Dilemas e Saudades
22/02/2018

Categoria: Contos

Eu não me arrependo. (+16)

Toda vez é assim. A gente se despede com um beijo no rosto e meu sorriso amargo já denuncia o meu mal estar. Me sinto mal por ter exagerado na dose. Me sinto mal por ter me embriagado. Chego em casa cheirando à Invictus, com a camisa escandalosamente amarrotada e com seu gosto entranhado nas camadas mais profundas da minha pele. Seus vestígios se escondem em minha roupa íntima, nos vãos escuros das minhas curvas, e em cada parte do meu peito estilhaçado. O nosso amor é substância inflamável. Queima. Explode por dentro. E, de repente, tudo o que tenho é meu coração em cacos e fragmentos de você por todo canto: nos nós do meu cabelo úmido, nas marcas ocultas das suas mordidas e nas minhas pernas, ainda bambas. Me sinto fraca. Embriagada, mais uma vez, por seu amor. Leia mais

27/01/2018

Categoria: Contos

Desventura.

Sempre que eu quero escrever um texto sobre o Amor, eu penso em você. E, incrivelmente, os textos que eu considero mais bonitos, foram aqueles que eu não apenas pensei, mas escrevi na intenção de te mostrar. Sempre que posso, fecho os olhos e me imagino te falando cada confissão que está prestes a desaguar no papel. Ao te conceber em minha frente, um turbilhão de sensações me atinge e as frases certas vêm. Às vezes, elas deslizam da minha mente feito plumas. Às vezes, disparam frenéticas, como metralhadoras ansiosas por uma melhor tradução. Leia mais

13/01/2018

Categoria: Contos

Nosso jogo de sedução. (+16)

Eu poderia te seduzir com um icônico batom vermelho. Com uma lingerie atrevida. Ou com uma performance espetacular na cama. Eu poderia te aliciar com um olhar malicioso, com um decote generoso ou com um cruzar de pernas avassalador.  Mas, o fato é que é impossível ser tão irreverente assim, todos os dias, em todas as horas, a todo o momento. Temos dias de caçador e dias em que precisamos ser, tão somente, a presa. É cansativo sustentar um papel sedutor da hora que a gente acorda à hora que vamos dormir. Seduzir, propositalmente, nos cansa, pois não deixa de ser um jogo, concorda? Então, na maioria das vezes, precisamos relaxar e esperar que o charme e a atração fiquem por conta dos pequenos detalhes implícitos. Detalhes que são bem mais fascinantes, acredite, do que qualquer batom vermelho na boca. Não que não seja interessante apimentar a relação de vez em quando, mas, o que estou ponderando aqui é que existem pormenores inconscientes, que independem de qualquer ensaio ou de qualquer atributo físico, e que atraem o outro sem que, ao menos, a gente perceba. Ou compreenda a razão. Leia mais

06/01/2018

Categoria: Contos

Pensei em virar a página, mas foi melhor trocar o livro.

No nosso romance, resta apenas uma folha. Uma única folha derradeira que pode definir o que seremos adiante. Até pensei em virar a página, mas tenho medo do que pode estar escrito. Medo, não. Tenho pavor da certeza obscura que carrego. Eu tenho certeza que vou chorar decepcionada com cada palavra escolhida pelo destino. Vou me machucar profundamente, mas a dor será tão fina como um corte de papel na mão. É uma dor pequena aos olhos alheios, mas que latejará no peito de um jeito muito intenso. Já sinto uma arrepio na espinha. Será fratura exposta, com aparência de arranhão.

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12/12/2017

Categoria: Contos

A beleza agrada apenas aos olhos.

Após um maremoto inundar nossos corpos de suor e prazer, nos deitamos entrelaçados, sem nos importar com a fragilidade dos sentimentos expostos, com o caos que causamos pelo quarto, ou com o tempo que corre, injustamente rápido, do lado de fora. Querendo guardar os resquícios daquele momento, despejei beijos em sua pele salgada, causando nele, um calafrio, um sorriso ingênuo e um olhar, cada vez mais afetuoso. Eu não sabia que era possível afetá-lo dessa maneira tão profunda.  Leia mais

01/12/2017

Categoria: Contos

A prisão que liberta.

Você é livre pra partir, mas fica. Fica feito beija-flor que visita minha janela em busca de água doce pra tomar. Eu te dou água fresca todo dia, se preciso, me renovo em cada sorriso só pra sua sede de amor saciar. Você entra, se prolonga em seus abraços, faz do meu colo, travesseiro, mas eu deixo a gaiola do meu peito aberta, mesmo com a vontade imensa de te fazer prisioneiro. Você é livre pra partir, mas retorna. E se demora nos seus carinhos porque enxerga em meu ninho, o seu lar. Leia mais

18/11/2017

Categoria: Contos

Uma tatuagem com seu nome.

Todo mundo vê que você tem minha cara. Todo mundo te enxerga quando olha pra mim. Os seus amigos te contam quando me encontram na rua, apesar de nunca termos assumido qualquer tipo de relacionamento pra eles. Você sabe todos os meus passos sem nem mesmo ter me visto. É incrível como eles pensam em seu nome e já associam ao meu. É como aquela brincadeira de ir falando palavras que lembram as outras. Arroz lembra feijão. O Sol lembra a Lua. João é o par de Maria. E eu? Bem, todo mundo diz que eu sou o seu. Leia mais

10/11/2017

Categoria: Contos

Te amar foi um erro.

É isso. Acabou.

E, na esperança de um recomeço sem fim, me reconforta pensar que tudo que eu fiz nesses últimos quatrocentos e noventa e oitos dias foi um erro.

A começar pela primeira vez em que eu sorri quando você me olhou de canto. Era pra eu ter ficado séria, desviado meu rosto do seu. Mas eu inventei de retribuir seu olhar com um bendito sorriso largo e sincero. Como se não bastasse meu sorriso, eu sustentei o seu olhar por mais de dois segundos, tempo máximo aconselhável para se encarar uma pessoa sem deixá-la em uma má situação. Você ficou sem graça e foi aí que eu me apaixonei perdidamente. Nossa! Como eu me apaixonei por seu olhar atônito naquele dia! Um sorriso, um olhar e três segundos de adrenalina foram suficientes para eu dar o primeiro passo de muitos desacertos em nome do amor – ou, seja lá que nome tenha esse sentimento intricado que me fez tropeçar, a todo o momento, nas linhas tortas do seu destino. Leia mais

11/09/2017

Categoria: Contos

Escolha negada.

Eu queria ser sempre a mulher encantadora que arranca olhares pelos corredores, buzinas pelas ruas e suspiros derretidos nos elevadores. Eu queria ter sempre aquele brilho típico de quem é irresistível e estar sempre certa do meu vasto caminho e de todas as minhas decisões. Eu queria ser dona de uma segurança exemplar e ser capaz de me blindar de qualquer mágoa ou desilusão. Mas essa não é a realidade de quem se permite amar intensamente. O amor nos fortalece, mas também nos fragiliza.

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03/09/2017

Categoria: Contos

O nosso segredo. (+16)

Enquanto eu, com o olhar calmo, tirava minha blusa, ele lutava para se desvencilhar, rapidamente, da calça jeans. É claro que eu já sabia onde iríamos chegar no final de tudo aquilo. Eu sei que ele estava faminto pelo meu corpo, mas tudo o que eu queria era saciar nossas vontades de outro jeito.

— Espera… Hoje eu não quero fazer amor com você. — o interrompi, tentando resistir à vontade de tê-lo, mais uma vez, dentro de mim. Leia mais

30/08/2017

Categoria: Contos

A indiferença foi a pior sentença.

Após uma discussão, no mínimo estranha, eu decidi que ia bloquear seu número só para não cair na tentação de procurá-lo de novo. Não. Não seria uma atitude impulsiva. Eu já tinha pensado muito sobre o assunto durante a noite anterior. Leia mais

26/08/2017

Categoria: Contos

É um doce te amar, o amargo é querer-te pra mim.

Você me mudou. Algo em mim se transformou desde aquele dia em que você me ligou, disfarçando o choro e dizendo que ia ser difícil demais me esquecer. Você me mudou, justamente, na tarde em que eu te pedi um tempo, e que você, indo contra suas vontades, desapareceu sem deixar pistas no caminho. E assim, ao me ver sozinho, eu enxerguei a linha tênue que separava o verbo amar de um simples querer. Ao processar a magnitude daquilo que eu estava sentindo, que eu tive certeza: até então, eu apenas te “queria”. Mas foi o seu amor persistente e resistente ao tempo, que me fez perceber o quanto eu errei em ficar longe de você.

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24/08/2017

Categoria: Contos

O Quarto nº 13. (+18)

Era quase meio-dia quando a última aula da faculdade acabou. Ricardo* apareceu, de repente, no portão de saída, dizendo que iria me levar pra almoçar. Me deu um beijo no rosto, e disse que queria me fazer uma surpresa. Leia mais

12/08/2017

Categoria: Contos

Me vira do avesso. (+16)

“E de repente, a vida te vira do avesso e você descobre que o avesso é o seu lado certo.” (autor desconhecido)

Já tive muitas paixões nessa vida. Muitas delas, não deram em nada, só configuraram um sentimento platônico pra minha vasta coleção. Já tive paixões “meia-boca”, algumas que só duraram quinze dias e pequenos amores que se transformaram em grandes decepções. Já tive até paixão que nem era paixão de verdade; era apenas fogo de palha que se apagou no primeiro beijo. Eu, com esse jeito de levar a vida, já me deixei apaixonar diversas vezes. Mas paixões como a tua, admito, só vivi uma vez.

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10/08/2017

Categoria: Contos

Guardei meu prazer pra você. (+16)

Aconteceu de novo.
Já passava da meia noite quando abri os olhos e não consegui mais pegar no sono. Mas, a visita rotineira da noite passada não foi só da saudade. Foi pior. Foi tesão misturado com a vontade pontiaguda de ser tua. No desespero de acordar de um sonho erótico, em que a gente se amava como se fosse o Fim do Mundo, meu corpo despertou, de repente, e se viu ressaqueado pela fome de devorar você. Uma fome que só você alimenta e faz crescer. Leia mais

04/08/2017

Categoria: Contos

Você é a bagunça que me deixa em ordem.

Da varanda do meu prédio, aprecio, com um largo sorriso, o vento forte que bagunça meus cabelos. Enquanto na rua, uns reclamam e outros se ajeitam, eu, simplesmente, curto o momento e agradeço essa sensação única de me sentir tocada pelo invisível. Eu gosto dessa sensação de liberdade, dos meus cabelos envolvendo o meu rosto, e da minha pele ficando arrepiada. Isso me lembra quando estamos juntos. E é exatamente assim que eu me sinto quando estou contigo: intensamente tocada, intimamente atingida, estranhamente livre e loucamente desejada. Leia mais

21/07/2017

Categoria: Contos

Um jeito que é só nosso. (+16)

Procurei em outros abraços o encaixe macio dos seus braços. Em outros pescoços, seu cheiro amadeirado e sutil. Busquei em outras conversas, seu jeito atrevido de conseguir chamar minha atenção. Procurei seu riso em várias bocas, o magnetismo do seu toque em outras mãos, seu jeito de olhar em outras expressões. Procurei em vão, porque nunca encontrarei, nos outros, o que de fato, te pertence. E só você, meu bem, faz do jeito que eu gosto. Um jeito que é só nosso. Leia mais

18/07/2017

Categoria: Contos

Insônia.

Esse texto era pra ser uma mensagem que eu queria te enviar às 2 e 57 da manhã, mas desisti. Esse texto era pra te dizer que eu não sou tão durona quanto pareço ser. Eu tenho um coração sensível e eu sinto sua falta, mais do que você imagina. Mas se eu estou acordada a essa hora da madrugada, lembrando da gente e rolando pela cama, a culpa é sua, — e olha que você já sabe o quanto eu adoro dormir.  Leia mais

14/07/2017

Categoria: Contos

Jogo da maldade. (+16)

Funciona, mais ou menos, assim: eu passo a semana te mandando mensagens, com direito a nudes e alguns textos provocantes. Marco um encontro no seu apartamento, compro um bom vinho doce e visto o meu melhor vestido. Apareço toda perfumada em sua porta, dou um selinho no canto da sua boca e aperto, de leve, sua nuca. Você se arrepia. Eu continuo. Você fica louco. Eu me afasto.

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03/07/2017

Categoria: Contos

Pelo menos, bons amigos.

Tudo bem se ontem tiver sido nossa última vez?

Eu sei que já prometemos isso, eu sei que não conseguimos cumprir. Mas vamos tentar de novo? Antes que seja tarde demais, me diz que “tudo bem” se nós acabarmos assim? Eu tenho meus motivos pra escolher sua amizade e eu quero que você os conheça. Um dos motivos, inclusive, é o fato de eu não querer perder você pra sempre. Leia mais

29/06/2017

Categoria: Contos

Bipolar.

Às 6 da manhã começa minha rotina. Dentre as minhas orações do dia, peço resignação para superar, da melhor maneira possível, as oscilações de humor que me acompanharão até o momento de voltar pra casa. Te encontrar me afeta; não te ver, também. Ao mesmo tempo em que tudo é tão certo, é tão inesperado. Metade do meu humor depende das suas atitudes. A outra metade, do meu jeito inconstante de te querer; e não te ter ao meu lado. Leia mais

27/06/2017

Categoria: Contos

O dia do nosso primeiro beijo.

Lembra do dia do nosso primeiro beijo? Se eu fosse fazer uma lista dos melhores momentos ao seu lado, certamente, esse dia estaria entre os dez primeiros. Esse foi um dia em que eu mal consegui conter a ansiedade para te olhar de perto. Um dia em que já acordei com o coração batendo a mil e que senti meu estômago se contorcer de tanta adrenalina. Essas foram as horas em que eu experimentei todos os sintomas de uma paixão de forma exponencial. Eu não conseguia me concentrar, um só minuto, em outro assunto. Eu estava enlouquecendo. Leia mais

Categoria: Contos

Entre o inferno e o paraíso.

Depois de muitas indiretas, mensagens implícitas e olhares devoradores, eu me senti, diversas vezes, entre o inferno e o paraíso. Ao mesmo tempo em que eu me culpava pelo o que eu sentia, eu tentava deixar pistas de que eu realmente nutria um sentimento por você. Mas, os seus sinais me confundiam da cabeça aos pés, tal como diz aquela música do Djavan. Leia mais

Categoria: Contos

Você me provou o contrário.

No dia em que te enviei uma mensagem explicando que o meu convite pra almoçar era exclusivamente “coisa de amigo”, foi a primeira – e última – vez em que eu tentei agir com um pouquinho de juízo. Talvez, este tenha sido o único momento, em que eu me esforcei em estabelecer os limites racionais das minhas possibilidades. Doce engano o meu, de achar que eu poderia evitar, por muito tempo, a vontade de te querer por perto. Eu tentei construir uma muralha entre a gente. Leia mais

19/06/2017

Categoria: Contos

Sonho Acordado.

Mexi o café com a mesma apatia que há tempos me assolava. Não havia mais nós dois na estória escrita por mim mesma. Não havia mais você. A solidão que preenchia meus dias já não era tão estranha, afinal, a minha própria companhia passou a ser uma constante. Sentada na mesa mais distante, me distraía observando os pequenos detalhes, que ao seu lado, passavam tão despercebidos. Comecei a reparar no modo de sorrir de outras pessoas, antes, apagado pelo brilho do seu sorriso; e a me cruzar com olhares, que antes, eram ofuscados pelas cores dos seus olhos. Leia mais

03/06/2017

Categoria: Contos

Foi um prazer te conhecer.

Foi naquele dia chuvoso em que você me falou, pela primeira vez, seu nome, que eu tive certeza que seria difícil demais tirá-lo da mente. Quando eu me permiti olhar no fundo dos seus olhos, eu esqueci, instantaneamente, meus rasos propósitos de manter meu coração seguro. Eu emudeci diante de suas cores, eu descolori minhas antigas convicções. Mas seu olhar foi pintando cada canto vazio e escuro do meu peito, e, ao me encararem com tanta ternura, me deixaram ainda mais perdida. Aliás, foi um prazer ter me perdido, pois afinal, foi aí que eu te encontrei. Leia mais

17/05/2017

Categoria: Contos

Enquanto você esteve ausente, eu segui em frente.

Oi, a quanto tempo não te vejo, hein?

Eu nem acredito que vou te dizer isso, mas enquanto você passou um tempo longe, eu estive muito bem, obrigada. Isso não significa que eu não me lembrei de você em alguns instantes. Porém, vez ou outra, enquanto você passeava em minha mente, meu coração permaneceu protegido, intacto, feito ilha deserta. É incrível poder dizer, enfim, que a saudade não privou meu sono, que a lembrança não me trouxe inspiração e que as batidas do meu peito foram, pouco a pouco, desacelerando. Leia mais

30/04/2017

Categoria: Contos

Tenho medo que você me esqueça.

No nosso pacto nunca esteve escrito que duraríamos pra sempre. Pelo contrário: eu, instável como a água, e você, volátil como o ar, somos, desde sempre, uma promessa de um laço fácil de ser desfeito. Mas, mesmo sem perspectivas de que seremos eternos, meu medo é que, com o passar dos anos, eu me torne uma lembrança banal na sua vida. Ou pior, que nem sequer, eu chegue a me tornar uma mera lembrança. Meu maior medo é não ter representado a mínima influência nas suas escolhas, ou nem ter mudado, em algum detalhe importante, a sua história.

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27/04/2017

Categoria: Contos

Proposta indecente. (+16)

Confesso, é ridículo; mas desde o início, eu sempre me senti em posição de desvantagem em relação a ele. Ou, pelo menos, quase sempre. Quase sempre, foi ele que agendou os nossos encontros. É ele que, quase sempre, está muito ocupado e demora pra responder minhas mensagens. Na maioria das vezes, é ele quem decide o melhor horário para encerrar as nossas “brincadeiras”. Exceto naqueles momentos em que eu consegui mexer com o seu psicológico e demonstrar certo desinteresse, foi ele que, quase sempre, saiu ganhando nas situações.

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20/04/2017

Categoria: Contos

Hora de Acordar.

Quando me lembro de você, sinto como se eu tivesse sonhando. Mas é um daqueles sonhos que acontecem rápido demais, que fogem do nosso domínio racional, e que, no final das contas, terminam ficando tão confusos que nem conseguimos lembrar com perfeição das partes boas na hora em que abrimos os olhos. Nesses últimos dias, enquanto eu caminhava na linha tênue entre o medo e a saudade, cheguei à parte do sonho em que fico sem respostas, sem saber o que será de nós dois, bem como, o que será daqueles sentimentos que estão se abarrotando de forma desordenada em meu coração. Eu sabia que isso ia acontecer. E sim. Eu falei sentimentos. Leia mais

11/04/2017

Categoria: Contos

Jeitinho lindo de me olhar.

Não é raro eu virar pro lado e pegá-lo no flagra, me olhando com aquela cara de bobo, com aquela expressão derretida de um menino que se declara à primeira namorada. Não é raro enxergar em seu olhar, um doce garotinho. Já perdi a conta das vezes em que ele me espiou curioso, analisando, talvez, quais seriam minhas manias e trejeitos. Imaginando, quem sabe, o meu jeito de agir quando estou sozinha em casa. Tem coisas que a gente já nota, logo de cara, como se fosse capaz de ler pensamentos, sabe? E eu percebo que ele me olha assim, secretamente, de um jeitinho lindo. Leia mais

27/03/2017

Categoria: Contos

Conto erótico: o desejo insaciável de uma mulher apaixonada (+18)

A porta mal se fechou, e nós já estávamos grudados num beijo fogoso de quem não se via há milhares de anos. Me deixando sem qualquer reação, ele me empurrou contra a parede, friccionando seu corpo no meu. Num rápido movimento, minhas costas atingiram os interruptores, fazendo com que as luzes daquele quarto piscassem, freneticamente, como num galpão abandonado. Considerei aquela alternância entre luz e escuridão, algo extremamente excitante.  Leia mais

18/03/2017

Categoria: Contos

Será que tudo foi coisa da minha imaginação?

Sexta-feira. Meio-dia. Era pra ser só mais uma espera na fila de um restaurante, mas eu olhei pro lado e presenciei algo que ainda não estava pronta: ele estava saindo com outra. A tratando com carinho. Planejando, quem sabe, o próximo encontro em qualquer motelzinho de esquina.

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23/02/2017

Categoria: Contos

Amor sem gentileza (+16).

Dessa vez, você não me deixou marcas aparentes, mas meu corpo ainda está sob os efeitos incômodos do nosso último encontro. Dessa vez, não houve o carimbo dos seus beijos estampando, como num borrão vermelho, os arredores da minha nuca e dos meus seios. Mas, apesar de não ter na minha pele nenhum registro após sua partida, ainda lembro-me dos seus dedos me puxando firmemente pela cintura, ainda sinto seus beijos quentes na minha boca, os quais foram, deliciosamente, depositados enquanto você me possuía sem quaisquer sutilezas. Leia mais

02/02/2017

Categoria: Contos

Mensagens subliminares.

E, de repente, meu celular vibrou, fazendo meu coração acelerar feito um carro de Fórmula 1. Peguei o aparelho em uma fração de segundo, só pra ver de quem era a mensagem dessa vez. Meus olhos, esperançosos, desejaram ler seu nome. Meus olhos, satisfeitos, festejaram a vitória. Era você, e seu característico “bom dia” sem muitas palavras: Leia mais

20/01/2017

Categoria: Contos

Querer você é estar a um palmo do precipício.

Ele aproveitou que estávamos a sós, para checar de perto o meu estado. Parece que o meu sorriso amarelo não o convenceu no nosso último encontro acidental. Aliás, não convenceu nem a ele, nem a mim, nem ao grupo de amigos que nos observou, trocando olhares melancólicos, na ocasião.

— Quero saber se você está bem. – ele inquiriu, me observando com aqueles olhinhos brilhantes do gato do Shrek. Leia mais

17/01/2017

Categoria: Contos

Seu eterno Romeu.

A bateria do celular já estava acabando, mas eu precisava dizer pra ela como eu estava me sentindo. O tempo que ela tinha me pedido pra pensar, pra mim, já tinha sido suficiente, e por isso, insisti em perguntá-la:

— Tem certeza que você quer mesmo ficar longe de mim? Leia mais

Categoria: Contos

Meu eterno Romeu.

Ouvir sua voz, mesmo que através do celular, entrecortava meu peito. Eu tinha que fazer o certo. Eu precisava ser forte.

— Tem certeza que você quer mesmo ficar longe de mim? – disse ele com uma voz rouca, o que me fez rebobinar nosso filme em minha cabeça. Suspirei, mordendo o lábio inferior. Eu não podia deixar aquela maldita lágrima cair. Leia mais

04/01/2017

Categoria: Contos

Alguém me contou: a história de Nathália*.

“Era 31 de dezembro de 2015. Nem parece que se passou tanto tempo. Naquela noite, eu estava deslumbrante. Logo eu, tão acostumada com meu papel de menina, naquele fim de ano, me olhei no espelho e me senti uma mulher irresistível. Havia um rasgo insinuante na minha saia longa, que ora deixava minhas pernas à mostra, ora as escondia. Havia o vermelho provocante da minha roupa, das minhas unhas recém-pintadas, da minha boca. Havia meu perfume doce que se espalhava em meus cabelos longos e afirmava a minha personalidade. A menina inocente, definitivamente, havia mudado no dia 30 daquele mês.

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21/12/2016

Categoria: Contos

Amizade Colorida: meu futuro melhor amigo.

Apesar de estar triste pela certeza de que passaríamos todos aqueles dias distantes, ao mesmo tempo, eu estava saboreando uma felicidade rara, pois, foi uma das poucas vezes em que senti no abraço dele, a verdadeira promessa de vê-lo de novo, tão logo possível fosse. E o que seriam vinte dias diante dos meses que passei suportando sua ausência sem qualquer expectativa?  Leia mais

20/12/2016

Categoria: Contos

Nossas impossíveis férias de verão.

Propositalmente, cheguei dois minutos atrasada. Posterguei minha chegada só para ver a reação dele ao me ver passar pela porta, só para sentir o seu nível de expectativa aumentar com o desenvolver de cada passo meu. Cheguei ao local combinado e lá estava ele: de costas, postura distraída, fingindo grande tranquilidade, quando, na verdade, dava pra perceber pela sua frenética batida de pés, a angústia para me ver de novo. Logo. Com urgência.

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15/12/2016

Categoria: Contos

Pergunte a ele.

Deitei sob o peito dele, enquanto ele acariciava, com as pontas dos dedos, minhas costas já despidas. Nos entreolhamos por um breve instante, fazendo aquele momento de intimidade parecer o último entre a gente. E talvez fosse. Aquilo que sentimos desde o primeiro dia em que nos olhamos acanhados, transformou-se, com o nosso enlaçar de dedos, em algo só nosso. Algo estranho, mas particularmente sincero. Era como se naquele entardecer tudo voltasse a ser como antes. Ou, ainda mais: era como se a gente se conhecesse desde sempre.  Leia mais

14/12/2016

Categoria: Contos

Só mais cinco minutinhos.

Sem qualquer expectativa, fui checar as novidades diárias no celular, nem imaginando que ele estivesse entre elas. Mas ali estava: seu nome difícil, seu sorriso aberto e sua costumeira foto de camisa vermelha. Há vinte minutos, uma única frase esperava para ser lida, esta talvez, redigitada mais de cem vezes pelos seus dedos indecisos.

Assim, ele escreveu: “precisamos nos despedir”. Leia mais

07/12/2016

Categoria: Contos

Bigorna. (+16)

Estava um clima pesado, um peso quase insustentável. A gente até que tentava impor, a todo custo, uma relação puramente amistosa entre nós, só para disfarçar um sentimento gritante que seguia em outra vertente. Entretanto, chegou um momento em que nem a distância conseguia nos apartar daquela situação. Leia mais

27/11/2016

Categoria: Contos

Um amor feito de luz: manicômio

Aparentemente, mantive minha espera em segredo. Visivelmente, eu era alguém segura de um futuro que me parecia óbvio e certo. Por fora, eu era uma lady fazendo ioga na beira da praia, rosto esbanjando sorriso e serenidade. Por dentro, contudo, me vi uma velha ranzinza correndo no pátio de um manicômio, arrancando os últimos cabelos brancos que me restavam. Leia mais

Categoria: Contos

Um amor feito de luz: emergência.

Já no final de semana, meu coração não mais cabia em mim. A última vez que o vi tão acelerado foi quando pulei de pára-quedas no meu último pesadelo. Meu quarto vazio se transformou em uma cortina vermelha, prestes a se abrir. Garganta seca, braços trêmulos, transpiração fora do comum. E eu, enfim, decidi que, ao invés de ir dormir, tinha que falar com você ali, agora. Eu não podia mais esperar. Leia mais

Categoria: Contos

Um amor feito de luz: espera e silêncio.

Depois daquela tarde de quarta-feira, o que era rabisco virou desenho pronto, e o que era paz e quietude, tornou-se uma espera aflitiva por algum sinal ou retorno. Foi involuntário. Qualquer ligação era você. Qualquer batida na porta poderia ser alguém pra quem, nem sequer, eu havia passado meu endereço. Leia mais

Categoria: Contos

Um amor feito de luz: abraço de palavras.

E naquele nosso encontro quase-acidental, no nosso esbarro genuíno de destinos, me senti acolhida por seu abraço de palavras. Você me deixou essa impressão especial de algo que só acontece de vinte em vinte anos, como um cometa que passa e some, e só por isso, não quis te perder de vista.
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Categoria: Contos

Um amor feito de luz: onde, quando e por quê?

O tempo é irrelevante. Trocaria uma década por dez dias, se fosse preciso para viver intensamente um sentimento, mesmo que imaginário. Só faz pouco mais de dez dias que eu realmente me dei conta de você, como ser humano e isso foi uma descoberta singular. Fora de todo aquele estereótipo que te cobre de estilo, não mais te percebi como “superstar”, tampouco como alguém por quem qualquer adolescente morreria de amores. Leia mais

Categoria: Contos

Um amor feito de luz: boas-vindas

Um novo mês se abriu. A passagem do tempo ainda pouco me importava. Sem qualquer outra pretensão, minha vontade esperou até o décimo dia do calendário para poder chegar mais perto. Despreocupada e disposta a ser mais uma na sua longa lista de mundos alheios, te fiz um convite e deitei no sofá. Me distraí por um momento, e… surpresa! Você me respondeu antes mesmo de eu pegar no sono. Leia mais

Categoria: Contos

Um amor feito de luz: anonimato.

Luz fraca, fumaça, suor. Alguns meses se passaram antes ocorrer um novo encontro. Não demorou muito para conseguir resgatar seu rosto da minha memória, e, ao lembrar de você, resolvi prestar atenção nos detalhes. Da parte de baixo, dava pra ver seus dedos habilidosos dedilhando um instrumento que mais parecia pertencer ao seu corpo. Leia mais

Categoria: Contos

Um amor feito de luz: princípio.
Gosto de relembrar sempre o começo, pra ter certeza da hora certa do meu tropeço e superação. Assim, se eu me machucar de verdade, saberei que sou eu mesma, o grande motivo e a única salvação. Parece que te vi pela primeira vez, faz muito tempo, pois até o momento, contar o tempo pouco importava pra mim.

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Categoria: Contos

Um amor feito de luz: Rebelião

Há alguns momentos da vida, em que ressurge uma rebelião aqui dentro. Dessas que não há síndico, que não há exército que possa controlar. Dessas que começaram quando eu tinha quinze anos e, vez em quando, chegam para me arrancar suspiros. Leia mais

Categoria: Contos

Vulnerável: pobre menina de sorte.

“Nas raras vezes que Henrique falou dela, imaginava que ela fosse tão magnificamente linda como ele. Pele, corpo e peitos incrivelmente atraentes. Pensei que fosse loira, sensual e refinada. Nada contra loiras sensuais, mas, simplesmente, pensei que ele elegeria alguém assim para ser a sua futura rainha. Leia mais

Categoria: Contos

Vulnerável: minha nova escola.

“Após perceber que eu fui, praticamente, engolida pelas dimensões do banco em que estou sentada, ele sente a necessidade de explicar o porquê de ter um carro tão grande. E tão bem equipado. E, indubitavelmente, tão caro. Apesar de não querer saber como ele prefere gastar seu dinheiro, me inclino para ele, para ouvir sua história, na expectativa de aprender um pouco mais sobre sua vida. Ele virou a minha nova escola.
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Categoria: Contos

Vulnerável: sob controle.

“Conforme combinado, ele dirige para um lugar qualquer, e eu, tento parecer tranquila e nem um pouco ansiosa ou com medo, apesar de estar nos meus olhos a evidência gritante desses sentimentos. Por isso, só faço contato visual se for extremamente necessário. Leia mais

Categoria: Contos

Vulnerável: ela.
“Enquanto ele ainda está ajustando suas coisas na mala do carro, dou uma rápida espiada e me sinto mergulhando, um pouco mais, em sua secreta intimidade. Acho que assim como as casas, os carros dizem muito sobre seus donos.

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Categoria: Contos

Vulnerável: o castelo e o príncipe.

“Com dois bipes, ele destranca seu carro, e antes de se dirigir para o lado do motorista, ele decide abrir, rapidamente, a porta do carona para que eu possa entrar primeiro. Agradeço com um leve sorriso, mas ele permanece sério, pois não quer dar na cara que é um verdadeiro cavalheiro. Leia mais

Categoria: Contos

Vulnerável: escombros.

(…) –Você me encanta, – disse Henrique, com os olhos cheios de sinceridade.

Ele continua dirigindo e eu observo que do lado de fora, a noite já se faz presente. Está escuro e o céu está sem estrelas. Lá fora está muito diferente do que acontece dentro de mim agora. Meu coração acaba de chegar ao Japão no momento exato que o dia amanhece. Os raios do sol aquecem meu corpo, tal como aquelas palavras de Henrique.
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26/11/2016

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: busto grego.

“Senti o seu magnetismo chegar mais perto de mim, quando, de repente, nossas órbitas se cruzaram como num raio potente. Este foi o momento da “ansiedade em se aproximar”. Seus olhos verde-água, redondos e pequenos, mas irresistivelmente intensos, até que tentaram contrafazer o brilho efusivo daquela lua cheia. Além disso, o seu sorriso (…). Há muito tempo não via algo parecido. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: frequência afetiva.

“(…) Acho que todas as pessoas, lá no fundo, têm um girassol plantado. A diferença é que muitos sabem e lidam com a sua existência de forma tranquila; outros, no entanto, desconhecem ou ignoram seus efeitos. O girassol, nada mais é, que uma metáfora para representar a nossa frequência afetiva. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: chuva de solidão.

“(…) Entrei no carro. Começou a chover torrencialmente e eu, pelo vidro fechado, me distrai ao observar os pingos de chuva que molhavam o caminho até minha casa. Chovia dentro de mim também, e o girassol apreciou, calado, esta chuva de solidão. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: decisão final.

“Um carro do lado de fora, abaixou os faróis e buzinou. Entendendo que chegava a hora de partir, me levantei da cadeira, e um ar melancólico se instalou naquela cafeteria. Olhei para ele. Dez segundos de silêncio, uma eternidade. Ponderei que, para o nosso bem, era melhor voltarmos à estaca zero, e encerrar aquele contato contínuo, de uma vez por todas.

Categoria: Contos

Efeito Girassol: empatia.

” (…) Queria ter tido mais tempo para fazê-lo entender as minhas próprias teorias. Queria ter um jeito de conseguir explicar algo intocável. Mas, como naquela noite eu só tinha pouco mais de cinco minutos para conversar, tentei, injustamente, resumir aquilo tudo que senti nas últimas semanas. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: eu me importo.

“(…) Me surpreendi ao chegar e encontrá-lo, sentado sob a luz da semi-penumbra, meditando sozinho em uma das mesas da cafeteria. Não havia nenhum souvenir em suas mãos. Sente-se, – ele disse com um sorriso apreensivo, e completou, sem mais delongas: depois de alguns dias sem falar com você, confesso que senti sua falta. Aliás, ainda sinto. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: o que há em mim.

 

“Certa noite, me flagrei lendo o trecho final da última carta que enviei para o Otávio:

(…) A flor de girassol significa felicidade, e acho que isso tem muito a ver comigo. A cor amarelada de suas pétalas simboliza calor, lealdade e entusiasmo, refletindo a energia positiva do sol. Mas, nem sempre os meus dias são ensolarados. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: a usurpadora de sentimentos.

“Em uma conversa com meu íntimo, reparei que precisava refletir o rumo da nossa peculiar “relação”, que começou com e-mails formais, se desenrolando para calorosos bom dias, até chegar às conversas telefônicas infindáveis e, posteriormente, à necessidade viciante de receber aquelas cartas com envelope azul. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: riscos.

“Mesmo o Otávio dizendo pra mim, em letras garrafais, que a minha espontaneidade j-a-m-a-i-s foi por ele mal interpretada, eu acendi o alerta e brequei. Faltavam três semanas para a viagem dele acabar, e eu resolvi, sem maiores explicações, parar de responder às cartas enviadas por ele. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: o envelope azul.

“Assim que cheguei em casa e pude me certificar de que eu estava sozinha, abri aquele envelope azul e de tamanho mediano, quase intimidador, podendo avistar que dentro dele havia um papel branco, milimetricamente dobrado ao meio. Peguei-o com certa aflição, desdobrei-o, e passei os olhos, rapidamente, em um texto impresso. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: a primeira carta.

“(…) Mais uma semana se passou, sem que eu tivesse notícias do seu paradeiro; Eu escondia a minha inquietação, tentando concentrar meus pensamentos, apenas no trabalho. Senti um frio por dentro: Otávio Maia não se importava tanto assim comigo. Pelo menos, era o que eu achava, com o meu jeito melodramático de ser.

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Categoria: Contos

Efeito Girassol: a arte do encontro.

“(…) Fiquei ali, como um detetive disfarçado, analisando suas ações. Ele virou, e notei sua feição atinada, e eu diria até, introspectiva. Quase voltei atrás, mas quando observei que ele também olhou fixamente pra mim, mudei de ideia. Era tarde demais. Fui pega no flagra o observando, e ia parecer muito estranho se eu, de repente, desse meia volta. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: inofensivo.

Era feriado, e já que eu não tinha maiores planos para aquela tarde, sai de casa decidida em fazer algo novo: conhecê-lo. Eu, com a minha mania de descobridora-dos-sete-mares, não me contive e fui a sua procura.

Ai, meu Deus. Pensei comigo. Essa mania já me arrastou para o fundo do poço e já me levou às más interpretações, mas o Otávio Maia, bem, ele não era como os outros. Ele parecia inofensivo

Trecho do Texto “Efeito Girassol”.

Categoria: Contos

Efeito Girassol: jeito tímido.

“(…) Otávio parecia à vontade, embora tímido e contido demais, contrastando com meu jeito serelepe de ser. Mas era o seu jeito que me fazia ficar mais perto, e eu simplesmente o admirava.”

Trecho do Texto “Efeito Girassol”.

25/11/2016

Categoria: Contos

Efeito Girassol: cumplicidade.

 

“(…) Certo dia, Otávio me mandou um e-mail e eu achei muito curiosa a forma que ele escrevia: cheio de pompas e formalidades, algo típico de uma carta enviada ao Rei de Portugal no século XVIII. Leia mais

Categoria: Contos

Efeito Girassol: culpa.

(…) “Eis aí o meu problema de sempre: eu tenho o poder de atrair algumas pessoas pra perto de mim”, refleti um tanto arrependida, olhando um girassol murcho através da janela do meu quarto. Parei de regar aquele caco de flor desde a última vez em que nos vimos, e acho que, assim como Otávio, eu não gosto mais de girassóis como antes. Leia mais

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: invasor de corações.

 

“No último suspiro, você se afastou lentamente de mim, olhos nos olhos, sua mão ainda em minha nuca, e eu repeti por dentro, 257 vezes:

eu.quero.mas.não.posso.te.beijar.

(…) Providenciei trancar meu beijo às sete chaves, fechar as minhas portas e janelas, e instalar alarmes no meu corpo que pudessem me indicar a possibilidade de um ladrão-de-beijos se aproximando.

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Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: memória cheia.

 

“E eu que pensava em não escrever mais nada sobre nós dois, e encerrar num ponto final, a nossa felicidade, acabei reiniciando todo o momento eclíptico. Isso me fez querer organizar um amontoado de pensamentos que inundaram minha mente, tão logo depois que você foi embora, de verdade. Leia mais

Categoria: Contos

Ponto Gê: nunca mais, eu mesma.

 

“Um, dois, três segundos. De repente, tudo que eu acreditava ser, foi destruído. Existe a possibilidade de apagar uma tatuagem feita erroneamente, sem doer? É possível pôr fim em um profundo cálice de dor? Todo esse tempo, digo, essas mais de duas décadas, provei orgulhosamente para todos, a pessoa certa que eu sempre fui (e seria). Leia mais

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: ambição.

 

“Se fosse permitido desejar o que você estaria pensando naquele exato momento, eu seria um tanto ambiciosa se imaginasse que, assim como eu, você também estava com saudades do que nunca poderia ter?”

Camila Barretto.

Trecho do Texto “11 Dias Depois de Você”

Categoria: Contos

Crônicas de Abril: dentro das palavras.

 

“Terminar essa história é muito difícil pra mim. Sem grand finalle, sem conclusões definidas, sem entregas físicas para se lembrar depois. (…) O meu maior desejo de todos é de permanecer em sua história, deixando o melhor de mim e mostrando que o inesquecível se encontra no calor da alma e não naquilo que se exprime fisicamente. Leia mais

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: mar de amores cafajestes.

 

“Vi que o seu coração não estava despedaçado como o meu, e se estava, era quase que um arranhão imperceptível. Mesmo assim, não me importei tanto em estar em posição de desvantagem com relação ao que você sentia; Apesar de você ter criado um tsunami em minha vida, eu, apenas fui uma ondinha mínima no seu mar de amores cafajestes. Leia mais

Categoria: Contos

Crônicas de Abril: feriado nacional.

 

“Lá estava você: jeans, camiseta e muito charme. Sorri. Quando te vi, o meu estado de espírito se acalmou. (…) Vi-me cometendo um crime doloso, totalmente intencional. Fugi de tudo. Você desregulou o meu relógio, e na verdade, senti uma vontade imensurável de quebrá-lo em mil pedaços e decretar um feriado nacional naquele dia. Leia mais

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: mãos do destino.

“Assim, como nas escrituras de um ser superior, eu acredito em um destino. Antes mesmo de te conhecer, as mãos que delineiam os nossos caminhos, já rabiscavam alguma forma para nos colocar frente a frente, mesmo que para isso, precisassem nos arrancar, abruptamente, de um caminho que tanto nos esforçamos em seguir sóbrios”

Camila Barretto.

Trecho do Texto “11 Dias Depois de Você”.

Categoria: Contos

Crônicas de Abril: incontrolável covardia.

 

“No dia seguinte, voltou à minha mente a curiosidade de saber por onde você andava (…) e quem sabe arriscaria algumas perguntas do tipo: oi, como vai?. Me senti péssima, e até um tanto boba ao saber que não tinha muitas boas coisas pra dizer, e ainda muito pior por não ter a coragem de chegar até você para arriscar uma mísera pergunta. Leia mais

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: não-querer.

Já faz quase uma semana sem estabelecermos, sequer, um mínimo contato, e isso me faz pensar, às vezes, que você não quer falar comigo, da mesma forma que eu não quero falar com você. Mas será que o meu não-querer significa realmente o mesmo que o seu? Leia mais

Categoria: Contos

Ponto Gê: sensações.

“Ao chegar, notou que eu estava sozinha no meio daquela multidão e elogiou meu vestido de forma sorridente, dizendo o quanto eu estava encantadora. Sem nenhum medo, me perguntou aos ouvidos: o que você sente agora? O que você sente ao me ver? Leia mais

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: 140 km/h.

 

“(…) antes mesmo de sair de casa, a vontade de te olhar de novo já me consumia de um jeito que me dava medo. Um fogo gelado derretia, sem pena, o suor em minhas mãos. Sentia uma leve dor no estômago, como se eu estivesse subindo a maior montanha russa do mundo. Leia mais

Categoria: Contos

Crônicas de Abril: gente como você.

“As nossas primeiras palavras trocadas foram suaves e bastante amistosas. Gostei da sua educação. Gosto de gente educada, gente arguciosa e que fale de tudo, sem limitações, rodeios ou preconceitos. Eu gosto de gente, mas claro, gosto cem vezes mais daqueles que me fazem sentir bem”.

Camila Barretto.

Trecho do Texto “Crônicas de Abril”.

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: caixa de lembranças.

“Sabe, queria mesmo ter tirado uma fotografia nossa para registrar, pra sempre, aquela noite inusitada. Olhando para a parede com uma gravura em estilo vintage, imaginei que, quando eu estivesse com noventa anos, desfalecendo em um leito de hospital, meus bisnetos me trariam uma caixa de lembranças de toda a minha vida, e lá estaria nossa foto em um papel rabiscado e já amarelado pelo tempo: dois jovens sorrisos, olhares brilhantes, uma possibilidade de amor nunca concretizado.  Leia mais

24/11/2016

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: mais uma dose.

“Depois de todos aqueles remendos, eu estava, finalmente, me sentindo quase pronta pra outra. Mas eu fui alertada pelo meu ego interior a ser mais prudente dali em diante.

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Categoria: Contos

Crônicas de Abril: monólogo íntimo.

Não havia explicação, necessidade ou desculpa para te reencontrar, apenas vontade de vê-lo de perto e saber o que realmente denotava aquela expectativa surreal. Leia mais

Categoria: Contos

Crônicas de Abril: limite.

 

“Como um cavalo teimoso, o meu cérebro, mais do que nunca, mostrava-se autossuficiente em suas decisões (…). Senti que ali, a minha vulnerabilidade aproximava-se do limite. Descobri-me como, mulher e antes de tudo, como ser humano.”

Camila Barretto.

Trecho do texto “Crônicas de Abril”

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: abandono.

 

“Naquela mesma noite, nos encontramos rapidamente, e só mais uma vez, uma última vez, quis ter você do meu lado. No entanto, era perceptível que estávamos, mais do que nunca, em mundos opostos. Eu, com certeza, estava no mundo da lua. Leia mais

Categoria: Contos

Ponto Gê: o olhar oposto.

 

Tempos atrás, não lhe desejava mais do que um ombro amigo. Atraía-me pelo seu porte sim, mas o adorava muito mais pela sua inteligência sagaz incutida em tamanho resguardo. Leia mais

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: alegria secreta.

 

“Enquanto, com um olhar curioso, eu me levantava para pegar o celular do outro lado do sofá, lembrei-me, risonha, daquelas músicas que exprimem a ansiedade em receber uma ligação da pessoa amada. Antes mesmo de visualizar o nome da tal pessoa que me procurava, mesmo sabendo que poderia, de novo, me decepcionar com a minha fértil imaginação, permiti passar pela minha cabeça que, dessa vez, poderia ser você. Leia mais

Categoria: Contos

11 Dias Depois de Você: dia do silêncio.

“(…) Aquela madrugada não foi fácil pra mim. Nada de bons sonhos. Me senti desamparada do outro lado da cama, e acordei com a sensação de não ter dormido nada. Levantar foi quase impossível. A cabeça doía, e tudo dentro de mim chacoalhava. Leia mais

Categoria: Contos

Crônicas de Abril: luz de diamantes.
“Posso até esquecer-me de alguns ínfimos detalhes, mas nada, nada me fará esquecer o brilho dos seus olhos naquele dia. Só em falar neles já não lembro se era manhã ou tarde, ou nem mesmo o que falei ou deixei de falar ao te ver naquele momento.

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Categoria: Contos

O Garoto Exótico: pleno interesse.

“Seria muita sorte ou um sinal muito forte, se o visse em duas noites consecutivas. Embora achasse que esse fato era quase impossível de se tornar concreto, permanecia no seu interior, o desejo de trocar mais algumas palavras com ele. Leia mais

10/11/2016

Categoria: Contos

Obrigada por permanecer.

25 de junho. O que estaríamos pensando há exatos dez anos, neste mesmo mês de junho? Tenho certeza de que o seu nome estaria em meus pensamentos, e estou certa também de que, assim como hoje, eu te consideraria uma das pessoas mais notórias que já conheci. Sorte minha que eu sempre te quis bem, e, só por isso, te deixei ir, mas nunca te apaguei de mim. Leia mais

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