passado? Com tantas marcas de alguém que já seguiu faz tempo e que conseguiu reconstruir a sua vida muito bem sem ela? Leia mais

19/12/2016

Categoria: Poesias

Quero do seu jeito. (+16)

Eu quero seu corpo suado de novo
E os meus mamilos beijando os seus
Eu quero sentir cada parte em seu corpo
Saber que também você pode ser meu

Eu quero o arrepio de ver seus desenhos
Tocar com os lábios sua cruz na costela
Lamber suas costas, deslizar minha língua
Sentindo seu gosto de puro desejo

Eu quero suspiro em meu travesseiro
Seu jeito de olhar ao sentir prazer
Eu quero te ouvir dizendo gostoso
Que a sua saudade não trouxe sossego

Eu quero amizade e amor do seu jeito
Que chegue de um modo safado e selvagem
Quero suas mãos puxando os cabelos
Seu beijo e saliva matando a vontade

Eu quero em pé, no chão, no chuveiro
Deixar pra depois a vergonha e o juízo
Só vale a pena o nosso segredo
Se a gente sentir que é verdadeiro

Eu quero agora e quis tanto tempo
Que só de pensar, gemia por dentro
Eu quero o calor no pé do ouvido
Seu timbre de voz rasgando o silêncio

Não posso mentir, te quero de novo
Ser mel proibido, mas ter sentimento
Ouvir de você que tanto deseja
Que pensa em nós a todo momento

Eu quero e confesso, assim, tão sincera
E assumo que morro aos poucos por dentro
Porque tanto gosto, mas pouco te vejo
Porque tanto quero, mas quase não tenho.

 

Geralmente eu gosto das coisas do meu jeito.
Mas, quando se trata do amor que você faz
Eu abro uma exceção.

 

Camila Barretto.

 

18/12/2016

Categoria: Gostos Peculiares

Música da Vez: “Peço”.

Se tem uma coisa que eu amo é música, especialmente se ela tiver uma melodia gostosa de se ouvir. Confesso que músicas românticas são minhas queridinhas e têm 90% de espaço reservado em minhas playlists. Mas, se a música romântica tiver uma melodia bem bonita e uma letra elaborada, daquelas que transpiram poesia, aí eu me apaixono à primeira vista. Esse é o caso da Música da Vez! Leia mais

Categoria: Crônicas

Ele é indecisão.
Ele é uma fase de um jogo que não consigo passar.
Uma lacuna indecifrável que falta preencher nas palavras cruzadas.
A peça sumida de um quebra-cabeça.
Um vazio descabido no meu coração.
O assunto mal resolvido que assombra qualquer relação.

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15/12/2016

Categoria: Contos

Pergunte a ele.

Deitei sob o peito dele, enquanto ele acariciava, com as pontas dos dedos, minhas costas já despidas. Nos entreolhamos por um breve instante, fazendo aquele momento de intimidade parecer o último entre a gente. E talvez fosse. Aquilo que sentimos desde o primeiro dia em que nos olhamos acanhados, transformou-se, com o nosso enlaçar de dedos, em algo só nosso. Algo estranho, mas particularmente sincero. Era como se naquele entardecer tudo voltasse a ser como antes. Ou, ainda mais: era como se a gente se conhecesse desde sempre.  Leia mais

Categoria: Escritor Parceiro

A abelha e a flor.

Ela, moça intensa, que procurava em outros abraços um que não a ferisse tanto quanto o que a desmontou. Procurava em vários abraços a esperança de se sentir inteira novamente. Doava-se um pouco a cada pessoa para que talvez em uma utopia, encontrasse alguém que realmente a fizesse bem e não ligasse para suas partes mal encaixadas. E foi em uma dessas peças mal encaixadas, que encontrou alguém as endireitando. Leia mais

Categoria: Poesias

O mito.

Vem a chuva, vem de novo
Me fazendo duvidar
Gota fria de incerteza
O meu rosto vem molhar

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14/12/2016

Categoria: Contos

Só mais cinco minutinhos.

Sem qualquer expectativa, fui checar as novidades diárias no celular, nem imaginando que ele estivesse entre elas. Mas ali estava: seu nome difícil, seu sorriso aberto e sua costumeira foto de camisa vermelha. Há vinte minutos, uma única frase esperava para ser lida, esta talvez, redigitada mais de cem vezes pelos seus dedos indecisos.

Assim, ele escreveu: “precisamos nos despedir”. Leia mais

13/12/2016

Categoria: Escritor Parceiro

Ao amor que anda por aí

Fiquemos atentos aos sinais, por menores que sejam. O destino não arranja tudo, ele nos coloca nos lugares certos com as pessoas erradas. Então o brilho não é tão intenso, o toque na pele não arrepia, as palavras não têm vida própria, é tudo sem graça.

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11/12/2016

Categoria: Poesias

Dúvida

Desculpa, mas, apesar de te querer tanto, vai doer te encontrar de novo.
Não estou sabendo lidar com essa paixão estranha que eu sinto.
Uma paixão intensa e que não posso dividir.
Não do jeito intenso que eu queria.
Não do nosso jeito intenso. Leia mais

10/12/2016

Categoria: Crônicas

As marcas que deixei nele, logo vão passar (+16)

Ele chegou no dia seguinte, posando de inocente, dizendo que tinha ido dormir no sofá. Me olhou como se eu tivesse total parcela de culpa daquele visível, e único, arranhão em suas costas. A verdade é que, para me defender, eu precisei atacar. Aquele arranhão com o cheiro do amor da noite passada foi dado em legítima defesa, numa autêntica vontade de me esquivar daqueles beijos que quase me privaram do ar. Leia mais

Categoria: Escritor Parceiro

Em frações de segundos.

A vida é decidida em frações de segundos, em olhares que foram perdidos, porque a gente virou a cabeça quando viu que o ônibus para o trabalho estava chegando. Porque pegamos o banco errado e não ficamos ao lado de quem assistia nossa aflição contando moedas ao cobrador. São pequenas coisas, tudo que a gente deixa de fazer faz uma enorme diferença nos dias que seguem. Leia mais

09/12/2016

Categoria: Poesias

Ao léu.

Me deixou te amar
Me falou que sim
Mandou te esperar
E foi sempre assim. Leia mais

07/12/2016

Categoria: Contos

Bigorna. (+16)

Estava um clima pesado, um peso quase insustentável. A gente até que tentava impor, a todo custo, uma relação puramente amistosa entre nós, só para disfarçar um sentimento gritante que seguia em outra vertente. Entretanto, chegou um momento em que nem a distância conseguia nos apartar daquela situação. Leia mais

Categoria: Crônicas

Monotonia Monogâmica: verdade ou ilusão?

É de praxe. Ele a acorda com beijos todos os dias. Faz o almoço de sempre nos domingos e não liga de lavar os pratos de segunda à sexta para que o esmalte dela possa durar mais. Ele não disputa o lugar na janela nas viagens, decorou o nome dos personagens de sua série favorita e descasca suas frutas, pois sabe que assim, ela irá comê-las sem reclamar.

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06/12/2016

Categoria: Crônicas

É melhor a gente parar por aqui.

Depois do seu último beijo capaz de me arrancar um suspiro deslumbrado, e, ao mesmo tempo, carregado de decepção, só tive forças para te olhar perplexa. Nossas promessas de amizade eterna foram quebradas, apenas com esse contato íntimo sem qualquer anuência da minha parte. Estávamos indo tão bem, o que será que aconteceu? Uma parte de mim foi pega de surpresa por não esperar aquela sua decisão tão espontânea, enquanto outra se decepcionou amargamente por já saber que aquele poderia ser o nosso último beijo. Leia mais

Categoria: Crônicas

Você não é mais problema meu.

Pra que vou decorar que sua data de aniversário é 28 de maio ou que você prefere macarrão a arroz? Por que saber que você tem a mania estranha de tomar chá sem açúcar num calor de trinta graus, e que seu sabor preferido é de camomila? Pois é. Não faz diferença o fato inacreditável de você não gostar de ouvir música no carro, e que sua paixão por futebol preenche sua agenda de domingo a domingo, porque, simplesmente, não há mais porque saber de tantos detalhes de sua vida. Leia mais

05/12/2016

Categoria: Escritor Parceiro

Oferenda.

Dá-me teu pranto, ó doce pessoa
Para lavar minhas mãos tão impuras
Quero tocar esta alma tão boa
Que hoje sofre em meio as agruras.

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Categoria: Poesias

Amor da minha vida.

Começa a história.
Perdida num mundo.
Da minha memória.
Daquele segundo.

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04/12/2016

Categoria: Poesias

Desgasta.

Palavra não serve pra nada.
Se serve é só um momento.
Depois de gasta, desgasta.
É tudo perda de tempo.

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03/12/2016

Categoria: Escritor Parceiro

Ser inteiro.

No olho
Que olha o mundo
Lá estamos nós
Reflexo borrado
Do que é certo
Errado
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02/12/2016

Categoria: Escritor Parceiro

Linha de Costura

Querer você não é uma questão de querer… é involuntário, é movimento peristáltico, é criança e brinquedo.
Você é um brinquedo no outro lado da vitrine; a vida é minha mãe me dizendo que na volta a gente leva.
Você é a volta do sentimento do querer sem poder; eu sou aquele cujo querer é torto.
Você é a tortura escondida na beleza e na virtude; eu sou o suspeito. Leia mais

Categoria: Crônicas

Medo do Reencontro Inesperado.

Após tantos dias sumida, ela foi naquele restaurante de sempre, mas, diferente das últimas vezes, temia encontrá-lo por lá. Com passos rápidos, semblante fechado, ela caminhou até o portão da entrada e olhou para todos os lados, desconfiada. Sempre conseguia disfarçar muito bem sua dor solitária, mas não naquele dia. Ela esqueceu suas máscaras em casa, mesmo que fosse melhor não usá-las. Ela não se sentia pronta pra lhe dar um sorriso convincente, nem para responder o conveniente “tudo bem”, logo após a inevitável pergunta de “como vai?”. Leia mais

Categoria: Escritor Parceiro

Euforia.

Se eu penso em ti, me movo
A vontade é só de ir-me
Pois você me deixa novo,
Inspirado, alegre e firme.
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Categoria: Crônicas

Agulha no Palheiro.

No pacote completo que dá forma ao seu jeito peculiar de ser, está a sua necessidade constante de esconder suas emoções. Dentro dessa fuga emocional, ainda ganhei de brinde a sua dificuldade imensa de falar o que sente. Sei que isso vai além do querer de uma pessoa, e perpassa aspectos humanos muito mais complexos que nem vou adentrar aqui. Mas eu percebi sua limitação desde a primeira vez em que você me deu sinais evidentes – e, ao mesmo tempo, imprecisos – de que queria me dizer algo, mas não sabia como. Desde então, passei a assumir o papel de “tradutora sentimental” da nossa efêmera relação. Leia mais

01/12/2016

Categoria: Crônicas

A gente ainda não terminou.

A gente não se vê como antes. Decidimos não mais nos beijar. Nunca mais. Agora, só aperto de mão e abraço de amigo, em último caso, se a saudade apertar. Chega de mensagem adocicada, convite pra se encontrar em meio à nossa confusão.  Chega de dizer que sim. Mas, apesar dos sinais de fim, a gente ainda não terminou.

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30/11/2016

Categoria: Escritor Parceiro

Meu devaneio.

Eu te conto os meus segredos
Tu me vê ao avesso
E não parece estranhar.
Sabe cada devaneio,
Conhece até os meus desejos
E sempre quer realizar.

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Categoria: Poesias

O momento.

Nunca deixe passar
A chance, a hora, o tempo.
Nunca espere pelo momento
Certo de se apaixonar

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29/11/2016

Categoria: Crônicas

A decepção do não mal dado.

Cada vez que eu te vejo, eu me derreto. Eu cedo aos seus abraços apertados e carregados de intimidade. Eu rio das suas piadas de moleque criado na rua, eu viro um menino. Cada vez que eu te vejo, eu sei que pareço contente demais aos olhos de quem passa, quase uma euforia de um jovem embriagado. Esse é meu problema. Eu fico boba de tanta alegria, eu troco os passos. Leia mais

Categoria: Crônicas

Sorvete de Limão.

Tenho o meu lado ranzinza. Meu lado que não tolera cantada na rua, que se chateia com toalha na cama, e que reclama de som alto no domingo. Tenho meu lado mandão no relacionamento, que bate o pé quando quer alguma coisa, que diz ironia na hora da briga e que chora de raiva no meio da discussão. Tem hora que nem eu me aguento, mas que bom que esse é só um dos meus lados. Leia mais

Categoria: Crônicas

O que realmente importa no fim.

Vem cá. Me dá um abraço. Me mostra que podemos superar o fim como dois adultos. Para de desviar seu caminho toda vez que seu olhar passa por mim, não há motivos para tanto. Sabe, meu bem, você já foi tudo o que eu sempre quis. O meu desejo mais profundo toda manhã, o calafrio pelo beijo esperado, a agonia pelo reencontro. Mas já passou. Precisei fazer você passar. Leia mais

Categoria: Crônicas

Os cinco amores que eu nunca esqueci.

Há alguns meses, me perguntaram quantos amores eu já tive na vida, daqueles memoráveis, capazes de deixar rastros na poeira do tempo. Mesmo com a idade que tenho, prontamente me senti segura pra responder, aos suspiros. Ainda nem cheguei aos 30, mas já coleciono, com muito carinho, cinco amores dentro de mim.
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Categoria: Crônicas

Um roteiro de filme só pra ele.

Nos meses que se passam, me pego escrevendo um roteiro pra ele, na tentativa de dar um fim digno ao nosso começo intricado. Mas, a cada dia em que me empenho em registrar um novo capítulo, me vejo parada no meio, apagando e reescrevendo os desfechos que já julgava ter completado. Enquanto isso, não consigo focar em novos caminhos, em outros olhares.  Leia mais

Categoria: Crônicas

Posso até te esquecer, mas sua lembrança sempre existirá em mim.

Parei de contar os dias que tenho sem falar com você, como se os dias do meu calendário só valessem à pena se eu te encontrasse. Como se os dias em que passei sem você não tivessem razão, sequer, para terem existido. Parei de esperar que qualquer mensagem nova fosse sua, e de me preocupar se, por ventura, a gente se esbarrasse num desses encontros inesperados.

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Categoria: Crônicas

Primavera.

Ele é renovação, primavera que acabou de chegar. É meu reflexo no espelho da emoção, sentimento sem razão, coração exposto na mão. Ele é doçura nas palavras certas, atenção na medida exata, sinceridade madura no olhar. Ele é a flor que eu não estava esperando, e que o inverno, apesar de eu gostar tanto, nunca foi capaz de me dar.

Ele é a nova estação que promete me mudar.

Camila Barretto.

Categoria: Crônicas

Permissão: quando eu disse um “sim” pra mim.

“Como um cavalo teimoso, o meu cérebro, mais do que nunca, mostrava-se autossuficiente em suas decisões (…) Senti que ali, a minha vulnerabilidade aproximava-se do limite. Descobri-me como mulher e, antes de tudo, como ser humano.” (Trecho do texto Crônicas de Abril)

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Categoria: Crônicas

Eu quero que tudo não passe de um mal entendido.

Volta e meia, me pergunto se você ainda não captou a mensagem. Se você ainda não entendeu o que já deixei registrado, de modo tão explícito, em forma de olhares e declarações. Sim. Eu já me declarei em prosa, poesia e através de palavras tão fáceis de compreender. Já disse com todas as letras que sinto s-a-u-d-a-d-e, já demonstrei o meu desejo de te ver outra vez.

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Categoria: Crônicas

Fora do campo de batalha, em plena guerra.

“Na guerra, mata-se quem não se odeia, pra defender quem não se ama” (Julios D’Gales)

 Olhar receoso, feridas abertas, semblante cansado. Sou mais um soldado sobrevivente que está em busca da superação. Depois de tantas semanas sem novos ataques, eu realmente achei que tinha vencido mais um confronto, mas, pelo visto, eu estava completamente enganada. Aqueles dias de trégua e silêncio duvidoso foram só uma brecha que ele precisava para recarregar suas investidas. As chamas em mim já haviam sido controladas, mas ainda se via muito sinal de fumaça.

E onde há fumaça… Há um fogo que não se esquece e não se apaga.

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Categoria: Crônicas

Por favor, um minutinho da sua atenção.

Desculpa incomodar o silêncio da sua viagem, mas venho aqui, humildemente, te pedir um minuto da sua atenção. Eu não quero pedir muito, fique tranquilo. Eu não quero seu dinheiro, moço. Tudo o que eu te peço, não tem preço, tem que vir do coração. Leia mais

Categoria: Crônicas

O olhar que trai e nos atrai.

Vejo que o seu olhar é um ticket promocional para a terra das fantasias, um ingresso de acesso rápido para apenas alguns dias de entretenimento. Vejo que você quer se vender como uma atração de momento, e, com aquele seu olhar irresistível, sempre consegue bater suas metas de vendas. Você bateu sua meta comigo. Eu só queria saber se do seu parque de diversões perigoso, eu fui a menina mais inocente.  Leia mais

Categoria: Crônicas

O que tiver de ser, será.

Você me disse: “o que tiver de ser, será”. A última mensagem que você mandou pra mim, – e que eu fiz questão de apagar – tinha essa máxima que, em tantas outras ocasiões, já utilizei para me esquivar de tomar uma decisão. Uma frase que confia as nossas vidas à resolução incógnita do tempo, e que também costumo usar para coisas que não tenho pressa. Comprar uma casa na praia, viajar para a Austrália, ter um cachorro: são pequenos desejos, mas que passam longe de se tornarem, hoje, necessidades prioritárias. E, por não serem prioridades, não ando correndo atrás. Leia mais

Categoria: Crônicas

Jogo Virado.

Há algum tempo o descobri por aí e não dei muita importância. Ele quase passou por mim despercebido, não fossem seus notórios olhos que sorriam toda vez que me encontravam, não fosse, talvez, a jovialidade explícita em sua simpatia aconchegante. Ainda assim, e apesar de tudo, eu não ligava muito. Geralmente, me incomodo com olhares exacerbados, tal como eu fosse um pedaço de carne fresca numa selva de famintos, mas o dele era distinto, e até posso dizer, estranho. Tão estranho que me despertou uma curiosidade incontrolável de conhecê-lo a fundo. O olhar dele não era selvagem, indelicado como aqueles que quase sempre vêm acompanhados de irritantes assobios. Parecia mais com um galanteio afável sem dizer qualquer palavra, um carinho nos nós dos dedos, um fungado quente no pescoço que só de pensar, me arrepio. Leia mais

Categoria: Crônicas

A velha mania de falar o que sinto.

Contar o que sinto é uma velha mania que tenho de testar minha resistência, de selecionar o que realmente eu suporto ou aquilo que consegue ser inabalável às verdades. Despindo a verdade sem entrelinhas, me exponho para descobrir o quê, de fato, existe por detrás da cortina. Um dia lá, acordo e me canso de tanto teatro. Eu, especialista em devaneios amorosos, me enfado rápido em meio aos sonhos que invento, e, de um jeito premeditado (e, por vezes, desastroso), empurro meus sonhos quentes em um mar de água gelada, numa necessidade de provar, da forma mais brusca possível, que também sou capaz de mergulhar na realidade fria da vida. Leia mais

Categoria: Crônicas

Amor próprio: duas palavras, uma única solução.

Vejo o Amor Próprio como um pai presente e carrasco, daqueles que são essenciais para o nosso amadurecimento, mas que não passam a mão pela cabeça. Aquele pai que, sempre que necessário, repreende em um tom firme e nos coloca de castigo quando teimamos em acreditar em certas ilusões da vida. Leia mais

Categoria: Crônicas

O sorriso que me mata.

Sei que, no fundo, seu sorriso é um sujeito bondoso, pois, ao mesmo tempo em que me mata, consegue salvar meu dia. É o sorriso que pertence à moldura do seu rosto esculpido, que transborda seu contentamento pela minha chegada e que se atrapalha ao tentar esconder a timidez pelo meu encontro. Seu sorriso é o disfarce pela minha partida; às vezes, é enigma, máscara preta que não deixa revelar sua verdadeira identidade. Leia mais

Categoria: Escritor Parceiro

Tímido.

Num canto da alma
Escondo a solidão
Só assim tenho calma
E me dou o perdão.

Leia mais

Categoria: Escritor Parceiro

Metamorfose.

Desejo se descreve em prosa. Eu te vejo e te desejo. Não há meias palavras.

Você passa por mim e eu nem noto. Você chama meu nome, eu reconheço a sua voz. Milhares de reações químicas ocorrem no meu corpo. Viro às costas e lá está você, sorrindo porque me vê. Eu luto para me conter, pois é você. Simplesmente uma mulher inacreditável, que provoca mais do que libido em mim; provoca erupção dos sentidos e das ideias. Leia mais

27/11/2016

Categoria: Escritor Parceiro

Viciada.

É verão, só que ela ainda está presa num amor de inverno. Desses que fazem o corpo suar. E o coração… Ela não quer falar sobre o coração. Por favor, não. Obedeço. A cabeça não responde mais. Entrou em parafuso, ela tenta abstrair. Só que a única coisa que rola é seu corpo sobre a cama, procurando conforto. Contou que o sentimento que nutria se tornou um vício. Ela não chama de amor. É uma droga. Ele é uma droga. E ela, uma viciada.

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Categoria: Crônicas

Coisas pequenas que se tornam gigantes com ele

Vez ou outra, passo o dia sentindo os efeitos incômodos da miudez, com a impressão de que sou miniatura indefesa em uma terra de gigantes. Dizem que o amor é cego, mas, quando somos acometidos por um sentimento que assume, rápido demais, grandes proporções, passamos a enxergar o mundo de lupa. Tudo que aquela pessoa faz, por mais simplória e sem pretensões que seja, assume uma forma grandiosa dentro do nosso íntimo, e isso, inegavelmente, ao mesmo tempo em que nos apavora, nos encanta. Você já se sentiu assim, pequeno demais diante de alguém?
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Categoria: Crônicas

Didática da Sinceridade.

Eu já estava ficando cansada. Cansada de guardar o peso das minhas palavras escondidas, exausta por sua falta de didática ao me ensinar o seu significado. Na minha playlist, eu tinha acabado de inserir o hit “eu não imploro por amor”, se tornando, em menos de 24h, minha música preferida para encerrar um caso perdido. Pensei: vai ser melhor assim. Faltava pouco para pôr meus fones de ouvido e começar meu plano de fingir que nada aconteceu. Leia mais

Categoria: Contos

Um amor feito de luz: manicômio

Aparentemente, mantive minha espera em segredo. Visivelmente, eu era alguém segura de um futuro que me parecia óbvio e certo. Por fora, eu era uma lady fazendo ioga na beira da praia, rosto esbanjando sorriso e serenidade. Por dentro, contudo, me vi uma velha ranzinza correndo no pátio de um manicômio, arrancando os últimos cabelos brancos que me restavam. Leia mais

Categoria: Crônicas

Escala Richter dos Apaixonados.

Sabe aquela sensação de que devorou sozinho um pote de sorvete inteiro e está arrependido — e completamente enjoado? Ou de que contou um segredo escondido e depois se deu conta de que aquilo estava sendo gravado e transmitido ao vivo? Ou ainda, a sensação de ter enviado, por engano, um e-mail revelador para o seu pior inimigo? Estou me sentindo assim por ter te mandado uma última mensagem naquela noite, aliás, de repente, fiquei assim por tudo que andei fazendo por você nas últimas semanas.
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Categoria: Crônicas

Mulher, a primeira bússola.

Um marinheiro nunca esquece sua primeira bússola, mesmo que, num errante momento, não faça ideia de como irá interpretá-la.

Nunca havia ficado assim: desnorteado. Antes daquelas belas curvas, eu sabia as rotas para os corações alheios, os atalhos para cada beijo roubado. Antes daqueles cabelos compridos, eu era o melhor marinheiro, traçando o caminho pra longe do mar de amor que me fragilizava.

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Categoria: Crônicas

O sentido da vida em três palavras.

Ela nasceu pequena, em mil novecentos e noventa. Cresceu no amor e virou mulher e, não resta dúvida de que se tornará uma nova mulher a cada dia. Igualmente, não há dúvida alguma do seu certeiro fim. A morte chega para todos, e é bom que seja assim. Leia mais

Categoria: Crônicas

Múltipla Escolha.

Às vezes, acho que a vida é feito uma prova, cheia de pegadinhas e armadilhas. Às vezes, termino o dia exausta, com a sensação de que não fui tão bem, e vou dormir com aquelas questões difíceis martelando na cabeça. Mas aí, já era! O tempo termina e o gabarito do dia precisa ser enviado ao Grande Mestre. As escolhas (das mais complexas às mais triviais) já foram feitas. A vida é uma prova que, quase nunca, permite rascunho e quase sempre, é uma questão de escolhas múltiplas. Leia mais

Categoria: Contos

Um amor feito de luz: emergência.

Já no final de semana, meu coração não mais cabia em mim. A última vez que o vi tão acelerado foi quando pulei de pára-quedas no meu último pesadelo. Meu quarto vazio se transformou em uma cortina vermelha, prestes a se abrir. Garganta seca, braços trêmulos, transpiração fora do comum. E eu, enfim, decidi que, ao invés de ir dormir, tinha que falar com você ali, agora. Eu não podia mais esperar. Leia mais

Categoria: Contos

Um amor feito de luz: espera e silêncio.

Depois daquela tarde de quarta-feira, o que era rabisco virou desenho pronto, e o que era paz e quietude, tornou-se uma espera aflitiva por algum sinal ou retorno. Foi involuntário. Qualquer ligação era você. Qualquer batida na porta poderia ser alguém pra quem, nem sequer, eu havia passado meu endereço. Leia mais

Categoria: Contos

Um amor feito de luz: abraço de palavras.

E naquele nosso encontro quase-acidental, no nosso esbarro genuíno de destinos, me senti acolhida por seu abraço de palavras. Você me deixou essa impressão especial de algo que só acontece de vinte em vinte anos, como um cometa que passa e some, e só por isso, não quis te perder de vista.
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Categoria: Contos

Um amor feito de luz: onde, quando e por quê?

O tempo é irrelevante. Trocaria uma década por dez dias, se fosse preciso para viver intensamente um sentimento, mesmo que imaginário. Só faz pouco mais de dez dias que eu realmente me dei conta de você, como ser humano e isso foi uma descoberta singular. Fora de todo aquele estereótipo que te cobre de estilo, não mais te percebi como “superstar”, tampouco como alguém por quem qualquer adolescente morreria de amores. Leia mais

Categoria: Contos

Um amor feito de luz: boas-vindas

Um novo mês se abriu. A passagem do tempo ainda pouco me importava. Sem qualquer outra pretensão, minha vontade esperou até o décimo dia do calendário para poder chegar mais perto. Despreocupada e disposta a ser mais uma na sua longa lista de mundos alheios, te fiz um convite e deitei no sofá. Me distraí por um momento, e… surpresa! Você me respondeu antes mesmo de eu pegar no sono. Leia mais

Categoria: Contos

Um amor feito de luz: anonimato.

Luz fraca, fumaça, suor. Alguns meses se passaram antes ocorrer um novo encontro. Não demorou muito para conseguir resgatar seu rosto da minha memória, e, ao lembrar de você, resolvi prestar atenção nos detalhes. Da parte de baixo, dava pra ver seus dedos habilidosos dedilhando um instrumento que mais parecia pertencer ao seu corpo. Leia mais

Categoria: Contos

Um amor feito de luz: princípio.
Gosto de relembrar sempre o começo, pra ter certeza da hora certa do meu tropeço e superação. Assim, se eu me machucar de verdade, saberei que sou eu mesma, o grande motivo e a única salvação. Parece que te vi pela primeira vez, faz muito tempo, pois até o momento, contar o tempo pouco importava pra mim.

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Categoria: Contos

Um amor feito de luz: Rebelião

Há alguns momentos da vida, em que ressurge uma rebelião aqui dentro. Dessas que não há síndico, que não há exército que possa controlar. Dessas que começaram quando eu tinha quinze anos e, vez em quando, chegam para me arrancar suspiros. Leia mais

Categoria: Crônicas

 Amor Platônico de Esquina

O Bar estava fechando. Ele chegou com passos leves, feito um leopardo silencioso e faminto, de tal modo que, quase soltei um grito de susto, quando me deparei com sua presença repentina. Seu cabelo preto pendia na testa de um jeito casualmente desajustado, e sua camisa branca trazia um amassado característico de mais um exaustivo dia de trabalho. Entretanto, seu olhar era tão afetuoso como quem acabava de acordar de um sonho aprazível e sua necessidade de ser acolhido era mais do que evidente. Ele disse: “oi”, eu disse: “bem-vindo”.

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Categoria: Crônicas

O som da voz de quem se ama.

A melhor coisa em um amor recém-nascido é ter a chance, quase que “irrepetível”, de se deleitar, sem pressa alguma, em suas primeiras pegadas. Antes de qualquer toque, têm-se os primeiros olhares, os primeiros sorrisos, as palavras primárias. Palavras que chegam feito plumas em nosso ouvido e fazem cócegas de amor em nossos estômagos. Guarde essa sensação ímpar num baú, você pode precisar relembrá-la, um dia, quando sua alma estiver cansada demais para se sentir assim de novo.
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Categoria: Crônicas

Escritor, deus da imortalidade.
Como diz a sábia música que invade meu pensamento: “escrevo pra me livrar do tempo, do pouco, do medo, do mesmo e do que nunca me esqueço (…) escrevo pra suportar teu silêncio”. Leia mais

Categoria: Contos

Vulnerável: pobre menina de sorte.

“Nas raras vezes que Henrique falou dela, imaginava que ela fosse tão magnificamente linda como ele. Pele, corpo e peitos incrivelmente atraentes. Pensei que fosse loira, sensual e refinada. Nada contra loiras sensuais, mas, simplesmente, pensei que ele elegeria alguém assim para ser a sua futura rainha. Leia mais

Categoria: Contos

Vulnerável: minha nova escola.

“Após perceber que eu fui, praticamente, engolida pelas dimensões do banco em que estou sentada, ele sente a necessidade de explicar o porquê de ter um carro tão grande. E tão bem equipado. E, indubitavelmente, tão caro. Apesar de não querer saber como ele prefere gastar seu dinheiro, me inclino para ele, para ouvir sua história, na expectativa de aprender um pouco mais sobre sua vida. Ele virou a minha nova escola.
Leia mais

Categoria: Contos

Vulnerável: sob controle.

“Conforme combinado, ele dirige para um lugar qualquer, e eu, tento parecer tranquila e nem um pouco ansiosa ou com medo, apesar de estar nos meus olhos a evidência gritante desses sentimentos. Por isso, só faço contato visual se for extremamente necessário. Leia mais

Categoria: Contos

Vulnerável: ela.
“Enquanto ele ainda está ajustando suas coisas na mala do carro, dou uma rápida espiada e me sinto mergulhando, um pouco mais, em sua secreta intimidade. Acho que assim como as casas, os carros dizem muito sobre seus donos.

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Categoria: Contos

Vulnerável: o castelo e o príncipe.

“Com dois bipes, ele destranca seu carro, e antes de se dirigir para o lado do motorista, ele decide abrir, rapidamente, a porta do carona para que eu possa entrar primeiro. Agradeço com um leve sorriso, mas ele permanece sério, pois não quer dar na cara que é um verdadeiro cavalheiro. Leia mais

Categoria: Contos

Vulnerável: escombros.

(…) –Você me encanta, – disse Henrique, com os olhos cheios de sinceridade.

Ele continua dirigindo e eu observo que do lado de fora, a noite já se faz presente. Está escuro e o céu está sem estrelas. Lá fora está muito diferente do que acontece dentro de mim agora. Meu coração acaba de chegar ao Japão no momento exato que o dia amanhece. Os raios do sol aquecem meu corpo, tal como aquelas palavras de Henrique.
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Categoria: Crônicas

Amor mal-esquecido.

Quando percebemos que um método não está funcionando, precisamos achar outra alternativa para fazer algo dar certo. E assim também devemos agir quando tentamos ensinar uma coisa difícil a alguém, mas ainda não conhecemos, suficientemente, suas próprias limitações.

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Categoria: Crônicas

Silêncio.

Frequentemente, me pego refletindo no tanto de coisas que eu penso. Reflito quantas vezes já imaginei mil palavras e fiquei calada ou disse, justamente, o contrário. Minha mente, como o olhar de muita gente, é desprovida de voz e reza calada os seus anseios. Leia mais

Categoria: Crônicas

Sem Final Feliz.

Quando penso que já falei de tudo, lembro que faltou mencionar aquela vez que te encontrei e preferi não contar nem para mim mesma. Ou que esqueci de explicar melhor um detalhe de um momento qualquer, que talvez, nem sequer, eu tenha vivido. Leia mais

26/11/2016

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: busto grego.

“Senti o seu magnetismo chegar mais perto de mim, quando, de repente, nossas órbitas se cruzaram como num raio potente. Este foi o momento da “ansiedade em se aproximar”. Seus olhos verde-água, redondos e pequenos, mas irresistivelmente intensos, até que tentaram contrafazer o brilho efusivo daquela lua cheia. Além disso, o seu sorriso (…). Há muito tempo não via algo parecido. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: frequência afetiva.

“(…) Acho que todas as pessoas, lá no fundo, têm um girassol plantado. A diferença é que muitos sabem e lidam com a sua existência de forma tranquila; outros, no entanto, desconhecem ou ignoram seus efeitos. O girassol, nada mais é, que uma metáfora para representar a nossa frequência afetiva. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: chuva de solidão.

“(…) Entrei no carro. Começou a chover torrencialmente e eu, pelo vidro fechado, me distrai ao observar os pingos de chuva que molhavam o caminho até minha casa. Chovia dentro de mim também, e o girassol apreciou, calado, esta chuva de solidão. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: decisão final.

“Um carro do lado de fora, abaixou os faróis e buzinou. Entendendo que chegava a hora de partir, me levantei da cadeira, e um ar melancólico se instalou naquela cafeteria. Olhei para ele. Dez segundos de silêncio, uma eternidade. Ponderei que, para o nosso bem, era melhor voltarmos à estaca zero, e encerrar aquele contato contínuo, de uma vez por todas.

Categoria: Contos

Efeito Girassol: empatia.

” (…) Queria ter tido mais tempo para fazê-lo entender as minhas próprias teorias. Queria ter um jeito de conseguir explicar algo intocável. Mas, como naquela noite eu só tinha pouco mais de cinco minutos para conversar, tentei, injustamente, resumir aquilo tudo que senti nas últimas semanas. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: eu me importo.

“(…) Me surpreendi ao chegar e encontrá-lo, sentado sob a luz da semi-penumbra, meditando sozinho em uma das mesas da cafeteria. Não havia nenhum souvenir em suas mãos. Sente-se, – ele disse com um sorriso apreensivo, e completou, sem mais delongas: depois de alguns dias sem falar com você, confesso que senti sua falta. Aliás, ainda sinto. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: o que há em mim.

 

“Certa noite, me flagrei lendo o trecho final da última carta que enviei para o Otávio:

(…) A flor de girassol significa felicidade, e acho que isso tem muito a ver comigo. A cor amarelada de suas pétalas simboliza calor, lealdade e entusiasmo, refletindo a energia positiva do sol. Mas, nem sempre os meus dias são ensolarados. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: a usurpadora de sentimentos.

“Em uma conversa com meu íntimo, reparei que precisava refletir o rumo da nossa peculiar “relação”, que começou com e-mails formais, se desenrolando para calorosos bom dias, até chegar às conversas telefônicas infindáveis e, posteriormente, à necessidade viciante de receber aquelas cartas com envelope azul. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: riscos.

“Mesmo o Otávio dizendo pra mim, em letras garrafais, que a minha espontaneidade j-a-m-a-i-s foi por ele mal interpretada, eu acendi o alerta e brequei. Faltavam três semanas para a viagem dele acabar, e eu resolvi, sem maiores explicações, parar de responder às cartas enviadas por ele. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: o envelope azul.

“Assim que cheguei em casa e pude me certificar de que eu estava sozinha, abri aquele envelope azul e de tamanho mediano, quase intimidador, podendo avistar que dentro dele havia um papel branco, milimetricamente dobrado ao meio. Peguei-o com certa aflição, desdobrei-o, e passei os olhos, rapidamente, em um texto impresso. Leia mais

Categoria: Crônicas

Efeito Girassol: doces palavras.

“Dentre as coisas mais lindas que o homem já inventou, foi a carta. A carta, quando escrita com sentimento, é como o abraço: acalenta e não deixa espaços. A carta quando feita com carinho é como a saudade: faz lembrar e ser lembrado em sua integridade. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: a primeira carta.

“(…) Mais uma semana se passou, sem que eu tivesse notícias do seu paradeiro; Eu escondia a minha inquietação, tentando concentrar meus pensamentos, apenas no trabalho. Senti um frio por dentro: Otávio Maia não se importava tanto assim comigo. Pelo menos, era o que eu achava, com o meu jeito melodramático de ser.

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Categoria: Contos

Efeito Girassol: a arte do encontro.

“(…) Fiquei ali, como um detetive disfarçado, analisando suas ações. Ele virou, e notei sua feição atinada, e eu diria até, introspectiva. Quase voltei atrás, mas quando observei que ele também olhou fixamente pra mim, mudei de ideia. Era tarde demais. Fui pega no flagra o observando, e ia parecer muito estranho se eu, de repente, desse meia volta. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: inofensivo.

Era feriado, e já que eu não tinha maiores planos para aquela tarde, sai de casa decidida em fazer algo novo: conhecê-lo. Eu, com a minha mania de descobridora-dos-sete-mares, não me contive e fui a sua procura.

Ai, meu Deus. Pensei comigo. Essa mania já me arrastou para o fundo do poço e já me levou às más interpretações, mas o Otávio Maia, bem, ele não era como os outros. Ele parecia inofensivo

Trecho do Texto “Efeito Girassol”.

Categoria: Contos

Efeito Girassol: jeito tímido.

“(…) Otávio parecia à vontade, embora tímido e contido demais, contrastando com meu jeito serelepe de ser. Mas era o seu jeito que me fazia ficar mais perto, e eu simplesmente o admirava.”

Trecho do Texto “Efeito Girassol”.

Categoria: Crônicas

Basta sentir.

 

Dessas coisas escritas, dessas vagas lembranças, sempre haverá uma única certeza: em alguma parte da história eu me encaixo. Mesmo em algo fictício, eu me vejo em um detalhe, em alguma cena que nem mesmo foi contada. Mas não leve tudo a sério. Há coisas que não são pra ser julgadas. Apenas, sentidas.

Camila Barretto.

 

25/11/2016

Categoria: Contos

Efeito Girassol: cumplicidade.

 

“(…) Certo dia, Otávio me mandou um e-mail e eu achei muito curiosa a forma que ele escrevia: cheio de pompas e formalidades, algo típico de uma carta enviada ao Rei de Portugal no século XVIII. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: culpa.

(…) “Eis aí o meu problema de sempre: eu tenho o poder de atrair algumas pessoas pra perto de mim”, refleti um tanto arrependida, olhando um girassol murcho através da janela do meu quarto. Parei de regar aquele caco de flor desde a última vez em que nos vimos, e acho que, assim como Otávio, eu não gosto mais de girassóis como antes. Leia mais

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: invasor de corações.

 

“No último suspiro, você se afastou lentamente de mim, olhos nos olhos, sua mão ainda em minha nuca, e eu repeti por dentro, 257 vezes:

eu.quero.mas.não.posso.te.beijar.

(…) Providenciei trancar meu beijo às sete chaves, fechar as minhas portas e janelas, e instalar alarmes no meu corpo que pudessem me indicar a possibilidade de um ladrão-de-beijos se aproximando.

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Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: memória cheia.

 

“E eu que pensava em não escrever mais nada sobre nós dois, e encerrar num ponto final, a nossa felicidade, acabei reiniciando todo o momento eclíptico. Isso me fez querer organizar um amontoado de pensamentos que inundaram minha mente, tão logo depois que você foi embora, de verdade. Leia mais

Categoria: Contos

Ponto Gê: nunca mais, eu mesma.

 

“Um, dois, três segundos. De repente, tudo que eu acreditava ser, foi destruído. Existe a possibilidade de apagar uma tatuagem feita erroneamente, sem doer? É possível pôr fim em um profundo cálice de dor? Todo esse tempo, digo, essas mais de duas décadas, provei orgulhosamente para todos, a pessoa certa que eu sempre fui (e seria). Leia mais

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: ambição.

 

“Se fosse permitido desejar o que você estaria pensando naquele exato momento, eu seria um tanto ambiciosa se imaginasse que, assim como eu, você também estava com saudades do que nunca poderia ter?”

Camila Barretto.

Trecho do Texto “11 Dias Depois de Você”

Categoria: Escritor Parceiro

Do início ao fim.

Eu tenho uma caixinha de sonhos
Vez por outra vou até ela
E puxo o primeiro que encontro,
Para me sentir menos matéria
Para me achar mais humano. Leia mais

Categoria: Contos

Crônicas de Abril: dentro das palavras.

 

“Terminar essa história é muito difícil pra mim. Sem grand finalle, sem conclusões definidas, sem entregas físicas para se lembrar depois. (…) O meu maior desejo de todos é de permanecer em sua história, deixando o melhor de mim e mostrando que o inesquecível se encontra no calor da alma e não naquilo que se exprime fisicamente. Leia mais

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: mar de amores cafajestes.

 

“Vi que o seu coração não estava despedaçado como o meu, e se estava, era quase que um arranhão imperceptível. Mesmo assim, não me importei tanto em estar em posição de desvantagem com relação ao que você sentia; Apesar de você ter criado um tsunami em minha vida, eu, apenas fui uma ondinha mínima no seu mar de amores cafajestes. Leia mais

Categoria: Contos

Crônicas de Abril: feriado nacional.

 

“Lá estava você: jeans, camiseta e muito charme. Sorri. Quando te vi, o meu estado de espírito se acalmou. (…) Vi-me cometendo um crime doloso, totalmente intencional. Fugi de tudo. Você desregulou o meu relógio, e na verdade, senti uma vontade imensurável de quebrá-lo em mil pedaços e decretar um feriado nacional naquele dia. Leia mais

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: mãos do destino.

“Assim, como nas escrituras de um ser superior, eu acredito em um destino. Antes mesmo de te conhecer, as mãos que delineiam os nossos caminhos, já rabiscavam alguma forma para nos colocar frente a frente, mesmo que para isso, precisassem nos arrancar, abruptamente, de um caminho que tanto nos esforçamos em seguir sóbrios”

Camila Barretto.

Trecho do Texto “11 Dias Depois de Você”.

Categoria: Crônicas

Met-ade de mim: o bem e o mal.

“(…) Metade do seu coração era grito e fúria, imaginação e obsessão que não a libertava do inferno em que estava inserida e que só a fazia sentir-se cada vez menor e mal-amada. Por outro lado, preferia a metade que sofria calada, que sabia da culpa, mas tentava desculpá-lo com todas as forças, pois ainda o enxergava como um ser humano submetido à erros e acertos. Leia mais

Categoria: Contos

Crônicas de Abril: incontrolável covardia.

 

“No dia seguinte, voltou à minha mente a curiosidade de saber por onde você andava (…) e quem sabe arriscaria algumas perguntas do tipo: oi, como vai?. Me senti péssima, e até um tanto boba ao saber que não tinha muitas boas coisas pra dizer, e ainda muito pior por não ter a coragem de chegar até você para arriscar uma mísera pergunta. Leia mais

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: não-querer.

Já faz quase uma semana sem estabelecermos, sequer, um mínimo contato, e isso me faz pensar, às vezes, que você não quer falar comigo, da mesma forma que eu não quero falar com você. Mas será que o meu não-querer significa realmente o mesmo que o seu? Leia mais

Categoria: Contos

Ponto Gê: sensações.

“Ao chegar, notou que eu estava sozinha no meio daquela multidão e elogiou meu vestido de forma sorridente, dizendo o quanto eu estava encantadora. Sem nenhum medo, me perguntou aos ouvidos: o que você sente agora? O que você sente ao me ver? Leia mais

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: 140 km/h.

 

“(…) antes mesmo de sair de casa, a vontade de te olhar de novo já me consumia de um jeito que me dava medo. Um fogo gelado derretia, sem pena, o suor em minhas mãos. Sentia uma leve dor no estômago, como se eu estivesse subindo a maior montanha russa do mundo. Leia mais

Categoria: Contos

Crônicas de Abril: gente como você.

“As nossas primeiras palavras trocadas foram suaves e bastante amistosas. Gostei da sua educação. Gosto de gente educada, gente arguciosa e que fale de tudo, sem limitações, rodeios ou preconceitos. Eu gosto de gente, mas claro, gosto cem vezes mais daqueles que me fazem sentir bem”.

Camila Barretto.

Trecho do Texto “Crônicas de Abril”.

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: caixa de lembranças.

“Sabe, queria mesmo ter tirado uma fotografia nossa para registrar, pra sempre, aquela noite inusitada. Olhando para a parede com uma gravura em estilo vintage, imaginei que, quando eu estivesse com noventa anos, desfalecendo em um leito de hospital, meus bisnetos me trariam uma caixa de lembranças de toda a minha vida, e lá estaria nossa foto em um papel rabiscado e já amarelado pelo tempo: dois jovens sorrisos, olhares brilhantes, uma possibilidade de amor nunca concretizado.  Leia mais

24/11/2016

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: mais uma dose.

“Depois de todos aqueles remendos, eu estava, finalmente, me sentindo quase pronta pra outra. Mas eu fui alertada pelo meu ego interior a ser mais prudente dali em diante.

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Categoria: Crônicas

Um Anjo, um Destino: inútil desejo.

 

“(…) E às seis e meia daquela tarde-noite, podia-se ver apenas dois seres tímidos e recatados nos limites opostos de um vasto planeta. Éramos nós, sós, dois jovens desconhecidos. Leia mais

Categoria: Contos

Crônicas de Abril: monólogo íntimo.

Não havia explicação, necessidade ou desculpa para te reencontrar, apenas vontade de vê-lo de perto e saber o que realmente denotava aquela expectativa surreal. Leia mais

Categoria: Contos

Crônicas de Abril: limite.

 

“Como um cavalo teimoso, o meu cérebro, mais do que nunca, mostrava-se autossuficiente em suas decisões (…). Senti que ali, a minha vulnerabilidade aproximava-se do limite. Descobri-me como, mulher e antes de tudo, como ser humano.”

Camila Barretto.

Trecho do texto “Crônicas de Abril”

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: abandono.

 

“Naquela mesma noite, nos encontramos rapidamente, e só mais uma vez, uma última vez, quis ter você do meu lado. No entanto, era perceptível que estávamos, mais do que nunca, em mundos opostos. Eu, com certeza, estava no mundo da lua. Leia mais

Categoria: Contos

Ponto Gê: o olhar oposto.

 

Tempos atrás, não lhe desejava mais do que um ombro amigo. Atraía-me pelo seu porte sim, mas o adorava muito mais pela sua inteligência sagaz incutida em tamanho resguardo. Leia mais

Categoria: Crônicas

Eutanásia: hora do adeus.

 

“(…) O término está por vir, estou sentindo. Já vejo seu rosto triste, seu jeito amargo se aproximando. Acho que o nosso amor virou uma doença, daquelas terminais. É como se o meu sentimento fosse uma pessoa enferma, esperando apenas a morte chegar. Eu sou metade desse amor, e assim, faço parte desse momento tão sofrido. Não é tão fácil cometer a eutanásia. Leia mais

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: alegria secreta.

 

“Enquanto, com um olhar curioso, eu me levantava para pegar o celular do outro lado do sofá, lembrei-me, risonha, daquelas músicas que exprimem a ansiedade em receber uma ligação da pessoa amada. Antes mesmo de visualizar o nome da tal pessoa que me procurava, mesmo sabendo que poderia, de novo, me decepcionar com a minha fértil imaginação, permiti passar pela minha cabeça que, dessa vez, poderia ser você. Leia mais

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: dia do silêncio.

“(…) Aquela madrugada não foi fácil pra mim. Nada de bons sonhos. Me senti desamparada do outro lado da cama, e acordei com a sensação de não ter dormido nada. Levantar foi quase impossível. A cabeça doía, e tudo dentro de mim chacoalhava. Leia mais

Categoria: Contos

Crônicas de Abril: luz de diamantes.
“Posso até esquecer-me de alguns ínfimos detalhes, mas nada, nada me fará esquecer o brilho dos seus olhos naquele dia. Só em falar neles já não lembro se era manhã ou tarde, ou nem mesmo o que falei ou deixei de falar ao te ver naquele momento.

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Categoria: Crônicas

Música com Sentimento.

 

Com frequência, eu penso dentro da minha livre imaginação: a qualidade da letra de uma música não está diretamente vinculada a um gênero musical específico, mas sim, à condição emocional que certas músicas podem nos remeter. Leia mais

Categoria: Contos

O Garoto Exótico: pleno interesse.

“Seria muita sorte ou um sinal muito forte, se o visse em duas noites consecutivas. Embora achasse que esse fato era quase impossível de se tornar concreto, permanecia no seu interior, o desejo de trocar mais algumas palavras com ele. Leia mais

Categoria: Crônicas

Café Amargo.

O que mais me irrita é que ainda não consegui te decifrar. Você não é daqueles fáceis de entender, que, num piscar de olhos, nos deixa perceber o que quer da vida. E eu só fui percebendo isso com o tempo, após o sinal do seu primeiro descaso.  Leia mais

Categoria: Crônicas

Ninguém nunca saberá.
Mais um ano que vai indo embora, e aí me lembro que estou ficando cada vez mais velha. Acho que você está ficando é louca – disse pra mim, certo dia, um dos meus lados mais puritanos. Há algum tempo, tenho guerreado em embates internos, e voltado pra casa com as dores das colisões de ideais, ainda com suas lanças em formação.

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Categoria: Crônicas

Pra você, com carinho.

 

Registrar os fatos com palavras é a maneira que elejo para conhecer a mim mesma, pois escrever eleva a alma ao mais profundo autoconhecimento. Para entender o que eu digo, basta pensar com carinho, pois, da mesma forma, as minhas palavras exprimem carinhosamente o que a razão, com a sua astuta frigidez, não conseguirá jamais explicar.

Camila Barretto.

Categoria: Crônicas

O filme da vida.

 

Certas horas, não fazemos ideia do que falta acontecer com a gente, principalmente, logo após ter sofrido, quem sabe, uma dolorosa decepção. Às vezes, blasfemamos quando algo dá “errado”, simplesmente achando que o mundo se virou de cabeça pra baixo. Leia mais

Categoria: Poesias

Quase-amor em seis versos.

Resumindo a história que o amor não viveu
Em seis versos, seus versos eu hei de cantar
Como foi que do início pro meio se deu
Quando foi que o fim começou a raiar

Era a hora de um dia, e você chegou
Foi tão cedo, mas veio assim pra ficar
Sua marca e seu gesto você me deixou
Na lembrança a vontade de reencontrar

Na crescente jogada do não e do sim
Conquistamos o vulto de um brilho a nascer
Não queria que o mútuo morresse em mim
Muito menos sabia do seu bem-querer

Foi na guerra interna de dentro do peito
Que pairou sobre nós sua dor, minha razão
Rejeitando com tudo o seu corpo e seu beijo
Eu corri para longe, sem mais direção

Eu menti te falando a mais pura verdade
Afastando de mim o que eu mais queria
Mas no fundo eu enxergo que a realidade
É o oposto do medo que em mim só crescia

Eu espero que um dia você volte sempre
E se lembre dos versos desse quase-amor
Mas só traga nas mãos a saudade e a semente
Da história em seis versos, que enfim, acabou.

Camila Barretto.

Categoria: Crônicas

Inspiração.

Hoje um leitor me pediu, encarecidamente, para escrever algo sobre o amor. Todavia, ele queria um escrito novo, um caso distante de qualquer teoria convencional. Tentei escrever qualquer coisa que fizesse sentido, mas parece que tudo que registro está codificado em algum idioma púbere, agora mesmo inventado por algum desocupado. Leia mais

Categoria: Escritor Parceiro

Constelação.

Fez-se mar,
De tanto engolir o choro,
Na constelação do meu corpo.
Por Via Láctea teu universo,
Bebe minhas estrelas,
Toda vez que me proponho
A alcançar a centelha,
Que já não está lá. Leia mais

22/11/2016

Categoria: Escritor Parceiro

Retórica Parcial.

Gostaria de falar do jeito que eu escrevo; mas, para isso, eu deveria ser cego, já que quando olho alguém nos olhos, penso mais em lê-los a falar pra eles. E, nessa leitura, esqueço de pensar. Há quem diga que sou muito calado. É estratégico; não penso rápido, logo falar seria burrice. Uma pessoa que queira uma boa conversa comigo deve ser primordialmente paciente. Ao menos comigo. Mas a vida me ensinou que as pessoas não o são; assim mais escuto que discurso.

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Categoria: Poesias

Sei lá.

Às vezes pareço que tô… sei lá.
Me acho sem graça, sem voz, sem lar
Me vejo distante, olhar lá na lua
Quieta, calada, em cada lugar

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20/11/2016

Categoria: Escritor Parceiro

Trechos: O Caos/ Distância/ Me Chama/ Não Quis Esquecer

“A verdade é que eu mudei… Nesse ano, provavelmente, mais que em toda a minha vida, e vale lembrar que jamais tive de lidar com uma mudança tão intensa em um período tão curto e rápido de 365 dias. Talvez seja por isso que não sei lidar com esse novo ‘eu’ que transborda de dentro pra fora, que me encara no espelho e me faz refletir… O que aconteceu? Quando foi que tudo mudou? Eu me perdi dentro de mim? Acho que sim, e ainda não consegui decidir se me quero de volta.”

Trecho do Texto O Caos.

– Gi Farneti

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Categoria: Crônicas

Beijo de despedida.

Só quero te dizer que estar com você foi uma das coisas mais maravilhosas que me aconteceu nos últimos meses. Talvez, você tenha sido a pessoa que eu mais me senti à vontade desde o primeiro almoço, desde o primeiro abraço, desde a primeira vez em que fizemos amor. Estar com você, ao mesmo tempo em que é prazeroso, é divertido. E isso vicia. Leia mais

19/11/2016

Categoria: Escritor Parceiro

Mix Trechos.

Se não gosta de mim, troque por favor essa trilha sonora romântica que meu cérebro insiste em colocar todas as vezes que meus olhos cruzam com os seus.

— Flora Medeiros. Leia mais

Categoria: Poesias

Beijo dos meus beijos.

Beijo dos meus beijos tão adocicados
Corre e percorre, vem a mim por todo lado.
Triste, assiste, espera. Muda, alegra e eu vejo.
Mel, seu doce fel, sabor-sonho de desejo.
Luz do amor que brilha, luz do breu iluminado.
Tira o meu véu, cai do céu apaixonado.
Beijo dos meus beijos, nuvem branca, coração.
Vem roubar meu mel, vem beijar a minha mão.

Camila Barretto.

17/11/2016

Categoria: Poesias

Minha vontade.

Vontade de compor me dá
Vontade de te ver, te olhar
Vontade de sorrir, ficar com
Vontade de viver, sonhar.

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14/11/2016

Categoria: Poesias

Hora Prometida.

Sem retorno imediato, mas com hora prometida.
As lembranças do passado, o futuro da minha vida.
Foi escrito nas estrelas, um destino já escrito.
Tempo certo, nosso tempo, de rever o que foi dito.

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10/11/2016

Categoria: Contos

Obrigada por permanecer.

25 de junho. O que estaríamos pensando há exatos dez anos, neste mesmo mês de junho? Tenho certeza de que o seu nome estaria em meus pensamentos, e estou certa também de que, assim como hoje, eu te consideraria uma das pessoas mais notórias que já conheci. Sorte minha que eu sempre te quis bem, e, só por isso, te deixei ir, mas nunca te apaguei de mim. Leia mais

04/11/2016

Categoria: Poesias

Dilema.

De repente eu me vi num dilema complicado
Tão confusa e dividida entre o certo e o errado.
Eu protejo com minha vida, eu não conto pra ninguém.
Tudo aquilo que um dia me deixou sua refém.

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12/06/2016

Categoria: Poesias

O momento.

Nunca deixe passar
A chance, a hora, o tempo.
Nunca espere pelo momento
Certo de se apaixonar
Nunca deixe passar
A febre, o fogo e o desejo
A sede, a vontade de um beijo
O sonho e a fome de amar
Se entregue, se encontre e enxergue
Invista e conte o segredo
Se prenda no que te liberte
Não saia de lá muito cedo
Nunca deixe passar
A chance, a hora e o tempo
Você pode perder o momento
E não conseguir mais voltar

Camila Barretto.

10/08/2015

Categoria: Gostos Peculiares

Nosso fogo (Rafael Magalhães).

É incrível o poder que você tem de me tirar do sério. De me tirar o juízo. De me deixar com desejo. Eu até queria dizer não, mas, pra você, simplesmente não consigo. Começa sempre com um beijo. O nosso beijo. Aquele encaixe único. O nosso encontro de almas através do simples toque dos lábios. E quando eles se encontram, a mágica acontece. E eu sei muito bem como acender a sua chama. Uma mão firme na cintura passando os dedos por dentro da blusa. A outra chegando até a sua nuca e, em seguida, completo com aquele puxão de cabelo.

Está aberta a porta do paraíso. É quando sinto despertar o seu fogo. A respiração começa a descompassar e os seus dentes cravam delicadamente os meus lábios. Retiro-os caminhando lentamente pelo seu rosto. Beijando, mordendo e arrastando a barba devagar. A sua mão já está lutando contra os botões da minha camisa. A minha mão firme em sua cintura também já encontrou a sua pele. Toda arrepiada. Neste momento os nossos perfumes já se misturaram e, quando chego a sua orelha, percebo o restante do seu autocontrole escapando com os suspiros.

E então, você começa a descer devagar. Desce me olhando com aquela cara que eu gosto, e já sei onde você vai chegar. E chega. E como chega! E tira as minhas calças quase sem usar as mãos. E aquela mistura de língua, mordida, sucção e carinho que me faz delirar. Quem faz porque gosta, faz bem feito, e você sabe fazer como ninguém. De repente estamos entrelaçados. Termino de retirar as suas calças e subo passando a língua por todo o seu corpo. E agora é a minha vez e brincar de te deixar maluca.

Eu sei que você gosta.

Da língua e dos tapas. Subo a mão até a sua boca para tentar conter os gemidos. Os meus olhos buscam os seus, que agora, parecem girar em órbitas de delírio. Nós dois deitados. As roupas espalhadas pelo chão. E a cada posição sinto como se conhecesse melhor o seu corpo. O nosso fogo sobe em labaredas que parecem clarear o próprio céu. A habilidade de sentir prazer dando prazer ao outro. O suor escorrendo. O sorriso nos lábios. Eu já tinha me esquecido como é bom ter você. Uma pena que essa seja a única parte em que a gente funcione tão bem. Sejamos racionais. Façamos só mais duas ou doze vezes e, depois, cada um segue a sua vida. Recaídas não são recomeços.

Só não me venha com aquele beijo novamente.

 

Por Rafael Magalhães.
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