O ritmo com que nossas respirações faziam bater peito contra peito fazia parecer que havíamos corrido em alguma maratona, mas o único caminho que havíamos percorrido era um o corpo do outro. A luz fraca do ambiente deixava ainda mais sensual teu rosto corado e suado. Meus beijos novamente começaram a descer pela linha do teu pescoço e seus olhos se fecharam para as sensações emanarem à flor da pele.

Segurei seus cabelos de forma gentil, mas firme, fazendo com que você abrisse os olhos e encarasse os meus de perto. Todo meu corpo estremecia só pela proximidade em que nos encontrávamos. Senti você em um gesto ousado passar as pernas ao redor do meu quadril e me puxar pra mais perto. Seus beijos vieram inesperadamente e a mordida em meu maxilar fez com que meus olhos se fechassem rapidamente.

Em toda aquela entrega de corpos, um pertencia ao outro.

Desci beijos por toda sua barriga fazendo suas costas arquearem totalmente entregue. Eu sabia exatamente o que fazer para ouvir seus gritos mais desesperados por mais e você sabia exatamente o que fazer para eu, que tenho distúrbio de atenção, conseguisse focar apenas em ti.

Fechei meus olhos novamente sentindo suas mãos apalparem meus ombros e finalmente inverti nossa posição, já não aguentando aquele jogo de carícias.
Nesse tempo incalculado o único tempo que importava era o presente. E não havia melhor presente que te ter uma, duas, três vezes… Quantas fossem.

Te ter por completo e me doar da mesma forma.

— Flora Medeiros (escritor parceiro)

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Um pouco sobre ela: Sou pernambucana, tenho 19 anos e escrevo desde os 14. Já fiz intercâmbio para Nebraska, Estados Unidos, e foi lá que minha paixão pela escrita e leitura decolou. Meu passatempo preferido é assistir filmes. Além disso, amo fotografar e desenhar.

“Vir à flor, à tona, à superfície, emergir, assomar, aflorar!”

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