Dá-me teu pranto, ó doce pessoa
Para lavar minhas mãos tão impuras
Quero tocar esta alma tão boa
Que hoje sofre em meio as agruras.

Dá-me tua culpa, que dela preciso
Para erigir tuas costas cansadas,
Injustiçadas por quem tira o riso
Do rosto que inspira minhas toadas.

Dá-me um minuto, um segundo que seja
Pois quero te trazer oxigênio
És uma estrela da cor de cereja
Que faz o brilho dos versos do gênio.

Dá-me teus medos, que eles são nada
Perto da força que te ver me dá
Quando eles virem quem te quer amada
Fugirão antes de eu revidar.

Dá-me um sorriso, e o teu coração
Vem aqui e terás tudo que tenho
Pois o melhor de mim é só fração
Mas será tua a fração e o empenho.

Paulino Solti (escritor parceiro)

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Um pouco sobre ele: de dia, analista de sistemas; à noite, um poeta em construção. Um ser que oscila entre exatas e humanas, tal qual sua personalidade: uma gangorra em que brincam o “pé no chão” e o “sonhador”.

 

Página: www.facebook.com/paulinosolti