Dilemas e Saudades
20/10/2017

Categoria: Crônicas

Se você fosse meu.

Se você fosse meu, minhas coisas já estariam no seu carro. Sua escova de cabelo guardaria os meus fios castanhos, meu vidro de perfume estaria ao lado do seu, e meu pijama surrado moraria debaixo do seu travesseiro. Se você fosse meu, nossas fotos estariam enfeitando minha estante, a gente escolheria o nome dos nossos filhos, e você tropeçaria em meu chinelo quando acordasse de manhã. Você me ligaria com a voz de sono apenas pra me dar “bom dia” num domingo qualquer. Leia mais

23/09/2017

Categoria: Crônicas

Meu jeito estranho de gostar de alguém.

Eu sou assim mesmo, não repare a bagunça. Sou meio louca, boba e dramática quando estou perto de quem amo. Não sei ser insossa. Não sou boa em disfarçar sentimentos. Se eu sentir ciúmes, posso até ficar calada, mas você saberá pelo meu jeito nervoso de mexer no cabelo. Se eu sentir desejo, vou parecer um animal selvagem seguindo os instintos. Mas se eu sentir uma paixão arrebatadora, meu corpo gritará em silêncio e contará todos os meus segredos. Eu quero o copo meio cheio e nunca meio vazio. Eu não gosto do meio termo e você bem sabe disso.  Leia mais

17/04/2017

Categoria: Crônicas

Sinto falta do que nunca tivemos.

Sabe do que eu mais sinto falta? De uma tarde na beira da praia, um cinema num domingo de chuva, eu dormir no sofá da sua sala e acordar bem no meio da sua cama. Me faz falta cozinhar as panquecas que você tanto ama e receber sua ligação no final de semana perguntando se eu cheguei bem em casa. Me faz falta te vencer no videogame e tirar um cochilo em seu colo enquanto você insiste em me paquerar. Me faz falta seu carinho sem restrições, seu selinho na despedida, você segurando a minha mão, nossos dedos a se entrelaçar. Leia mais

16/04/2017

Categoria: Crônicas

Um ano pensando em você.

Parabéns! Esse é seu saldo atual: trezentos e sessenta e cinco dias, doze meses e mais de cinquenta textos escritos em sua intenção. Uma dúzia de encontros apressados, dezenas de beijos apaixonados, diversas noites em que você visitou os meus sonhos. Centenas de mensagens apagadas e alguns abraços apertados. As horas da minha semana. Uma música pra você chamar de sua. Meu coração partido ao meio, a metade do meu coração que te pertence. Leia mais

10/04/2017

Categoria: Crônicas

Por que sentir saudade?

Essa noite sonhei com você.

Era final de tarde e da porta dava pra ver resquícios de um sol que acabava de se pôr. De um jeito despojado, você estava encostado numa parede de uma sala quase escura. Quando cheguei mais perto, seus braços me puxaram e envolveram meus ombros hesitantes, e eu pude sentir a palma de sua mão descendo pelas minhas costas. O seu riso de moleque arteiro logo corrompeu meu jeito de garota inocente. As pessoas passavam olhando, mas nenhum julgamento me incomodava. Apesar do medo explícito que fazia acelerar meu coração, estava mais do que evidente a nossa conexão. Meu nariz arquejava a poucos centímetros do seu rosto e seus olhos aventureiros, mergulharam de cabeça nos meus. Tenho quase certeza que depois disso nos beijamos e isso me fez esboçar um imenso sorriso. Teria certeza maior quanto aos detalhes desse beijo se tudo não tivesse passado de um sonho, em que eu acordei contra minha vontade, transbordando de angústia. E saudade. Leia mais

06/04/2017

Categoria: Crônicas

Bem vindo ao meu porão.

Dentro de cada pessoa existe um porão secreto, onde sempre vão se encontrar caixas de medos, poeiras de vícios e o escuro da culpa. Todo coração tem um quarto bagunçado, onde habitam os erros de um passado, nem sempre tão distante. E não adianta me convencer do contrário. Leia mais

05/04/2017

Categoria: Crônicas

Deixa eu criar expectativas, deixa eu sonhar com os pés no chão.

“Aprenda a não precisar de ninguém”,
“Melhor ser surpreendido do que ser decepcionado”,
“Crie poucas expectativas e espere menos das pessoas.”

Essas frases que circulam diariamente nos feeds de notícia e atualizações de status me dão medo e até certa aflição. Essas frases que são repetidas constantemente pela geração do “tanto faz”, são representadas com frieza, dia após dia, nos palcos da vida e dos relacionamentos interpessoais. É claro que seguindo à risca a receita que essas frases propõem, as pessoas tendem a se decepcionar muito menos. Mas isso, paradoxalmente e por si só, já é decepcionante.

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29/03/2017

Categoria: Crônicas

Deixa eu te pedir um favor?

Deixa eu te pedir um favor? Não vem me fazer de boba. Me deixa quietinha em meu canto. Continua fingindo que eu não existo, continua sem mandar mensagem alguma. Não confunde minha cabeça aparecendo depois, de surpresa. Eu não quero você, de repente, pra bagunçar os meus planos. Faz a gentileza de sair do meu peito e devolve a chave que eu te dei um dia. E não se atreva em querer entrar depois que eu trancar meu coração. Leia mais

28/03/2017

Categoria: Crônicas

Desejo inocente.

Hoje, de um jeito diferente, quero matar um inocente desejo. Deita em meu colo, se aninha em minhas pernas, fica quietinho. Relaxa seu corpo, sua mente, seu coração. Fecha os olhos. Esqueça o barulho da vida lá fora, e permita, aos poucos, a chegada do nosso silêncio. Deixa eu ter a sensação, mesmo que efêmera, de que você me pertence por inteiro. Quero apreciar a vista daqui do alto, guardar essa imagem bonita na lembrança, fazer desse momento o meu cartão-postal. Quero, agora, transformar os meus olhos num mirante. Leia mais

23/03/2017

Categoria: Crônicas

Ele é bonito em pequenos detalhes.

Ele seduz sem sentir e não sabe disfarçar o que sente. Quando ele fica sem graça, aperta os olhos e sorri meio de canto, e usa uma tática infalível de mudar de assunto toda vez que quer fugir da discussão. Enquanto eu sou silêncio e poesia, ele é piada engraçada, ele é assunto que não acaba mais.    Leia mais

10/03/2017

Categoria: Crônicas

Nesse meio tempo.

Na primeira vez em que ele voltou atrás de um encontro que havíamos marcado, eu presumi que eu nunca iria estar, de fato, dentro dos seus planos. O que doeu mais naquele dia, talvez, foi a sensação de que ele havia esquecido do nosso compromisso. Após ter sido tomada por um azedo sentimento de desengano, me senti frustrada: por ter sido capaz de cancelar qualquer coisa só para estar com ele; por ter contado os dias para vê-lo de novo. E o mais importante: por tê-lo colocado como uma prioridade em meus planos. Algo que, evidentemente, ele não havia feito por mim. Leia mais

07/03/2017

Categoria: Crônicas

Eu não fui fácil, fui sincera.

Quando se trata da nossa história complicada, posso até me arrepender de algumas coisas que não fiz: de não ter te visto mais vezes, de não ter te roubado um beijo na chuva, ou de, em alguns momentos de dúvida, não ter segurado sua mão. Coisas que, na verdade, não dependiam só de mim. Mas nunca, – felizmente, nunca – me arrependerei por ter jogado limpo com o meu e com o seu coração. Eu nunca ficarei com dúvidas se, de fato, fui totalmente sincera com minhas vontades e sentimentos. Se você me queria, e eu queria você, por que me fazer de difícil? Pra você, eu me entreguei facilmente, ponto e fim. Leia mais

02/03/2017

Categoria: Crônicas

Eu não quero te cobrar nada.

— Eu não quero te ter de forma exclusiva. Eu só preciso, de alguma forma, ter você. – sussurrei pra ele, enquanto procurávamos um lugar vazio pra sentar. Meu olhar trepidava em chamas.

Com um sorriso contido, a pele levemente arrepiada, ele me olhou nos olhos, tentando, acima de tudo, se manter no controle da situação. Leia mais

27/01/2017

Categoria: Crônicas

Nossas histórias serão eternas.

Quando gosto muito de alguém, eu amo dar presentes. Gosto de fazer surpresas, de me fazer presente de maneira singular. Me recordo como se fosse hoje, dos primeiros dias em que tudo começou – e, lógico, fiquei encantada por você. Fui numa feirinha mais próxima e vi algo que você poderia gostar. Assim, já na primeira semana, em que eu mal tinha aprendido seu nome, eu comprei algo pra você não esquecer de mim. Naquela embalagem que eu te entreguei com as mãos trêmulas e um sorriso no rosto, eu enrolei de presente o primeiro pedacinho do meu coração, sabia?

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24/01/2017

Categoria: Crônicas

Streap-tease (+16)

Você já sabe o dia, a hora e o lugar. O que você ainda não sabe é o que eu vou provocar em você nesse dia. Já ensaiei os passos, escolhi o fundo musical. Você viajará para outra dimensão e eu vou fazer algo que eu nunca fiz. Ao som de Love on the Brain eu vou te enlouquecer, te seduzir. Dessa vez, será algo totalmente intencional. A um metro e meio de distância, você vai me admirar dançando de costas, de frente, devagarzinho… até o chão. Sim, olhe bem pra mim. Leia mais

19/01/2017

Categoria: Crônicas

O amor inconstante de um geminiano.

Apesar de ter um ímã para amores impossíveis, nunca tive paciência para amores inconstantes. Nunca tive calma com gente que não sabe o que quer. Desde muito cedo, sempre fui muito direta naquilo que eu sinto. Por isso, se quero de verdade, admito. Se não quero mais nada, assumo. Eu não fico nessa brincadeira de sumir pra ganhar tempo, porque pra mim, sentimento é coisa séria, é caso urgente. Leia mais

18/01/2017

Categoria: Crônicas

O motivo do nosso término foi a nossa paixão.

Em uma noite dessas, já no final do expediente, um amigo confidente me perguntou: — Por que vocês não estão mais juntos?

Por um momento, pensei em dizer o velho clichê de que não éramos tão compatíveis. Pensei ainda, em elencar todas as nossas possíveis dificuldades, mas percebi que esta seria uma explicação longa demais. Pode parecer esquisito, mas a resposta que eu encontrei foi: — O motivo do nosso término foi a nossa paixão. Infelizmente, eu e ele estávamos apaixonados. Leia mais

15/01/2017

Categoria: Crônicas

Quando você se apaixonar por outra.

Vai ser estranho quando não tiver mais jeito, quando essa brincadeira de adulto não tiver mais graça alguma. Vai ser estranho quando você for embora de verdade, trocar as chaves do seu coração e decidir não me deixar mais entrar – nem mesmo, pela porta dos fundos. Vai demorar pra cair a ficha quando você não me quiser mais, e quando sua ausência esporádica, se tornar, de fato, permanente. Leia mais

14/01/2017

Categoria: Crônicas

Nenhuma mensagem bonita substitui o valor de um encontro.

Escrevi uma mensagem bonita para explicar o quanto eu estava apaixonada por ele, mas precisava esquecê-lo. Escrevi uma mensagem porque temia olhá-lo nos olhos e morria de medo de evidenciar minhas emoções. Paguei o preço por ter tentando esconder minha fragilidade. Enviei um belo de um texto para explicar como eu me sentia, mas diante de um dilema tão complexo, ele não compreendeu porque escrevi oitocentas palavras se era para “dispensá-lo” no fim. Ele absorveu a frieza de uma conversa à distância, tanto que pensou que bastava eu ter dito: “suma da minha vida”.  Leia mais

30/12/2016

Categoria: Crônicas

Sou o incêndio que você ama. (+16)

Por dentro,
sou explosão de desejo.
Saudade corrosiva.
Vontade de te jogar na parede
e dominar seus instintos. Leia mais

18/12/2016

Categoria: Crônicas

Ele é indecisão.
Ele é uma fase de um jogo que não consigo passar.
Uma lacuna indecifrável que falta preencher nas palavras cruzadas.
A peça sumida de um quebra-cabeça.
Um vazio descabido no meu coração.
O assunto mal resolvido que assombra qualquer relação.

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10/12/2016

Categoria: Crônicas

As marcas que deixei nele, logo vão passar (+16)

Ele chegou no dia seguinte, posando de inocente, dizendo que tinha ido dormir no sofá. Me olhou como se eu tivesse total parcela de culpa daquele visível, e único, arranhão em suas costas. A verdade é que, para me defender, eu precisei atacar. Aquele arranhão com o cheiro do amor da noite passada foi dado em legítima defesa, numa autêntica vontade de me esquivar daqueles beijos que quase me privaram do ar. Leia mais

07/12/2016

Categoria: Crônicas

Monotonia Monogâmica: verdade ou ilusão?

É de praxe. Ele a acorda com beijos todos os dias. Faz o almoço de sempre nos domingos e não liga de lavar os pratos de segunda à sexta para que o esmalte dela possa durar mais. Ele não disputa o lugar na janela nas viagens, decorou o nome dos personagens de sua série favorita e descasca suas frutas, pois sabe que assim, ela irá comê-las sem reclamar.

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06/12/2016

Categoria: Crônicas

É melhor a gente parar por aqui.

Depois do seu último beijo capaz de me arrancar um suspiro deslumbrado, e, ao mesmo tempo, carregado de decepção, só tive forças para te olhar perplexa. Nossas promessas de amizade eterna foram quebradas, apenas com esse contato íntimo sem qualquer anuência da minha parte. Estávamos indo tão bem, o que será que aconteceu? Uma parte de mim foi pega de surpresa por não esperar aquela sua decisão tão espontânea, enquanto outra se decepcionou amargamente por já saber que aquele poderia ser o nosso último beijo. Leia mais

Categoria: Crônicas

Você não é mais problema meu.

Pra que vou decorar que sua data de aniversário é 28 de maio ou que você prefere macarrão a arroz? Por que saber que você tem a mania estranha de tomar chá sem açúcar num calor de trinta graus, e que seu sabor preferido é de camomila? Pois é. Não faz diferença o fato inacreditável de você não gostar de ouvir música no carro, e que sua paixão por futebol preenche sua agenda de domingo a domingo, porque, simplesmente, não há mais porque saber de tantos detalhes de sua vida. Leia mais

02/12/2016

Categoria: Crônicas

Medo do Reencontro Inesperado.

Após tantos dias sumida, ela foi naquele restaurante de sempre, mas, diferente das últimas vezes, temia encontrá-lo por lá. Com passos rápidos, semblante fechado, ela caminhou até o portão da entrada e olhou para todos os lados, desconfiada. Sempre conseguia disfarçar muito bem sua dor solitária, mas não naquele dia. Ela esqueceu suas máscaras em casa, mesmo que fosse melhor não usá-las. Ela não se sentia pronta pra lhe dar um sorriso convincente, nem para responder o conveniente “tudo bem”, logo após a inevitável pergunta de “como vai?”. Leia mais

Categoria: Crônicas

Agulha no Palheiro.

No pacote completo que dá forma ao seu jeito peculiar de ser, está a sua necessidade constante de esconder suas emoções. Dentro dessa fuga emocional, ainda ganhei de brinde a sua dificuldade imensa de falar o que sente. Sei que isso vai além do querer de uma pessoa, e perpassa aspectos humanos muito mais complexos que nem vou adentrar aqui. Mas eu percebi sua limitação desde a primeira vez em que você me deu sinais evidentes – e, ao mesmo tempo, imprecisos – de que queria me dizer algo, mas não sabia como. Desde então, passei a assumir o papel de “tradutora sentimental” da nossa efêmera relação. Leia mais

01/12/2016

Categoria: Crônicas

A gente ainda não terminou.

A gente não se vê como antes. Decidimos não mais nos beijar. Nunca mais. Agora, só aperto de mão e abraço de amigo, em último caso, se a saudade apertar. Chega de mensagem adocicada, convite pra se encontrar em meio à nossa confusão.  Chega de dizer que sim. Mas, apesar dos sinais de fim, a gente ainda não terminou.

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29/11/2016

Categoria: Crônicas

A decepção do não mal dado.

Cada vez que eu te vejo, eu me derreto. Eu cedo aos seus abraços apertados e carregados de intimidade. Eu rio das suas piadas de moleque criado na rua, eu viro um menino. Cada vez que eu te vejo, eu sei que pareço contente demais aos olhos de quem passa, quase uma euforia de um jovem embriagado. Esse é meu problema. Eu fico boba de tanta alegria, eu troco os passos. Leia mais

Categoria: Crônicas

Sorvete de Limão.

Tenho o meu lado ranzinza. Meu lado que não tolera cantada na rua, que se chateia com toalha na cama, e que reclama de som alto no domingo. Tenho meu lado mandão no relacionamento, que bate o pé quando quer alguma coisa, que diz ironia na hora da briga e que chora de raiva no meio da discussão. Tem hora que nem eu me aguento, mas que bom que esse é só um dos meus lados. Leia mais

Categoria: Crônicas

O que realmente importa no fim.

Vem cá. Me dá um abraço. Me mostra que podemos superar o fim como dois adultos. Para de desviar seu caminho toda vez que seu olhar passa por mim, não há motivos para tanto. Sabe, meu bem, você já foi tudo o que eu sempre quis. O meu desejo mais profundo toda manhã, o calafrio pelo beijo esperado, a agonia pelo reencontro. Mas já passou. Precisei fazer você passar. Leia mais

Categoria: Crônicas

Os cinco amores que eu nunca esqueci.

Há alguns meses, me perguntaram quantos amores eu já tive na vida, daqueles memoráveis, capazes de deixar rastros na poeira do tempo. Mesmo com a idade que tenho, prontamente me senti segura pra responder, aos suspiros. Ainda nem cheguei aos 30, mas já coleciono, com muito carinho, cinco amores dentro de mim.
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Categoria: Crônicas

Um roteiro de filme só pra ele.

Nos meses que se passam, me pego escrevendo um roteiro pra ele, na tentativa de dar um fim digno ao nosso começo intricado. Mas, a cada dia em que me empenho em registrar um novo capítulo, me vejo parada no meio, apagando e reescrevendo os desfechos que já julgava ter completado. Enquanto isso, não consigo focar em novos caminhos, em outros olhares.  Leia mais

Categoria: Crônicas

Posso até te esquecer, mas sua lembrança sempre existirá em mim.

Parei de contar os dias que tenho sem falar com você, como se os dias do meu calendário só valessem à pena se eu te encontrasse. Como se os dias em que passei sem você não tivessem razão, sequer, para terem existido. Parei de esperar que qualquer mensagem nova fosse sua, e de me preocupar se, por ventura, a gente se esbarrasse num desses encontros inesperados.

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Categoria: Crônicas

Primavera.

Ele é renovação, primavera que acabou de chegar. É meu reflexo no espelho da emoção, sentimento sem razão, coração exposto na mão. Ele é doçura nas palavras certas, atenção na medida exata, sinceridade madura no olhar. Ele é a flor que eu não estava esperando, e que o inverno, apesar de eu gostar tanto, nunca foi capaz de me dar.

Ele é a nova estação que promete me mudar.

Camila Barretto.

Categoria: Crônicas

Permissão: quando eu disse um “sim” pra mim.

“Como um cavalo teimoso, o meu cérebro, mais do que nunca, mostrava-se autossuficiente em suas decisões (…) Senti que ali, a minha vulnerabilidade aproximava-se do limite. Descobri-me como mulher e, antes de tudo, como ser humano.” (Trecho do texto Crônicas de Abril)

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Categoria: Crônicas

Eu quero que tudo não passe de um mal entendido.

Volta e meia, me pergunto se você ainda não captou a mensagem. Se você ainda não entendeu o que já deixei registrado, de modo tão explícito, em forma de olhares e declarações. Sim. Eu já me declarei em prosa, poesia e através de palavras tão fáceis de compreender. Já disse com todas as letras que sinto s-a-u-d-a-d-e, já demonstrei o meu desejo de te ver outra vez.

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Categoria: Crônicas

Fora do campo de batalha, em plena guerra.

“Na guerra, mata-se quem não se odeia, pra defender quem não se ama” (Julios D’Gales)

 Olhar receoso, feridas abertas, semblante cansado. Sou mais um soldado sobrevivente que está em busca da superação. Depois de tantas semanas sem novos ataques, eu realmente achei que tinha vencido mais um confronto, mas, pelo visto, eu estava completamente enganada. Aqueles dias de trégua e silêncio duvidoso foram só uma brecha que ele precisava para recarregar suas investidas. As chamas em mim já haviam sido controladas, mas ainda se via muito sinal de fumaça.

E onde há fumaça… Há um fogo que não se esquece e não se apaga.

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Categoria: Crônicas

Por favor, um minutinho da sua atenção.

Desculpa incomodar o silêncio da sua viagem, mas venho aqui, humildemente, te pedir um minuto da sua atenção. Eu não quero pedir muito, fique tranquilo. Eu não quero seu dinheiro, moço. Tudo o que eu te peço, não tem preço, tem que vir do coração. Leia mais

Categoria: Crônicas

O olhar que trai e nos atrai.

Vejo que o seu olhar é um ticket promocional para a terra das fantasias, um ingresso de acesso rápido para apenas alguns dias de entretenimento. Vejo que você quer se vender como uma atração de momento, e, com aquele seu olhar irresistível, sempre consegue bater suas metas de vendas. Você bateu sua meta comigo. Eu só queria saber se do seu parque de diversões perigoso, eu fui a menina mais inocente.  Leia mais

Categoria: Crônicas

O que tiver de ser, será.

Você me disse: “o que tiver de ser, será”. A última mensagem que você mandou pra mim, – e que eu fiz questão de apagar – tinha essa máxima que, em tantas outras ocasiões, já utilizei para me esquivar de tomar uma decisão. Uma frase que confia as nossas vidas à resolução incógnita do tempo, e que também costumo usar para coisas que não tenho pressa. Comprar uma casa na praia, viajar para a Austrália, ter um cachorro: são pequenos desejos, mas que passam longe de se tornarem, hoje, necessidades prioritárias. E, por não serem prioridades, não ando correndo atrás. Leia mais

Categoria: Crônicas

Jogo Virado.

Há algum tempo o descobri por aí e não dei muita importância. Ele quase passou por mim despercebido, não fossem seus notórios olhos que sorriam toda vez que me encontravam, não fosse, talvez, a jovialidade explícita em sua simpatia aconchegante. Ainda assim, e apesar de tudo, eu não ligava muito. Geralmente, me incomodo com olhares exacerbados, tal como eu fosse um pedaço de carne fresca numa selva de famintos, mas o dele era distinto, e até posso dizer, estranho. Tão estranho que me despertou uma curiosidade incontrolável de conhecê-lo a fundo. O olhar dele não era selvagem, indelicado como aqueles que quase sempre vêm acompanhados de irritantes assobios. Parecia mais com um galanteio afável sem dizer qualquer palavra, um carinho nos nós dos dedos, um fungado quente no pescoço que só de pensar, me arrepio. Leia mais

Categoria: Crônicas

A velha mania de falar o que sinto.

Contar o que sinto é uma velha mania que tenho de testar minha resistência, de selecionar o que realmente eu suporto ou aquilo que consegue ser inabalável às verdades. Despindo a verdade sem entrelinhas, me exponho para descobrir o quê, de fato, existe por detrás da cortina. Um dia lá, acordo e me canso de tanto teatro. Eu, especialista em devaneios amorosos, me enfado rápido em meio aos sonhos que invento, e, de um jeito premeditado (e, por vezes, desastroso), empurro meus sonhos quentes em um mar de água gelada, numa necessidade de provar, da forma mais brusca possível, que também sou capaz de mergulhar na realidade fria da vida. Leia mais

Categoria: Crônicas

Amor próprio: duas palavras, uma única solução.

Vejo o Amor Próprio como um pai presente e carrasco, daqueles que são essenciais para o nosso amadurecimento, mas que não passam a mão pela cabeça. Aquele pai que, sempre que necessário, repreende em um tom firme e nos coloca de castigo quando teimamos em acreditar em certas ilusões da vida. Leia mais

Categoria: Crônicas

O sorriso que me mata.

Sei que, no fundo, seu sorriso é um sujeito bondoso, pois, ao mesmo tempo em que me mata, consegue salvar meu dia. É o sorriso que pertence à moldura do seu rosto esculpido, que transborda seu contentamento pela minha chegada e que se atrapalha ao tentar esconder a timidez pelo meu encontro. Seu sorriso é o disfarce pela minha partida; às vezes, é enigma, máscara preta que não deixa revelar sua verdadeira identidade. Leia mais

27/11/2016

Categoria: Crônicas

Coisas pequenas que se tornam gigantes com ele

Vez ou outra, passo o dia sentindo os efeitos incômodos da miudez, com a impressão de que sou miniatura indefesa em uma terra de gigantes. Dizem que o amor é cego, mas, quando somos acometidos por um sentimento que assume, rápido demais, grandes proporções, passamos a enxergar o mundo de lupa. Tudo que aquela pessoa faz, por mais simplória e sem pretensões que seja, assume uma forma grandiosa dentro do nosso íntimo, e isso, inegavelmente, ao mesmo tempo em que nos apavora, nos encanta. Você já se sentiu assim, pequeno demais diante de alguém?
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Categoria: Crônicas

Didática da Sinceridade.

Eu já estava ficando cansada. Cansada de guardar o peso das minhas palavras escondidas, exausta por sua falta de didática ao me ensinar o seu significado. Na minha playlist, eu tinha acabado de inserir o hit “eu não imploro por amor”, se tornando, em menos de 24h, minha música preferida para encerrar um caso perdido. Pensei: vai ser melhor assim. Faltava pouco para pôr meus fones de ouvido e começar meu plano de fingir que nada aconteceu. Leia mais

Categoria: Crônicas

Escala Richter dos Apaixonados.

Sabe aquela sensação de que devorou sozinho um pote de sorvete inteiro e está arrependido — e completamente enjoado? Ou de que contou um segredo escondido e depois se deu conta de que aquilo estava sendo gravado e transmitido ao vivo? Ou ainda, a sensação de ter enviado, por engano, um e-mail revelador para o seu pior inimigo? Estou me sentindo assim por ter te mandado uma última mensagem naquela noite, aliás, de repente, fiquei assim por tudo que andei fazendo por você nas últimas semanas.
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Categoria: Crônicas

Mulher, a primeira bússola.

Um marinheiro nunca esquece sua primeira bússola, mesmo que, num errante momento, não faça ideia de como irá interpretá-la.

Nunca havia ficado assim: desnorteado. Antes daquelas belas curvas, eu sabia as rotas para os corações alheios, os atalhos para cada beijo roubado. Antes daqueles cabelos compridos, eu era o melhor marinheiro, traçando o caminho pra longe do mar de amor que me fragilizava.

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Categoria: Crônicas

O sentido da vida em três palavras.

Ela nasceu pequena, em mil novecentos e noventa. Cresceu no amor e virou mulher e, não resta dúvida de que se tornará uma nova mulher a cada dia. Igualmente, não há dúvida alguma do seu certeiro fim. A morte chega para todos, e é bom que seja assim. Leia mais

Categoria: Crônicas

Múltipla Escolha.

Às vezes, acho que a vida é feito uma prova, cheia de pegadinhas e armadilhas. Às vezes, termino o dia exausta, com a sensação de que não fui tão bem, e vou dormir com aquelas questões difíceis martelando na cabeça. Mas aí, já era! O tempo termina e o gabarito do dia precisa ser enviado ao Grande Mestre. As escolhas (das mais complexas às mais triviais) já foram feitas. A vida é uma prova que, quase nunca, permite rascunho e quase sempre, é uma questão de escolhas múltiplas. Leia mais

Categoria: Crônicas

 Amor Platônico de Esquina

O Bar estava fechando. Ele chegou com passos leves, feito um leopardo silencioso e faminto, de tal modo que, quase soltei um grito de susto, quando me deparei com sua presença repentina. Seu cabelo preto pendia na testa de um jeito casualmente desajustado, e sua camisa branca trazia um amassado característico de mais um exaustivo dia de trabalho. Entretanto, seu olhar era tão afetuoso como quem acabava de acordar de um sonho aprazível e sua necessidade de ser acolhido era mais do que evidente. Ele disse: “oi”, eu disse: “bem-vindo”.

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Categoria: Crônicas

O som da voz de quem se ama.

A melhor coisa em um amor recém-nascido é ter a chance, quase que “irrepetível”, de se deleitar, sem pressa alguma, em suas primeiras pegadas. Antes de qualquer toque, têm-se os primeiros olhares, os primeiros sorrisos, as palavras primárias. Palavras que chegam feito plumas em nosso ouvido e fazem cócegas de amor em nossos estômagos. Guarde essa sensação ímpar num baú, você pode precisar relembrá-la, um dia, quando sua alma estiver cansada demais para se sentir assim de novo.
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Categoria: Crônicas

Escritor, deus da imortalidade.
Como diz a sábia música que invade meu pensamento: “escrevo pra me livrar do tempo, do pouco, do medo, do mesmo e do que nunca me esqueço (…) escrevo pra suportar teu silêncio”. Leia mais

Categoria: Crônicas

Amor mal-esquecido.

Quando percebemos que um método não está funcionando, precisamos achar outra alternativa para fazer algo dar certo. E assim também devemos agir quando tentamos ensinar uma coisa difícil a alguém, mas ainda não conhecemos, suficientemente, suas próprias limitações.

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Categoria: Crônicas

Silêncio.

Frequentemente, me pego refletindo no tanto de coisas que eu penso. Reflito quantas vezes já imaginei mil palavras e fiquei calada ou disse, justamente, o contrário. Minha mente, como o olhar de muita gente, é desprovida de voz e reza calada os seus anseios. Leia mais

Categoria: Crônicas

Sem Final Feliz.

Quando penso que já falei de tudo, lembro que faltou mencionar aquela vez que te encontrei e preferi não contar nem para mim mesma. Ou que esqueci de explicar melhor um detalhe de um momento qualquer, que talvez, nem sequer, eu tenha vivido. Leia mais

26/11/2016

Categoria: Crônicas

Efeito Girassol: doces palavras.

“Dentre as coisas mais lindas que o homem já inventou, foi a carta. A carta, quando escrita com sentimento, é como o abraço: acalenta e não deixa espaços. A carta quando feita com carinho é como a saudade: faz lembrar e ser lembrado em sua integridade. Leia mais

Categoria: Crônicas

Basta sentir.

 

Dessas coisas escritas, dessas vagas lembranças, sempre haverá uma única certeza: em alguma parte da história eu me encaixo. Mesmo em algo fictício, eu me vejo em um detalhe, em alguma cena que nem mesmo foi contada. Mas não leve tudo a sério. Há coisas que não são pra ser julgadas. Apenas, sentidas.

Camila Barretto.

 

25/11/2016

Categoria: Crônicas

Met-ade de mim: o bem e o mal.

“(…) Metade do seu coração era grito e fúria, imaginação e obsessão que não a libertava do inferno em que estava inserida e que só a fazia sentir-se cada vez menor e mal-amada. Por outro lado, preferia a metade que sofria calada, que sabia da culpa, mas tentava desculpá-lo com todas as forças, pois ainda o enxergava como um ser humano submetido à erros e acertos. Leia mais

24/11/2016

Categoria: Crônicas

Um Anjo, um Destino: inútil desejo.

 

“(…) E às seis e meia daquela tarde-noite, podia-se ver apenas dois seres tímidos e recatados nos limites opostos de um vasto planeta. Éramos nós, sós, dois jovens desconhecidos. Leia mais

Categoria: Crônicas

Eutanásia: hora do adeus.

 

“(…) O término está por vir, estou sentindo. Já vejo seu rosto triste, seu jeito amargo se aproximando. Acho que o nosso amor virou uma doença, daquelas terminais. É como se o meu sentimento fosse uma pessoa enferma, esperando apenas a morte chegar. Eu sou metade desse amor, e assim, faço parte desse momento tão sofrido. Não é tão fácil cometer a eutanásia. Leia mais

Categoria: Crônicas

Música com Sentimento.

 

Com frequência, eu penso dentro da minha livre imaginação: a qualidade da letra de uma música não está diretamente vinculada a um gênero musical específico, mas sim, à condição emocional que certas músicas podem nos remeter. Leia mais

Categoria: Crônicas

Café Amargo.

O que mais me irrita é que ainda não consegui te decifrar. Você não é daqueles fáceis de entender, que, num piscar de olhos, nos deixa perceber o que quer da vida. E eu só fui percebendo isso com o tempo, após o sinal do seu primeiro descaso.  Leia mais

Categoria: Crônicas

Ninguém nunca saberá.
Mais um ano que vai indo embora, e aí me lembro que estou ficando cada vez mais velha. Acho que você está ficando é louca – disse pra mim, certo dia, um dos meus lados mais puritanos. Há algum tempo, tenho guerreado em embates internos, e voltado pra casa com as dores das colisões de ideais, ainda com suas lanças em formação.

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Categoria: Crônicas

Pra você, com carinho.

 

Registrar os fatos com palavras é a maneira que elejo para conhecer a mim mesma, pois escrever eleva a alma ao mais profundo autoconhecimento. Para entender o que eu digo, basta pensar com carinho, pois, da mesma forma, as minhas palavras exprimem carinhosamente o que a razão, com a sua astuta frigidez, não conseguirá jamais explicar.

Camila Barretto.

Categoria: Crônicas

O filme da vida.

 

Certas horas, não fazemos ideia do que falta acontecer com a gente, principalmente, logo após ter sofrido, quem sabe, uma dolorosa decepção. Às vezes, blasfemamos quando algo dá “errado”, simplesmente achando que o mundo se virou de cabeça pra baixo. Leia mais

Categoria: Crônicas

Inspiração.

Hoje um leitor me pediu, encarecidamente, para escrever algo sobre o amor. Todavia, ele queria um escrito novo, um caso distante de qualquer teoria convencional. Tentei escrever qualquer coisa que fizesse sentido, mas parece que tudo que registro está codificado em algum idioma púbere, agora mesmo inventado por algum desocupado. Leia mais

20/11/2016

Categoria: Crônicas

Beijo de despedida.

Só quero te dizer que estar com você foi uma das coisas mais maravilhosas que me aconteceu nos últimos meses. Talvez, você tenha sido a pessoa que eu mais me senti à vontade desde o primeiro almoço, desde o primeiro abraço, desde a primeira vez em que fizemos amor. Estar com você, ao mesmo tempo em que é prazeroso, é divertido. E isso vicia. Leia mais

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