Eu tenho uma caixinha de sonhos
Vez por outra vou até ela
E puxo o primeiro que encontro,
Para me sentir menos matéria
Para me achar mais humano.
Desses tempos cinzas,
Que todo mundo sabe,
O que está atrás da cortina.
A dor ao dar adeus,
Tomou Prozac e morfina.

Aguento o peso do disfarce,
E vou buscar mais um cigarro,
Cada dia é uma tragada,
Uma hora o cigarro acaba,
E cinzas entorno da mesa de mármore.
Não servirão pra mais nada.
Ando aos tropeços,
Pelos becos escuros de mim,
E só me encontro,
Quando me proponho,
Um recomeço em todo início,
No que fica,
Quando de mim parto.

Antonio Hélio (Escritor Parceiro).

 

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Um pouco sobre ele: “Escrevo desde adolescente como forma de respirar melhor no mundo. Sou analista de sistemas por profissão, mas a escrita sempre esteve muito ativa em meu cotidiano. Nordestino de Sobral-CE, vim pequeno para São Paulo com irmãos e pais para tentar a vida e ainda continuo tentando. Algumas perdas e ganhos no caminho me fizeram entender que nossa oportunidade de criar a saudade do amanhã, existe somente no agora. A poesia é de quem lê, costumo dizer (mas leia os créditos também rs), e isso me impulsiona a continuar escrevendo. Tenho planos de escrever um livro de poesia esse ano, em memória do meu sogro que faleceu ano passado, Sr. Elio. Enquanto isso, a gente se expande e derrete na leitura de toda gente que nos acerta.”

Página: www.facebook.com.br/amuletopoetico