Dilemas e Saudades
27/02/2018

Categoria: Gostos Peculiares

Dilemas e Saudades: o Livro!

Curte os meus textos e queria muito lê-los em qualquer lugar? Já pensou em presentear alguém com o meu livro? Então, chegou o momento tão esperado! 🙂

Agora, o Dilemas e Saudades ganhou forma, cor e uma bela capa, além de contar com mais de 40 textos escritos e selecionados com muito carinho.

Vem logo adquirir os seus, os meus, os nossos Dilemas e Saudades de cada dia!

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Grande beijo,

Mila Barretto.

05/01/2017

Categoria: Gostos Peculiares

Não quero seguidores, quero pessoas pra sonhar comigo.

As palavras têm poder. Já ouviram falar isso? Têm o poder de aproximar as pessoas. Têm o poder de transformar nossa mente, de mudar nossos planos, de nos encorajar a ser melhores. Parece muito, mas as palavras têm sim, o poder de mudar nossas vidas.

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01/01/2017

Categoria: Gostos Peculiares

Top 06: Escritores que conquistaram meu coração em 2016.

Muita gente me pergunta de onde vem tanta inspiração pras coisas que eu escrevo. Não sei vocês, mas eu confesso que revelar esse tipo de coisa é meio que contar o ingrediente secreto de uma receita de família 🙂 Mas, sendo bem genérica, posso dizer que metade da minha inspiração vem de dentro de mim, dos meus anseios e sonhos reais, dos meus desejos e medos, por vezes, imaginários. Porém, é inegável que uma boa parte dos nossos insites depende de fatores externos.

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29/12/2016

Categoria: Gostos Peculiares

Top 10: Minhas melhores descobertas musicais em 2016.

Busco música para me inspirar, para descansar, para respirar. Por isso, uma das coisas que mais adoro fazer é sair por aí caçando novas músicas de cantores ou de bandas não muito conhecidas ou divulgadas pela mídia. Diferente do que ocorreu nos anos em que eu era mais nova, nesses últimos tempos, andei valorizando muito mais os artistas nacionais, e, só por isso, eles foram meus principais “achados” nesse ano, principalmente no campo dos novos MPB. Vou compartilhá-los com vocês aqui 😉 Leia mais

18/12/2016

Categoria: Gostos Peculiares

Música da Vez: “Peço”.

Se tem uma coisa que eu amo é música, especialmente se ela tiver uma melodia gostosa de se ouvir. Confesso que músicas românticas são minhas queridinhas e têm 90% de espaço reservado em minhas playlists. Mas, se a música romântica tiver uma melodia bem bonita e uma letra elaborada, daquelas que transpiram poesia, aí eu me apaixono à primeira vista. Esse é o caso da Música da Vez! Leia mais

10/08/2015

Categoria: Gostos Peculiares

Diga tudo o que sente para esse alguém (Márcio Rodrigues).

Não é sobre ser fácil, é sobre ser necessário.

Diga logo tudo o que sente para esse alguém que não sai da sua cabeça.

Resolva a parte da vida que depende de você. Não espere que o universo conspire a favor e favoreça com que cada peça se encaixe. Não espere nada do universo nem de ninguém. Apenas: não espere. Dizer o que sente sempre será a melhor alternativa. Provavelmente o seu receio seja o de ouvir o que não deseja. Esta chance é real. Mas ninguém sabe se o filme é bom mesmo se não assistir até o final.

Você tem acumulado tanta coisa dentro do peito. Só você sabe de tudo que já planejou, dos sonhos que já teve e de como já viu essa pessoa pelas ruas sem perceber que, na verdade, acontece que ela mora em cada um dos seus pensamentos. As pessoas precisam saber quando alguém gosta delas. Não exatamente para que percebam e sejam obrigatoriamente recíprocas, mas para que valorizem a coragem de se assumir o que sente, pois este é o fato: dizer a alguém o quanto gostamos desse alguém é um verdadeiro ato de coragem. Mas as pessoas precisam saber mais disso para que se torne comum e menos tenebroso de se conversar, afinal, é um assunto bom, o que não significa ser um assunto com desfecho justo.

E o principal: quem hoje diz gostar de alguém, amanhã ouvirá o mesmo de outro alguém.

Diga o que sente não esperando que esse alguém diga sentir o mesmo, diga porque este já é um sentimento tão grande que não cabe mais no coração. É preciso dividir um sentimento quando ele faz parte da vida de outra pessoa. Diga sem artifícios, sem tentativas de sentimentalizar ou com chantagens de emoção, diga só porque é real. Diga da maneira que sente, da intensidade que sabe que tem sentido. Diga tudo agora. Chame no Whatsapp. Chame no chat. Mande uma mensagem. Pegue um metrô e vá até a casa desse alguém. Combine de se encontrar no próximo momento livre dos dois. Nessa semana. Dê um jeito. Faça algo, só não faça nada. Não admita conviver com algo tão bom por alguém sem esse alguém saber. Diga para que os dias voltem a ser leves e para que os passos possam ser, de novo, mais confiantes. Diga para sair dessa vida instável em que um refrão beija os seus ouvidos desenhando uma história que está longe de ser real.

Isso tudo te faz sentido?

Diga tudo o que sente para esse alguém. Diga que não sabe explicar – não é preciso saber. Diga que não entende quando começou. Diga que sabe que isso pode assustar. Diga que não quer constranger. Só diga. Até o melhor dos sentimentos apodrece quando é guardado demais. Isto é, tudo isso que é bonito vai começar a te fazer mal simplesmente porque você não conseguiu jogar para fora. Eu sei que dá medo, mas vai te dar mais alívio, isso sim. Pode ter certeza.

O melhor final feliz que pode existir quando a gente conta para alguém o quanto gostamos desse alguém, é o fim da angústia em nossos dias.

 

por Márcio Rodrigues.
https://umtravesseiroparadois.com.br/

Categoria: Gostos Peculiares

Nosso fogo (Rafael Magalhães).

É incrível o poder que você tem de me tirar do sério. De me tirar o juízo. De me deixar com desejo. Eu até queria dizer não, mas, pra você, simplesmente não consigo. Começa sempre com um beijo. O nosso beijo. Aquele encaixe único. O nosso encontro de almas através do simples toque dos lábios. E quando eles se encontram, a mágica acontece. E eu sei muito bem como acender a sua chama. Uma mão firme na cintura passando os dedos por dentro da blusa. A outra chegando até a sua nuca e, em seguida, completo com aquele puxão de cabelo.

Está aberta a porta do paraíso. É quando sinto despertar o seu fogo. A respiração começa a descompassar e os seus dentes cravam delicadamente os meus lábios. Retiro-os caminhando lentamente pelo seu rosto. Beijando, mordendo e arrastando a barba devagar. A sua mão já está lutando contra os botões da minha camisa. A minha mão firme em sua cintura também já encontrou a sua pele. Toda arrepiada. Neste momento os nossos perfumes já se misturaram e, quando chego a sua orelha, percebo o restante do seu autocontrole escapando com os suspiros.

E então, você começa a descer devagar. Desce me olhando com aquela cara que eu gosto, e já sei onde você vai chegar. E chega. E como chega! E tira as minhas calças quase sem usar as mãos. E aquela mistura de língua, mordida, sucção e carinho que me faz delirar. Quem faz porque gosta, faz bem feito, e você sabe fazer como ninguém. De repente estamos entrelaçados. Termino de retirar as suas calças e subo passando a língua por todo o seu corpo. E agora é a minha vez e brincar de te deixar maluca.

Eu sei que você gosta.

Da língua e dos tapas. Subo a mão até a sua boca para tentar conter os gemidos. Os meus olhos buscam os seus, que agora, parecem girar em órbitas de delírio. Nós dois deitados. As roupas espalhadas pelo chão. E a cada posição sinto como se conhecesse melhor o seu corpo. O nosso fogo sobe em labaredas que parecem clarear o próprio céu. A habilidade de sentir prazer dando prazer ao outro. O suor escorrendo. O sorriso nos lábios. Eu já tinha me esquecido como é bom ter você. Uma pena que essa seja a única parte em que a gente funcione tão bem. Sejamos racionais. Façamos só mais duas ou doze vezes e, depois, cada um segue a sua vida. Recaídas não são recomeços.

Só não me venha com aquele beijo novamente.

 

Por Rafael Magalhães.
http://precisavaescrever.com.br/

Categoria: Gostos Peculiares

Se deixar amar (Fred Elboni).

Sou a saudade de um jardim que nunca existiu, de filhos que nem nome têm, de um amor que nunca vivi. Vivo o desafeto de sonhar, sozinho, um amor de cinema. Almejo o inexistente, me digo ser euforia, mas, quando me pergunto se um dia ele virá, transbordo na maldade do tempo.

Estranho dizer, mas a minha melhor parte é aquilo que não sei. Então, antes de vir, não me pergunte quem sou, ou como amo. Sou um mistério para mim. Me desvende, me faça não ter onde me esconder, descubra o amor que há aqui dentro, só não me deixe saber disso. Minta para mim, não me deixe enxergar que estou amando, assim, amo como ninguém.

Fingindo que não sei amar, te digo, não me faça prometer amores certos e responsáveis, me ganhe no silêncio do vivido, se disponha a ver a cidade acender ao meu lado, o vinho se pôr em bocas diferentes e, se possível, me deixar ser eterno por um instante. Não necessito de mais que um instante, pois, preciso te dizer, a eternidade me assusta. O amor me assusta. A assertividade do que sinto me assusta. Me entregar para um coração que não seja o meu, então, se faz apavorante.

O amor, que aqui habita, se faz como um livro, onde poucos foram os que leram algum trecho, e inexistentes foram os que terminaram de ler. Quando sozinho, no silêncio da minha presença, deixo o amor em livro sair. O apanho da estante mais empoeirada da minha livraria e lhe dou a atenção merecida. Pelo menos nas noites em que estamos a sós. O leio em voz alta, para nunca esquecer do que quero sentir, rabisco suas páginas, divido todo o meu eu e, ciente de realmente estar sozinho, choro por somente eu tê-lo lido até ao fim.

Depois, o coloco no seu lugar, pois, se eu permitir, ele se deixa ser lido por todos. E, infelizmente, eu ainda não sei dividi-lo…

Por Frederico Elboni.
http://eoh.com.br/

Categoria: Gostos Peculiares

Ame sem vergonha (Gustavo Lacombe).

Ame despudoradamente. Ame a ponto de postar nas redes sociais, de gritar da varanda do prédio como final de campeonato. Ame sem restrição de lactose, de glúten ou qualquer outra dieta; entre vocês vale tudo, contanto que seja sincero. Ame sem ficar questionando o tamanho do sentimento do outro, mas sabendo ler na recíproca que essa paixão dá pé. Ou que o afogamento de beijos é a parte mais deliciosa.

Ame sem vergonha. Na mesa do restaurante, evite aqueles beijos com o feijão na boca, mas não se furte de esticar o pescoço e roubar um selinho. Tenho lá minhas implicâncias com quem perde a linha na fila do pão, mas chega a ser inspirador ver um casal principiar uns amassos e um dos dois depois soltar aquele olhar de “continuamos mais tarde”. No quarto. No chuveiro. Em pé na cozinha.

Onde der na telha.

Ame com flores no trabalho, entrando pela porta através daquele entregador que fica com cara de besta e não consegue se acostumar com a cena. A amiga da baia ao lado fica com raiva. Ela não recebe flores há tanto tempo que só se lembra do fato de que foi do ex, mas se esqueceu que foram pedidos de desculpas. Ame até ficar com cara de bocó ao olhar a foto daquela pessoa. Aliás, ame ligando sem querer no whatsapp e diga “tava tentando ver sua foto”.

Chegue ao ponto de amar sem ter tempo para olhar o Instagram. O Snap. O Face. Ame de um jeito que vocês se esqueçam de tirar fotos e que cada segundo compartilhado fique armazenado no principal HD: o coração. Ame brindando, sempre comentando os motivos de estarem felizes naquele exato momento. Não fuja do clichê. Jogue-se nele. Declara-se com “sou feliz porque sou teu” e pronto. Piegas, sim. Cafona, sim. Brega, sim.

Amando, sempre.

Ame, principalmente, sendo sincero consigo. Algo está errado? Fale. Não quer mais? Termine. Sentiu saudade? Ligue. Quer mais? Case. Siga o que manda o instinto, sem vergonha de ser feliz. Ou sem medo algum de arriscar. O maior entrave do amor é o medo. Mude de cidade, de país, de vida, só não deixe que o sentimento mude. E passe. E morra. Ame, também, sem vergonha alguma de se amar tanto quanto. Arrume-se pro outro, cuide-se pra você.

E, depois de tudo isso posto, ame sem preocupação alguma de ser feliz. Apenas seja. Ame sem acreditar que os outros relacionamentos são melhores. Todos temos nossos dias ruins. Ame sem se importar com o que os outro falam, mas sabendo bem o que se passa entre vocês. Ame com respeito, carinho, atenção e tolerância. Ame com vontade. Tesão. Prazer. Ame com todas as suas armas e a guarda baixa. Ame sem vergonha alguma de se sentir bem com isso.

Acima de tudo, nunca ame por dois.

Por Gustavo Lacombe. 
https://gustavolacombe.com.br/

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